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Como enfrentamos as dificuldades?

por V E R I T H A S

Publicado dia 30/1/2008 em Autoconhecimento

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Inicialmente resmungamos, praguejamos, nos revoltamos, fugimos, nos sentimos vítimas, desamparados, desesperados e uma avalanche de sentimentos e pensamentos que só dificultam e nos distanciam de uma possível solução.

O que fazer quando acontece algo em nossas vidas que está além do nosso controle?

Antes de continuar a leitura, sugiro que respire suave e profundamente algumas vezes e, após ler, respire fundo novamente e fique em silêncio por alguns instantes. Esta sugestão deve-se ao fato de possuirmos um paradigma: cremos ser impossível praticar o verbo aceitar.

Quando estivermos diante de um desafio, vamos decidir aceitá-lo? Vamos aceitá-lo tal como é, evitando a reclamação e a “avalanche”. Aceitar algo que está fora do nosso controle significa reconhecer que o Universo não se ajusta a nossos planos e que os desafios fazem parte de nossa jornada, do nosso crescimento. Para aprender é preciso haver lição. Sem tarefas, sem problemas para solucionar, como aprenderíamos?

Quando conseguimos sair dos estados de autopiedade, revolta e fuga, que é nossa reação inicial, assumimos uma atitude positiva, proativa, de aceitação. Aceitar é cessar a revolta e abrir-se para compreender melhor o que está ocorrendo, aprender, aproveitar as oportunidades presentes de transformação. Isso é liberdade. Podemos escolher como queremos responder aos fatos, ao invés de nos deixarmos arrastar pela correnteza negativa ou culparmos os outros.

Transcrevo abaixo um artigo do Dr. Roberto Assagioli intitulado Liberdade na Prisão. Em 1938, quando foi preso pelos fascistas devido a seus pontos de vista antibélicos e internacionalistas, deu-se conta de que somente uma atitude de aceitação consciente poderia permitir-lhe manter uma visão clara de suas reais opções.

“Eu compreendi que era livre para assumir dentre várias atitudes com relação à situação, para dar um valor ou outro a ela, para utilizá-la de uma maneira ou de outra. Eu poderia rebelar-me interiormente e blasfemar; ou poderia submeter-me passivamente, vegetando; ou poderia condescender ao doentio prazer da autopiedade e assumir o papel de mártir; ou poderia levar a situação na esportiva com senso de humor, considerando-a como uma nova e interessante experiência. Poderia torná-la um tratamento de repouso ou de intenso pensar, tanto a respeito de assuntos pessoais – revendo o que já se passara de minha vida e ponderando a respeito – quanto a respeito de problemas científicos e filosóficos; ou poderia tirar vantagem da situação para fazer um treinamento psicológico pessoal; ou, finalmente, poderia torná-lo um retiro espiritual. Eu tinha a percepção clara, pura, de que isto era inteiramente assunto meu; de que eu era livre para escolher qualquer uma ou diversas dessas atitudes e atividades; que esta escolha teria efeitos inevitáveis, que eu poderia antever e pelos quais eu era inteiramente responsável. Não havia dúvidas em minha mente quanto a esta liberdade e poder essenciais e seus inerentes privilégios e responsabilidades.“

Aceitar a situação como ela se apresenta diminui o foco sobre o problema e, assim, podemos ter mais força, criatividade e inspiração para encontrarmos soluções ou formas de nos adaptarmos ao que não podemos transformar.

Ivete Costa
Psicossíntese * Psicologia Transpessoal * Florais de Bach * Coaching Holístico
Cursos * Seminários * Workshops * Terapia Individual e Grupo

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: V E R I T H A S    
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