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Compras Compulsivas


por Ale Sacom

Compras Compulsivas

Como dito em outra oportunidade, todos temos vontades e necessidades, porém, algumas vezes o equilíbrio entre nossos sentimentos se perde e, como consequência, ficamos vulneráveis a uma compulsão incontrolável decorrente deste desequilíbrio e afetando o real sentido do “prazer”.

E na busca por recompor o prazer perdido, ou o ideal imaginário de prazer, transferimos o desejo não realizado em direção a fontes alternativas de prazer, uma via inconsciente, por isso não sabemos explicar e tampouco percebemos essa migração quando é para o vício de comprar.

Quando nossas ações são migradas para drogas, álcool, jogos, comida e sexo fica um pouco mais fácil identificar algum desequilíbrio, intuitivamente sabemos que estamos incorrendo em tais vícios, podemos até nos perceber adictos, mas e quanto a compulsão por compras? Comprar o quê? sei lá!... qualquer coisa, simplesmente comprar, gastar dinheiro, simples assim...

Compras Compulsivas aparecem na repetição das ações dessa busca incessante e nunca suficiente pelo prazer, porém após as compras aquele gostinho de “quero mais” sempre perdura. A compulsão por comprar pode ainda aparecer na transferência para outras situações não relacionadas diretamente ao seu desejo, mas fica instalada, por algum motivo, na realização do prazer sem sentido pela via da fixação e com isso podendo nos levar a uma desorganização financeira irreversível, dívidas, financiamentos desnecessários, empréstimos impagáveis, uso inadequado de meios de pagamentos... adoramos um cartão de crédito, até 40 dias para pagar!

Por que não nos percebemos como um Comprador Compulsivo? para responder isso precisamos relembrar um pouco do passado da humanidade e então veremos que somos “inocentes” e “vítimas” do processo histórico: na idade média trabalhávamos para subsistência, produzíamos tudo o que consumíamos, basicamente alimentos e vestuário. As famílias, que punham a “mão-na-massa”, ficavam com o mínimo necessário, o excedente era destinados aos Sacerdotes Religiosos, a Nobreza e ao Senhor Feudal, injusto não?!

Para acabar com essa injustiça novas as ambições passaram a seduzir o homem-de-família, buscou-se alternativas: a expansão marítima comercial, a exploração de novas terras, o desenvolvimento do comércio e, como consequência, um aumento da população mundial e o aparecimento de uma nova ordem social, eclodindo os tais comerciantes. Surge com isso uma nova sociedade, a tal consumista, que foi fortalecida pela produção-transporte-consumo em massa, trocas e vendas de escravos, manufaturas diversas, metais preciosos, vendas de especiarias e de produtos agrícolas, artigos de luxo, invenções para disponibilizar mais tempo para aquele homem-de-família, etc...

Esse é o protótipo que antecedeu nossa sociedade moderna, hoje pertencemos a uma Sociedade de Consumo Globalizada, o Cidadão-Civilizado cede lugar ao Cidadão-Consumidor, e este já se encontra em uma avançada submissão à técnicas de persuasão para manutenção e desejo desse eterno consumo de bens e serviços, tem até seus direitos assegurados em leis. Tudo isso apresentado a nós de maneira a parecer coerente, consumimos tudo aquilo que precisamos e, principalmente, tudo aquilo que “achamos que precisamos” dentro de uma proposta de normalidade imposta, o que estaria, evidentemente, em uma conformidade social em querer, ter, possuir e conquistar coisas.

E acrescentando... não ter dinheiro não é mais o problema, para isso existem Produtos Financeiros, tais como os empréstimos pessoais, consignados, os financiamentos, mútuos, crowdfunding, micro-créditos, cartões de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, cartão fidelidade, crediários, patrocínios e doações compulsórias, infinitas linhas de créditos, ufaaa !... que te dão alternativas para atender seus desejos e necessidades de prazer no presente e no futuro, impossibilitando você de se perceber um “adepto” a Compras Compulsivas.

É o vício mais silencioso, pois é (aparentemente) sem culpa, afinal você precisa comprar coisas para sua subsistência. É por tudo isso que você não se vê viciado em comprar, além do que nós somos reconhecidos e percebidos pelo que produzimos ou pelo que consumimos, o seu poder de compra mostra para o outro sua onipotência e então você se percebe especial ou com algum valor social, o “parecer ter” é importante, você vale mais pela forma do que pelo conteúdo.

Porém, há um desconforto pós-excesso que nos impele a repetir a busca por uma gratificação emocional-afetiva via Compras Compulsivas, isso nos domina de tal maneira que até perdemos a noção do tempo, passamos por uma fase de isolamento e chegamos até mesmo a uma aversão social, trocamos o convívio com amigos e familiares pela fissura de estarmos a serviço das Compras Compulsivas.

Não importa onde: site de buscas, lojas virtuais, apps, lojas físicas, outlets, compras coletivas, compras com um click, frete grátis etc. O êxtase é o auge da realização do prazer das Compras Compulsivas, após isso o que sucede é um grande pesar composto pela culpa e pela frustração, ambas compõem o vazio, na sequência investimos toda nossa energia no processo de recuperação do prazer não-completo ou não-saciado. Deveríamos aprender com esse vazio e dar destino a essa energia para outro alvo, meta ou objetivo, poderíamos deslocar nossas ações para não incorrermos novamente no vazio, porém fracassamos e voltamos às compras.

Se você perceber que suas compras podem ter um caráter compulsivo está dado o primeiro passo para ingressar em algum tipo de reflexão, o intuito é entender e confrontar essa sua compulsão por compras percebendo em si mesmo que tem algo errado. Se não consegue definir precisamente o que é que te motiva a comprar e, principalmente, que suas compras estão fora do seu controle é o momento de pedir ajuda profissional.

O profissional escolhido pode te ajudar a perceber que este ciclo vicioso composto por “falta-desejo-prazer” te leva a um giro eterno, como se você corresse em uma roda-sem-fim e que você só consegue se permitir parar de comprar quando levado à exaustão, ou quando seu dinheiro acaba, ou ainda quando não te dão mais crédito e não existem mais produtos financeiros adequados ao seu nível de gasto. Existem alguns comportamentos que podem indicar que você é um adepto às Compras Compulsivas:

Você tem uma fonte de Renda, mas o dinheiro nunca é suficiente para cobrir seus gastos com compras.

Se pega fazendo uma agenda de onde ir incluindo uma “paradinha para as compras”.

Se frustra quando não consegue arrumar um tempinho para comprar.

Se percebe ansioso, empolgado ou até mesmo depressivo ao ir às compras.

Para não “perder uma boa oportunidade” compra por impulso, até mesmo o que não precisa.

Sempre está procurando algo ou fazendo pesquisa de preços para aquilo que poderia estar comprando.

Pensa sempre no que está faltando em seu “rol de coisas lá de casa” e procura saber onde comprá-las.

Sente vontade de comprar algo, daí compra e conclui que poderia ter comprado mais ainda.

Aumento progressivo do volume de compras, a um ano atrás comprava menos, a dois menos ainda.

Discurso tolo perante amigos ou familiares para justificar o que comprou.

Mente sobre quantidade e valor das suas compras.

Sempre aproveita uma promoção: Desconto, Sale, Off são suas palavras preferidas.

Compra coisas repetidas, que já possui, ou compra a mesma coisa só que “diferente”, como por exemplo três pares de sapatos: um bege, outro marfim e, para completar, mais um de cor creme... oi ???

Se você se identificou com pelo menos cinco dos treze comportamentos acima fique alerta: você já é um Comprador Compulsivo Jr., logo logo será promovido.

Um pouco de números para você não se sentir só, uma pesquisa recente realizada pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito – indica que Compras Compulsivas são mais comuns do que pensamos: 33% dos consumidores compram sem necessidade, quando mulheres esse número sobe para 38%, quando pessoas entre 18 a 34 anos, independente do gênero, aumenta para 42%. Já 36% compram para aliviar o “stress”, 77% dos entrevistados, com idade entre 18 e 30 anos, se arrependeram logo após comprar o que não precisavam. Quatro em cada dez jovens afirmam que os bens que a pessoa possui mostram seu estilo, personalidade e valores, 36% valorizam quando a pessoa “chama atenção” pelo estilo de vida e coisas que possuem e 19% deixam de pagar contas para adquirir um item desejado. Viu?! você não está sozinho...

Então qual seria o tratamento para quem faz Compras Compulsivas? Se você está agora em um momento que já percebeu que não tem o controle do que compra, entendeu que precisa de ajuda de alguém e acredita que terapias poderiam te ajudar, sugiro então buscar algumas práticas integrativas, os impactos em ser um Comprador Compulsivo se dão de maneira a permear mais de uma alternativa, na verdade uma combinação de três propostas poderia equalizar seu problema:

1) o bolso: você deve procurar alguém para organizar suas finanças pessoais, ajudá-lo a encontrar o furo em seu bolso, por onde escorre o seu dim-dim, mapear seus gastos e otimizá-los, instituir um controle eficaz e inteligente em dispor do seu dinheiro, um especialista em Finanças Comportamentais cabe aqui;

2) sua mente: é a origem de tudo, em especial do comportamento compulsivo, encontrar e tratar a raiz do seu descontrole na hora de comprar é essencial, primordial também entender as situações conscientes e inconscientes que despertam a busca de seu prazer via um ato de compra, a Psicanálise pode te ajudar e finalmente:

3) um ritual: um novo protocolo ou cerimonial, via Aromaterapia, a serem adotados, temporariamente e sem efeitos colaterais, para substituir a sua fissura por compras. Aplicada em intervalos regulares e por prazo determinado muda a sua maneira de agir perante o ato de comprar compulsivamente.

É isso, Permita-se! Independente da escolha, certifique-se que o profissional que estará cuidando de você está comprometido com suas expectativas e obtenha dele respostas de como se processa a interação das terapias que você escolheu para o combate às ações da sua compulsão, em especial Compras Compulsivas.

Texto Revisado


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Autor: Ale Sacom   
Psicanálise Finanças Aromaterapia www.alexandrews.com.br 
E-mail: wolfenberg.sacom@gmail.com
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Publicado em 23/07/2018

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