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Coisas do Espírito

por Guilhermina Batista Cruz

Publicado dia 28/6/2008 em Autoconhecimento

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Existem muitas pessoas presas a condutas materialistas e que mantêm uma singular indiferença em relação à vida espiritual. Isso nos leva a refletir sobre como o apego exagerado à matéria distancia-nos do aprendizado espiritual, fazendo-nos ficar tão restritos às nossas amarguras, desilusões e dores, que nem avaliamos o sentido que elas podem estar desempenhando em nossa vida, embora haja esclarecimento, advertência e ajuda que nos chega diariamente. Muitas vezes essa ajuda nos vem de uma forma tão sutil que nem a percebemos, que nem enxergamos as bênçãos que jorram em nossa direção, oriundas das forças espirituais que estão em permanente intercâmbio conosco e nos fornecem energias revigorantes e salutares para o corpo e o espírito.

Nossa meta é avançarmos na senda da perfeição e mudarmos nossos conceitos restritivos, arraigados, mas, ao mesmo tempo que queremos mudar, vem o comodismo nos dizer que precisamos cuidar é do aqui e agora e deixar as coisas espirituais para depois. E aí continuamos perdendo um tempo precioso apenas com as aquisições materiais, que nos fazem ficar cada vez mais “agarrados” com unhas e dentes à nossa roupagem física que, embora merecedora de todo respeito e cuidado, revestirá nosso espírito temporariamente, já que um dia teremos que deixá-la.

Por que será que apesar de tanto conhecimento e de constatarmos tantos acontecimentos no nível espiritual ainda tem muita gente duvidando ou indiferente às “coisas do espírito" e se agarrando com vigor à vivência material? É claro que todo mundo deseja viver o presente da melhor forma possível, compartilhar a companhia de quem se ama e usufruir dos bens materiais o melhor que puder. Mas, será que isso é o único projeto de vida que temos e o único anseio pelo qual vale a pena lutar?

Escolhemos, como postura prática e comum, os caminhos mais fáceis e menos dolorosos. E não valorizamos suficientemente “as coisas do Espírito”. Só que chegamos ao limite de nossa inconsciência. Precisamos acordar. Temos necessidade de sair da letargia em que estamos. Vivemos na Terra, somos seres dualistas, passamos por dificuldades e sofrimentos, tudo com um determinado fim, não como uma circunstância do acaso. Enquanto tudo corre tranqüilo na vida conseguimos manter o controle e a razão. Mas, a partir do momento em que os fatos nos mostram uma outra realidade, diferente daquela que almejávamos, sentimo-nos revoltados e castigados.

Enxergamos apenas nossas dores e nos consumimos no orgulho e egoísmo, colocando-nos como vítimas das circunstâncias. Estamos sempre culpando alguém ou alguma coisa como causa de nossas desditas. Por acaso já nos perguntamos se existe alguma relação entre aquilo que vivemos e nosso ser? Será que podemos ser responsáveis por tudo o que nos acontece? É uma pergunta que não gostamos de fazer, pois constatamos que somos responsáveis, sim, mas enquanto pudermos nos resguardar na “ignorância”, vamos levando. Por que nos preocuparmos agora, se há tanta coisa para fazer e aproveitar?

Quando vamos despertar realmente e priorizar os valores do Espírito e que se constituirão em nossa única bagagem quando aportarmos no mundo espiritual? Sim, porque lá é que será nossa realidade após a vivência material e onde continuaremos nosso desenvolvimento ou nosso recomeço. Para um atleta competir bem e vencer um desafio ele precisa de um preparo adequado e de um bom instrutor que o guie e o submeta a certas regras que fará com que ele desenvolva, cada vez mais, sua potencialidade.

Assim somos nós, necessitamos de treinamento, já que sem o devido preparo não daremos grandes saltos rumo à perfeição. Durante a vida vamos cruzando com vários guias que vão nos abrindo, aos poucos, portas que nem sonhávamos penetrar. E, com cada um deles iremos desenvolver experiências que nos guiarão na direção da perfeição.

Mas é preciso abrir bem os olhos e ajudar em nosso despertar. Precisamos atentar, o quanto antes, para nossas imperfeições atuais, onde sobressaem o egoísmo, o orgulho, o desamor e a indiferença. Por incrível que pareça tem gente que acha que morrendo acabam-se todos os seus problemas e por isso dizem que vão aproveitar o que a vida tem de melhor, deixando a parte espiritual para depois e, embora apresentando um certo desenvolvimento espiritual, preferem eximir-se de certas responsabilidades, ficando “em cima do muro” com medo de envolver-se demais com as coisas do espírito. Afinal, podemos dizer que estamos mesmo aprendendo e somos imperfeitos, não é?

É importante focarmos sobre esse assunto porque os amigos espirituais estão nos alertando, cada vez mais, sobre o nosso anseio e apego por coisas materiais em detrimento das coisas e valores do Espírito. Estão a nos dizer sempre que precisamos evitar o desconhecimento com que adentramos o campo espiritual. Recebemos muitas mensagens falando sobre o problema dos hábitos e apegos, dizendo que são esses as principais escolhas que nos impedem de sermos mais felizes do lado de lá. Eles nos falam que precisamos mudar nossa postura desde agora e que não devemos deixar o conhecimento da realidade espiritual que nos aguarda para depois.

Precisamos abrir nossa consciência o quanto antes para que possamos atravessar as dimensões física e espiritual com mais tranqüilidade. A morte não pode mais ser encarada como um fim, como um tudo acaba e finda simplesmente.

Outra coisa importantíssima que eles estão a nos dizer constantemente é que não devemos encarar a vida espiritual como uma utopia, um sonho que desejamos que seja verdadeiro. Advertem-nos de que devemos despertar para outros valores, estudar e conscientizarmo-nos do que poderemos encontrar no “lado espiritual da vida”. A morte não nos transformará de repente em anjos ou pecadores sem remissão. Seremos os mesmos aqui e do lado de lá. Também estão nos alertando que devemos nos preparar e procurar ter um pouco mais de consciência sobre o que nos espera. Muitos deles foram acostumados desde cedo a lidar com a existência do mundo espiritual, mas não souberam cultivar o desapego, e disseram-nos do grande trabalho que tiveram para se adaptar, para se acostumarem ao mundo que sabiam existir, mas que viam rodeado por uma aura de ilusão e, embora recebidos com amor e amparados pelos mentores espirituais, sentiam-se insatisfeitos por terem se deixado levar por idéias e preconceitos em relação ao conhecimento espiritual.

Não deixemos que a preocupação com o corpo nos absorva totalmente. A preocupação excessiva com ele nos leva a procurar formas para embelezá-lo e prolongar a vida, visando com isso usufruir mais tempo os prazeres que ela nos proporciona. Mas, e o Espírito, onde fica?

Avaliemos nosso comportamento e nossas atitudes como as de insatisfação e indiferença em relação aos valores morais e espirituais. Pensemos nisso e procuremos nos libertar de idéias restritivas e pensamentos materialistas, entendendo que estamos atravessando fases em que o despertar espiritual faz-se imprescindível para o nosso aperfeiçoamento e crescimento interior.

Paz e luz a todos.

Texto revisado por Cris

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