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Colhendo o Que Plantou!

Atualizado dia 11/19/2006 6:22:53 PM em Autoconhecimento
por Carmem Calmon Lacerda


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A maioria das pessoas conhece o provérbio "Colhes o que plantas!". Quantas vezes não nos "consolam" com essa frase, como se ao saber que "merecemos" certo pesar, tudo fosse se resolver e a dor fosse cessar.

Ora, é óbvio que em um mundo ideal as pessoas se respeitam, vivem sempre atentas a não magoar o outro, só tomam atitudes sensatas e bem pensadas, agem após ponderar muito bem os prós e contras de todas as situações... Porém, nesse mundo perfeito, também não há traição, miséria, fome. Não existem pessoas que sentem prazer em ver o outro sofrer e se regojizam com as lágrimas alheias. Não há alguém capaz de, ao ver alguém sofrendo, dizer: "Colhes o que plantou!!"

Então, antes dos provérbios Bíblicos, por mais óbvios e coerentes que sejam, deveríamos tentar, pelo menos nos propor a tentar, exercitar a tal arte do perdoar. Disseram-me certa vez: "Kri, bacana é perdoar, mas isso não quer dizer desculpar, aceitar que se repita nem se anular fingindo que não sofre. Deixe BEM claro que você perdoa porque é o melhor para você, mas que não vai esquecer o ocorrido, só não vai ficar remoendo e que está tudo bem, mas que ficou magoada, triste, e que gostaria que não se repetisse, pois quem erra deve realmente pedir perdão; o outro perdoa se puder e se quiser!!!"

Não havia percebido como esses dois episódios estavam tão intrinsecamente ligados até começar a escrever esse artigo de hoje. O primeiro me era sempre dito pela minha mãe e ecoado pelo meu companheiro com quem estou há 18 anos, a quem amo com todo o meu ser, porém com quem discordo em muitos pontos, sendo esse um deles. O segundo, foi me dito recentemente por uma amiga virtual amada, pessoa íntegra e que, sem dúvida, entende de perdão.

Melhor do que "colher o que plantou" seria reconhecer o erro, saber a fonte, e procurar se corrigir e evitar cair no mesmo engano. Colher o que planta é muito bom quando só se planta o bem. Mas e se em algumas situações agirmos de forma não tão bacana, não tão coerente nem mesmo nobre, para nos defendermos, para nos protegermos ou a alguém que amamos? Nessa hora na qual plantaremos o mal, colheremos o mal mais à frente?

Realmente, na maioria das vezes devemos COLHER O QUE PLANTAMOS, mas prefiro um outro provérbio que me é mais amoroso: "És responsável por aquilo que cativas!"

Aqui, não há escapatória. Se todos realmente, realmente mesmo, se sentissem responsáveis por aquilo e por aqueles a quem cativam, o mundo seria outro, um local muito mais bacana de se estar. Daí, colher o que plantamos seria, na maioria das vezes ao menos, algo bem prazeroso, algo muito bem recebido que geraria o que chamam de "Corrente do Bem", pois quem não quer ser amado, querido, respeitado? Até o mais cruel dos criminosos tem alguém que o quer e ele também provavelmente ama alguém ou amou.

Ninguém nesse mundo de Deus possui o monopólio dos sentimentos, sejam eles bons ou ruins, mas a maioria, infelizmente, está sempre com o dedo a apontar as falhas alheias e se esquecem que as suas deveriam vir primeiro. Não para serem apenas relembradas, mas para serem trabalhadas, corrigidas e finalmente perdoadas, por nós mesmos primeiro e depois, se possível, por quem ferimos.

O dia em que quisermos e decidirmos olhar para dentro de nós antes de olhar para o outro, revelar o que nos vai na alma antes de falar do que vai dentro do outro... quando não houver mais pessoas que bravamente dizem a alguém: "Ah!!! Conheço-te melhor do que você mesmo!" ou até: "Sei exatamente o que você está pensando e o que vai dizer, blá blá blá...!!"... no dia em que as pessoas que estão com o olhar tão longe, nos erros alheios, que não conseguem enxergar seus próprios erros e se os enxergam os relegam a um plano perdoável ou esquecível sem nem mesmo dar uma segunda olhadinha, pois "têm" que olhar o outro, espiar a alma alheia à procura das falhas as quais apontar... deste dia em diante, vai mesmo valer a pena "Colher o que plantamos", pois estaremos preparados para enfrentar nossos monstros e fadas, nossos orgulhos e preconceitos, nossos erros e acertos, nosso lado bom e nosso lado mal, enfim, tocaremos a flor e o espinho com o mesmo cuidado e carinho por fazerem parte de uma mesma planta. Daí, o lado mal será infinitamente menor que nosso lado bom, pois estaremos atentos a nós mesmos, estaremos conectados com o amor e consequentemente com um perdão responsável e amoroso, amoroso para conosco.

Eu mudaria o dizer "Colhes o que plantas" para "Cuide do plantio; seja amoroso e cuidadoso". Apenas isso, sem lição de moral, sem avisos "do bem", sem frases feitas, sem censura. Impossível? Será??? Vamos experimentar?

Estou colocando aqui, no final de meu artigo, um pedido para que as pessoas que o lerem e quiserem/puderem colaborar com essa minha busca, façam-no. Não votem, apenas, respondam para o meu email. Digam-me o que pensam. Discordem, concordem, argumentem, relatem, participem. É muito importante para mim. Amo vocês que me empurram agora nesse início e que creio estarão comigo daqui há muito tempo. Então, colaborem comigo em meu crescimento. Muito obrigada, queridos(as).

KRIKA, na paz!

Texto revisado por Cris

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Conteúdo desenvolvido por: Carmem Calmon Lacerda   
Trabalho e estudo Aromaterapia, Florais de Bach e Califórnia, Terapia do Barro (GEOTERAPIA) e Shiatsu Emocional. Sou Reflexoterapeuta e Fitoterapeuta. Muito confiante e feliz com o meu trabalho, faço com estudo e amor.
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