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Conhecendo a mediunidade(Parte I)



INTRODUÇÃO
A mediunidade através dos tempos

O fenômeno mediúnico existe desde tempos imemoriais. Desde que o homem saiu do seu estágio semi-consciente do reino animal superior, superando a fase do primata, atravessando todas as eras históricas, até atingir seu estágio atual, com o advento da Doutrina dos Espíritos codificada por Allan Kardec, passando pela parapsicologia e desembocando nos questionamentos avançados da T.C.I. – Transcomunicação Instrumental.

No antigo Egito dos faraós a mediunidade era praticada pelos sacerdotes, dentro dos templos iniciáticos e a comunicação com os desencarnados acontecia com absoluto controle dos agentes físicos e extrafísicos. No velho testamento existem inúmeras passagens onde estão descritas as ocorrências mais diversas acerca de uma variada gama de fenômenos mediúnicos. Registram-se desde o aparecimento dos chamados “anjos”, passando por materializações, premonições, clarividência, voz direta e tantos outros. Moisés foi o grande médium do povo judeu que exerceu sua missão com a ajuda direta dos mentores espirituais, culminando-a com o recebimento dos chamados “dez mandamentos”. Jesus de Nazaré configura-se no novo testamento como o ápice do médium consciente, paranormal avançado que controlava e dirigia o fenômeno mediúnico em amplitudes ainda não detectadas pelo homem atual.

A história do homem está repleta de vultos extraordinários que conviveram com a mediunidade nos seus mais variados matizes, evidenciando aos habitantes do plano físico a existência de uma dimensão invisível, porém, estuante de vida, além da morte do corpo material. Apenas para citarmos alguns nomes: Francisco de Assis, Antonio de Pádua, Savonarola, Tereza de Jesus, Eusápia Paladino, Daniel Douglas Home, Carmine Mirabelli, Peixotinho, Francisco Xavier, que em épocas diversas da história do mundo testemunharam a sobrevivência do ser.

Kardec e a mediunidade
A partir dos estudos desenvolvidos por Allan Kardec, o codificador do espiritismo, estabeleceram-se os parâmetros da moderna acepção da mediunidade, quando o mestre de Lyon publica a obra "O Livro dos Médiuns". Nesta obra Kardec deixa expresso o conceito de que médium é todo aquele que pode produzir fenômenos mediúnicos ostensivos através de suas faculdades. Logo, muito embora todos nós possuamos a sensibilidade mediúnica, em diferentes gradações, nem todos são médiuns na acepção do termo.

A doutrina espírita esclarece-nos de que a mediunidade não é um privilégio, sendo apenas uma faculdade com bases no próprio organismo do ser encarnado, em suas interações com o períspirito.

Mediunidade-Ética-Moral
Por ser uma faculdade pertencente a uma fisiologia específica do ser humano, ser médium não implica em ser mais evoluído, nem ser portador de moral e ética elevadas.

Por essa razão, frequentemente encontramos pessoas de moral duvidosa dotadas com expressivas possibilidades mediúnicas, enquanto outras, de conduta irrepreensível, não produzem nenhum tipo de fenômeno. Na categoria das pessoas de moral duvidosa incluímos todos aqueles de qualquer religião, seita, doutrina, filosofia ou movimento espiritualista que utilizam o fenômeno mediúnico para induzirem o próximo a determinadas atitudes visando seus interesses inconfessáveis: os falsos profetas previstos por Jesus de Nazaré.

Portanto, ninguém é “santo” ou “escolhido de Deus” simplesmente por ser médium.

O PROCESSO DA INTERCOMUNICAÇÃO MEDIÚNICA
A questão da sintonia mental

André Luiz na sua obra “Nos domínios da mediunidade” faz o seguinte apontamento: “A mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos”. A assertiva do amigo espiritual reveste-se de grande importância para todos aqueles que buscam estudar a mediunidade de uma forma clara e desmistificada, pois evidencia-se que nada há de “sobrenatural” envolvendo o intercâmbio mediúnico, sendo o mesmo uma questão de ajuste mental entre médium e espírito comunicante.

Logo, para que se estabeleça contato é mister a conexão, a sintonia da mente encarnada com a desencarnada. Esse mecanismo das comunicações mediúnicas desdobra-se em gradações infinitas, de acordo com o tipo de mediunidade, estado emocional e mental dos agentes - ativo e passivo - passando evidentemente pela delicada questão ética e moral dos envolvidos no evento.

Sintonizando o comunicante com o medianeiro, o pensamento e as energias do primeiro se exteriorizam através do campo perespíritico-físico do segundo, nas mais diversas formas de mensagem: escrita, imagens, sons, efeitos físicos, etc.

SINTONIA (VIBRAÇÕES COMPENSADAS)
Sintonia significa, em definição mais ampla, entendimento, harmonia, compreensão, ressonância ou equivalência. É, portanto, um fenômeno de harmonia psíquica, funcionando naturalmente à base de vibrações. Dois seres sintonizados estarão, evidentemente, com as mentes perfeitamente entrosadas, havendo, entre elas, uma ponte magnética imantando-as profundamente.

Quanto mais evoluído o ser, mais acelerado o estado vibratório. Se esta lei de afinidade comanda inteiramente os fenômenos mediúnicos, não há dificuldade em compreendermos porque as entidades luminosas ou iluminadas são compelidas a reduzirem o seu teor vibratório a fim de, tornando mais densos energéticamente os seus perispíritos, estabelecerem a comunicação com o médium encarnado.

André Luiz em “Nos Domínios Da Mediunidade” (cap V) descreve: "Nesse instante, o irmão Clementino pousou a destra na fronte do amigo que comandava a assembléia, mostrando-se-nos mais humanizado, quase obscuro. O benfeitor espiritual, que ora nos dirige - acentuou nosso instrutor - afigura-se-nos mais pesado porque amorteceu o elevado tom vibratório em que respira habitualmente, descendo a posição de Raul, tanto quanto lhe é possível, para benefício do trabalho começante."

Léon Denis afirma: “... o Espírito, libertado pela morte, se impregna de matéria sutil e atenua suas radiações próprias, a fim de entrar em uníssono com o médium”.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 27/1/2007

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