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Como não sabotar a felicidade, a prosperidade, relacionamentos e a saúde

por Adriana Mangabeira

Publicado dia 10/1/2020 em Autoconhecimento

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Observemos o rio que corre para o mar. O Universo que se formou e se desenvolve a cada dia, muda, transforma-se, em movimentos de contração e expansão. Assim também o fluxo do corpo. O coração, em contração e expansão, bombeia o sangue e tudo acontece a partir disto.

Desta observação, percebemos que tudo o que existe --e nisto estamos inseridos-- acontece em movimento e mudança. Isto se dá através de um fluxo abundante e infinito que traz recursos, nutrientes para este movimento. Isso é vida.

Nós, seres humanos, temos como grande desafio harmonizar nosso corpo emocional e mental. Nossa psiquê.
Como parte do instinto de sobrevivência, está o medo de morrer. O ego interpreta cada grande transformação como morte, pois sempre morre uma personalidade, uma identidade e as crenças que a sustentam para que haja espaço para uma nova expressão no mundo, diante da vida e de seus movimentos e mudanças inerentes.

A partir disto, sempre acionamos o medo de perder aquilo a que nos apegamos. Pensamos que são as pessoas, o emprego, o conforto, as posses, mas, na verdade, o que tememos perder é a segurança, a estabilidade que vem desta identidade que fica ameaçada a cada mudança.
Não é simples abrir mão de quem se é e de tudo que isso rende para ser algo que se desconhece. O argumento de que as mudanças sempre trazem o melhor nem sempre é convincente. Porque arquivamos momentos de dor da perda e esquecemos de reverenciar, abençoar e agradecer quem nos tornamos após cada um destes momentos.

Quando temos um emprego que garante segurança, uma relação que garante segurança (mesmo aquelas que não saem do platônico, que evitam o risco de ter e perder), uma doença que garante segurança (de receber atenção e justificar a inércia e o medo de ter e perder de novo), tendemos a congelar o tempo. Isto significa congelar o fluxo.
Por que o consumismo se estabeleceu tão facilmente? Porque queremos prender, aprisionar, tudo que achamos bonito. O belo é expressão do divino de quem criou. Uma joia, por exemplo, contém a expressão do divino. E, por esquecermos como absorver o belo pelo olhar, achamos que precisamos ter.
Como esquecemos que o amor é uma energia disponível e compartilhada, queremos prender o amor através de contratos e falsas garantias, como o casamento.
Deixamos de obter o máximo, o melhor, a abundância, a plenitude porque queremos prender sempre o pouco que achamos que é muito. Síndrome de escassez.
Isso se reflete também no cuidado excessivo com os filhos.

Queremos prender e garantir intacta aquela nossa mais bela criação.
Assim também com clientes, amigos... Acostumamos a ver fluxo, transformação, como perda. Pensamento de escassez enraizado faz muitas gerações, eras, em toda a história da humanidade.
E nossa mente é tão poderosa --somos a única espécie do planeta dotada de neo-córtex, a área cerebral que imagina e cria--, que criamos a cada dia "O Dia da Marmota". Ou seja, mais um dia que iremos viver tudo igual, inclusive o que nos afasta da saúde, prosperidade e relacionamentos plenos, para garantir a sobrevivência de nossa identidade.
O fluxo fica congelado. E as coisas que mais desejamos, então, ficam em stand-by, esperando permissão para acontecer.
Fluxo. Esta é a palavra.

E como fazer isso?

Reverenciando nosso medo, agradecendo a ele e repetindo a visualização de nós mesmos no estado desejado. Sem ficar determinando como.
Se eu quero ser mais saudável, visualizar-me-ei com saúde. Observarei o que estou fazendo, como estou vestido, onde estou nesta imagem.
Se quero mais abundância financeira, visualizarei como fico emocionalmente e seguirei as mesmas observações acima numa visualização espontânea, criativa, não desenhada, de como ficará.
Se quero um relacionamento afetivo e sexual pleno e feliz, observarei os mesmos pontos, percebendo nesta imagem criativa o que é diferente da vida atual.
Isso vai conversar com meu corpo mental e o emocional, trazendo a sensação de segurança em mudar.
Antes disso, é preciso reverenciar, agradecer e abençoar todas as memórias de perda, suas e das histórias familiares.
Agradecer, pois você está aqui graças a elas e você se tornou o que é agora a cada etapa de superação de sua vida. Ver e sentir, perceber isso como bênçãos que são.
Foi difícil? Foi.
Mas já foi.

A emoção não está mais aqui, ela é de lá. Mas, se não praticamos isto, achamos que esta emoção ainda é de agora, porque não a transmutamos, não a transformamos e assim interrompemos o fluxo do tempo também.
Basta trazer novas emoções para os fatos passados e aí, sim, estamos prontos para um futuro diferente e não mais de repetição ou prolongamento de uma realidade que só continua sendo real em nossas memórias.
O Universo continua em movimento, assim como a vida e nossos fluxos internos.
Não é simples, é um passo a cada dia; todos os dias. Até que a morte nos separe (rs) deste corpo denso e desta realidade material e cheia de aventuras, mudanças, incertezas que nos levam a novos e inimagináveis patamares.

Impermanência.
Louvar a impermanência e tudo que ela nos traz, os presentes, o amor que recebemos, a saúde.
Prosperidade não tem absolutamente nada a ver com que possui. E, sim, com como se sente a partir do que possui. Principalmente, o abstrato. É ser grato pelo que tem e não colocar foco no que não tem.
Um dos maiores erros dos trabalhos de Prosperidade, de Saúde e de Relacionamentos é achar que aceitar isso é que será o caminho. É achar que apenas ativar o magnetismo pelo corpo mental será o caminho. É achar que as emoções só atrapalham e querer logo se livrar delas. É a rigidez.

Existe um alicerce de segurança emocional envolvido no mecanismo da escassez e este, sim, é que precisa ser transformado. E, aí sim, permitimos o fluxo que nunca deixou de existir. Apenas estávamos ordenando o seu congelamento para nossa realidade individual, criada mental e emocionalmente.

A visualização criativa, práticas de limpeza de memórias emocionais e de crenças limitantes, rompendo as barreiras ilusórias de tempo e espaço, são grandes gatilhos para a mudança.

Texto Revisado


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