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Conquistando um espaço interno

por Delphos Autoconhecimento

Publicado dia 3/3/2008 em Autoconhecimento

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Acredito que assim como para mim, para muitas pessoas a sensação é que o dia não tem mais 24h. E que o que antes conseguíamos fazer em um dia, já não é possível. Nos programamos mas sempre fica uma lista de coisas a serem feitas, o que causa uma frustração.

Já tentei diminuir a lista, ou pelo menos mudar o prazo para alguns dias, mas um sentimento de urgência me invade e me cobra ações assertivas, decisões rápidas, pois não há tempo para errar... você já se sentiu assim?

Toda essa cobrança interna e externa de velocidade, quantidade tende a diminuir a qualidade, pois gera stress, cansaço mental e físico provocado pela gangorra de emoções.

Para viver com qualidade é preciso tempo para maturar e processar as coisas.

Na minha experiência de tentar atender a urgência imposta pela ansiedade e o desejo de fazer mil coisas legais, percebo que não há garantias de execução e de realização pessoal.

Refletindo sobre essa questão para ter mais consciência nos meus atos, percebi que através da integração com a natureza e mergulho no autoconhecimento, já consigo perceber quando estou atropelando os planos, lotando a agenda, ou me sentindo mal por não conseguir fazer tudo o que desejava.

A meditação tem me ajudado muito e cheguei a conclusão de que é necessário conquistar um espaço interno. Para tanto é preciso aliviar e deixar somente o que é essencial, um espaço dentro de nós que nos permita recarregar a bateria.

Nesse caminho rumo à essência não tem como levar muita bagagem, tem que esvaziar. Um excesso de bagagem em geral recheado de ansiedade, de informação, emoções decaídas, apegos, desejos... e idéias pré-concebidas de como devemos ser, onde devemos estar etc.

Nossa mente é muito ávida por conhecimentos que alimentam nosso intelecto, aumentam nossos estímulos, mas que em excesso travam nossas ações porque passamos a vivenciar as coisas mais na mente do que na vida.

Em geral é uma bagagem que arrastamos do passado ou que levamos pensando no futuro.

Sem tantas informações, conceitos e pré-conceitos do “que têm que ser”, basta fecharmos os olhos por alguns instantes e respirar profundamente, pelo menos até deixar essa euforia se acomodar. Aos poucos, aumentando a freqüência desse reencontro conosco, vamos sentindo que uma reintegração ao ritmo natural que existe dentro de nós, que vou chamar de “por do sol interior”, onde tudo vai silenciando e aos poucos ficando mais escuro e de repente encontramos um vazio.

Como se por alguns segundos ou minutos, assim como acontece na natureza, os sons cessam, os pássaros param o canto, até o vento parece parar, e somente o sol deita no horizonte em silêncio selando esse dia para que tudo recomece.

Para encontrar esse espaço interno, não necessitamos de dinheiro, aliás independe de classe social, financeira ou nível cultural. É simples, basta experimentar.

Sem expectativas, tenho feito isso aos poucos, buscando o silêncio da mente, com uma única busca: achar meu recanto, um ponto interno de prazer e felicidade que independe dos outros, uma sensação de bem-estar só por estar ali sem fazer nada. Nenhum desejo, nenhum pensamento, só a plenitude. Sentir totalmente esse momento acredito que é o que os sábios dizem estar “no agora”.

Cada um terá o seu jeito de chegar até esse ponto. Isso é totalmente individual e pessoal, mas o benefício acredito que é o mesmo, nutrir-se, amar-se, sentir-se protegido.

Hoje percebo que melhor do que correr para cumprir tudo o que a mente solicita, conquistar tudo o que desejamos, tantos objetivos que projetamos, é poder diante do turbilhão simplesmente sentar e deixar por uns instantes que o mundo pare. Isso não é novo. Deve ser ensinado por dezenas de filosofias milenares e modernas, mas somente quando começamos a buscar na prática, deixa de ser informação e passa a ser vivência.

Para saber como é, tem que experimentar. Para mim tem feito uma diferença incrível no meu dia a dia, pois nesse espaço só meu não há somente cobranças, apesar de medos e frustrações, há muito amor e compreensão.

Valléri Momt

Texto revisado por Cris

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