Com qual perspectiva você tem visto sua vida?
Autor Ana Carolina Reis
Assunto AutoconhecimentoAtualizado em 2/14/2026 6:05:54 PM
O sentimento de abandono costuma ser uma atitude de autoabandono, iniciada há éons atrás.
Nosso olhar não alcança tão longe... Se vivenciamos muitos traumas quando crianças, mal nos lembramos da nossa infância direito. O que fica, às vezes, é um sentimento de inadequação, de que "não deveria ser assim, deveria ser de tal forma".
E essa forma costuma ser altamente idealizada: pais carinhosos, amorosamente presentes, com disponibilidade para nos amar inteiramente e nos acolher emocionalmente.
A pergunta que fica é: você, mesmo hoje em dia, conhece alguém assim? Pessoalmente, não conheço. Tem pessoas que idealizo sim, mas que sei que no fundo não passa disso: idealizações... Todos nós temos nossos desafios pessoais e de perto, como se diz: "ninguém é normal"... [Graças a Deus, né? Que "normal" seria esse?]
Bert Hellinger, o criador das Constelações Familiares, ensinava que" "perfeito mesmo só quem já morreu. Enquanto vivos, imperfeitos."
Mas, exigimos essa tal "perfeição" de comercial de margarina dos nossos pais.
"Ah, não precisa ser perfeito... Só não podia ter feito tal coisa ou ter sido de tal jeito..."
Essa não concordância com a realidade nos prejudica sobremodo, de formas que não conseguimos imaginar.
Porém, aqui, o ponto não é esse (sistêmico), podemos nos aprofundar nele depois.
A questão que quero levantar é: se trazemos nossa bagagem emocional (com todas as suas mazelas) de nossas vidas passadas, por que passamos a vida toda nos fazendo de vítimas? Sofrendo e culpando nossos pais, se nós mesmos os escolhemos, justamente por serem assim tão perfeitamente imperfeitos!
É a combinação de todas as imperfeições deles que trazem à tona as questões centrais que precisamos trabalhar em nossas curas.
Por exemplo, se eu sentia uma tristeza profunda em minha infância... Quando começo a acessar minhas vidas passadas, qual o primeiro sentimento que identifico? Uma chance para acertarem... Tchã-rãn! Sim, a própria tristeza!
Em outros enredos, outros personagens, mas a mesma melancolia profunda ali enredada em meu ser...
Então, quando olho para minha infância com esse novo olhar e perspectiva começo a entender que meus pais depressivos não foram uma escolha tão ruim assim... Muito pelo contrário!
Eles simplesmente foram per-fei-tos para me ajudarem a trazer à tona toda a tristeza que eu precisava tratar e curar.
Só que, se ao invés de me responsabilizar por isso, eu continuar triste com minhas histórias da infância, como vou me curar desse padrão, afinal?
Me respondam, vocês!
Bjs, amados!
Ana Carolina Reis
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Autor Ana Carolina Reis Responsável pela Escola Ascensional Aurora Pachamama. Terapeuta Integrativa (CRTH-BR 6400 ABRATH), Mestre em Reiki e Seichim, Apometria, Cristaloterapia, Terapia Floral, Constelação Familiar, Psicoterapia Reencarnacionista, Magnified Healing® e Light Healing®. Psicóloga, formada pela UFCSPA. Autora do "A Sabedoria dos Cristais". E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Autoconhecimento clicando aqui. |
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