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Com que roupa eu vou...

por Carolina Marrocos

Publicado dia 22/2/2020 em Autoconhecimento

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Identificação, o processo de ir ou não, pro samba que você me convidou!

A palavra identificação, conheço, há muitos anos; desde pequena, escuto meus pais falarem sobre o “processo de identificação”; quase todas as religiões que eles frequentaram falavam sobre isso.

Confesso, que nunca soube ao certo o que eles queriam me dizer.
Quando já adulta, essa palavra volta a frequentar a minha vida. Foi em uma Pós-graduação, em Abordagem Integrativa de Psicologia Transpessoal, Vera Saldanha, (espetacular, diga-se de passagem), fala sobre o processo de identificação e desidentificação, palavras contidas nas 7 etapas da abordagem citadas acima, em resumo, trata-se do nosso ciclo de autoconhecimento.

Apesar do talento da Vera, confesso pela segunda vez, que o processo de identificação, era algo confuso, para minha capacidade lógica de digerir.

Ontem, Ana Clara, minha melhor “amiDA”, consegue elucidar o que é identificação de fato. No auge dos seus 3 anos, assistia o final do filme dos Smurfs, em cena, Smurfette morreu, para consolar Aninha, eu dizia:

 “Calma filha, ela é uma heroína e heróis não morrem”, Ana Clara com tom firme de voz retrucava:

 “Morre sim mãe, ela não é uma heroína, ela morreu”, eu persistia em consolar;

“Você vai ver, daqui há pouco Smurfette, voltará a viver”, minhas palavras foram em vão, minha amiga não acreditava em mim e concluiu:

“Mãe, ela morreu para sempre”, bom, nada que eu falasse, convenceu Ana.

Segundos depois, Smurfette reviveu e Aninha feliz da vida, pulava de alegria, dizia “mãe ela é uma heroína mesmo, ela voltou, ela voltou, huhuhu”!

Nesse exato momento, caiu minha ficha, que quando estamos identificados com algo, com alguém ou com uma situação, qualquer coisa que o outro faça, para lhe mostrar novos caminhos, outros sabores e texturas, ou ainda, que a sua atitude pode ser diferente, pouco sucesso terá, pois a desidentificação, esta atrelada a você, ao seu ser, as suas escolhas.

Alguns exemplos bem simples, sobre identificação:
Você detesta bossa nova, porém, seu relacionamento atual adora... Em pouco tempo, você começa a cantar, a dançar ir a shows desse estilo de música. 
Outro exemplo: quando assistimos a um filme, que nos emociona, e as lagrimas rolam, naquele momento eu vivo o que o cenário propõe; ou ainda, quando você nem conhece uma determinada pessoa, porém, o simples fato da sua amiga detestar aquele ser, você também detesta; ou aquela roda de fofoca, que você contribui de forma tão “assertiva” mesmo seu coração dizendo pra você que parece não ser o melhor caminho.

Identificar não é apenas sobre situações negativas, a identificação faz parte da nossa natureza humana; é através dela, que acontece o nosso viver, afinal, nos identificamos com nossa mãe, nossos professores, gestores, profissões etc., e não há nenhum problema nisso.

O problema ocorre, quando a roupa que você escolheu vestir  não está de acordo com o que você verdadeiramente acredita; algo que fica fora de sintonia, com a sua saúde, suas crenças, valores e, pior ainda, contra o seu próprio viver.

Identificação saudável fará você escolher pela SUA verdade e não apenas trocar, por trocar de roupa, a cada situação apresentada em sua vida.

Um conselho, esteja preparado, não será uma missão fácil, escolher a roupa certa, pode gerar muito trabalho em sua existência; ter que voltar ao provador algumas vezes, até que a peça ideal seja encontrada. Não se preocupe se a roupa escolhida ficou torta, esquisita, desengonçada. Temos os estilistas, alfaiates, costureiras que encontramos no nosso caminho e que produzem e ajustam a peça com o perfeito encaixe, são pessoas chaves, quase mentores para a troca de roupa, necessária para nossa sobrevivência.

 Já parou para pensar, se a roupa que está usando nesse momento é sua escolha verdadeira?

...ou está com essa peça só porque é confortável, ou ainda, é a roupa da moda.

Se perceber que não está de acordo, ou, que ao ler essa frase, ficou com uma coisinha ruim aí dentro de você, pense em agora mesmo, voltar para o guarda-roupa, e até mesmo uma loja mais próxima e assim trocar de roupa imediatamente, quando concluir esse desafio...

Feche os olhos e respire profundamente, notará um sorriso que chega em seus lábios, e a calmaria que abraçara seu coração.

Fique bem à vontade, troque de roupa quantas vezes for necessário, aproveite os outlets, black friday, mega oferta, sem frete, qualquer promoção, o preço pouco importa, o que importa mesmo é a SUA escolha.

Também não se apegue a um único estilo; rock, pop, vintage, tanto faz...

O que manda é autenticidade, a escolha é sempre sua, lembre-se que as consequências também!

Então, bora trocar de roupa, afinal, usar uma roupa nova é tudo de bom!

Texto Revisado

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Sobre o Autor: Carolina Marrocos   
Economista e Psicóloga, atuo como Diretora em uma área estratégica no segmento Educacional. Desenvolvimento em projetos comunitários, saúde e sociais como Psicóloga especializada em Psicóloga Transpessoal. Linkedin https://www.linkedin.com/in/carolina-da-silva-marrocos-de-andrade-3b7a471b
E-mail: [email protected]
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