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Como surgem os pensamentos?


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Como surgem os pensamentos? Qual é a fonte? Por que mergulhamos em divagações constantes?

São perguntas que merecem uma profunda investigação uma vez que os pensamentos mexem constantemente com a nossa paz e são os grandes causadores do desequilíbrio humano.

De fato existe, sim, um combustível que alimenta essa fogueira de pensamentos e sua natureza é emocional. Quando olhamos para algo, seja um carro, uma pessoa, uma casa, enfim, qualquer informação externa, automaticamente revestimos esse objeto com uma carga emocional e essas emoções, sejam de raiva, medo, inconformismo, revolta, etc., tornam-se a fonte de todos os enredos mentais. Os pensamentos, portanto, são efeitos de uma causa emocional e não possuem vida própria. Não são informações alheias ao nosso ser, mas resultam dos próprios processos psíquicos.
Isso acontece porque todo elemento externo cria conexões e ressonâncias com todo o material do nosso inconsciente. Tudo aquilo que é observado pelo homem, em algum momento, sofreu algum tipo de qualificação, ganhou significado e transformou-se em uma característica do observador. Trazemos um programa emocional pronto que nos compele a reagirmos de uma forma muito particular àquilo que enxergamos. 
 
Uma flor amarela na campina, pode significar para alguns, uma imagem de tristeza enquanto que para outros o contrário, depende das conexões que essa imagem cria com o acervo de experiências de cada um. Essa mesma flor pode criar ressonância com um episódio triste daquele que a observa, como um ramalhete de flores amarelas colocadas no tumulo de um ente querido, ou pode mexer no emocional de forma diferente, talvez acionando memórias agradáveis, como um mimo recebido por uma pessoa especial, assim por diante. Porém, se estivermos com a mente  treinada e retirarmos todo envolvimento emocional, essa flor será  apenas uma flor, sem nenhum tipo de carga afetiva.

As emoções que revestem aquilo que enxergamos criam pensamentos, devaneios e divagações intermitentes. Nesse momento, mergulhamos em um universo criado pela mente e nos tornamos detentos de um mundo ilusório, com isso, perdemos a conexão com a realidade e entramos no mundo de Maya.

Esse olho que nos serve de escândalo precisa ser arrancado - como propôs o Mestre dos Mestres - e isso é possível!

Podemos escolher de que forma iremos olhar para o mundo ao nosso redor. É claro que isso exige prática, uma sadhana constante, mas os resultados são imediatos.

Podemos escolher, por exemplo, olhar para uma moça ou um rapaz, como uma expressão espiritual e não uma expressão sexual. Podemos olhar para algo que desejamos como algo importante a ser conquistado ou olhar com desinteresse, entendendo que o nosso bem estar não depende disso, mas, principalmente da sua abstração. 
 
O fato é que precisamos desenvolver a capacidade de não imantar de emoções e desejos aquilo que observamos, precisamos perder o interesse e desenvolver o desapego total por esse mundo. Se quisermos nos libertar dessa ilusão e vencermos o mundo, teremos que aprender a nos desinteressarmos por ele.

É preciso aprender a retirar a importância das coisas, dos objetos, das pessoas, dos acontecimentos, pois a importância surge em função daquilo que desenvolvemos  em nosso programa mental, por coisas que estão carregadas do nosso interesse e, com isso, tornam-se parte do nosso ser. "Onde estiver o seu tesouro, ali estará o seu coração" Mt 6:21. Estaremos sempre presos àquilo que nos cativa.

"Os olhos são a candeia do corpo. Quando os seus olhos forem bons, igualmente todo o seu corpo estará cheio de luz. Mas quando forem maus, igualmente o seu corpo estará cheio de trevas" Lc 11:34.

Enquanto não assumirmos o controle sobre as nossas emoções elas estarão servindo de combustível para esse mundo ilusório que nos encarcera.
 
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Conteúdo desenvolvido por: Paulo Tavarez   
Conheça meu artigos: Terapeuta Holístico, Palestrante, Psicapômetra, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define. Eu sou o que Eu sou! Instagram: @paulo.tavarez Whatsupp (só para mensagens): 11-94074-1972
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