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Consciência Base da Existência



O arquétipo autoreferencial que está influenciando a época que estamos vivendo atualmente exige um novo posicionamento, pois entra em referência os fenômenos subjetivos ou análise das experiências dos vários níveis de conscientização do ser humano onde as representações conscientes não são independentes da estrutura do indivíduo. A nova visão que denominamos de percepção do campo unificado elimina a divisão cartesiana entre consciência e matéria.

O novo paradigma postula o primado da consciência, que não é material e não surge do cérebro. A consciência passou a ser a base de tudo o que existe. O homem passou a ser a consciência e não somente um corpo material governado por um cérebro formado por subpartículas e partículas materiais.

Grof (1977) salienta que a consciência não é produto acidental da matéria e sim propriedade inerente à natureza e ao cosmo: “O obstáculo principal para a pesquisa sobre a consciência tem sido sua compreensão mecanicista e de sua relação com a matéria, que é a característica da ciência newtoniano-cartesiana. A afirmação autoritária de que a consciência é um produto acidental da matéria e um epifenônimo de processo fisiológico no cérebro torna a existência de eventos paranormais impossíveis e absurdos por princípio. O desenvolvimento moderno em diversas disciplinas científicas, incluindo a física quântica-relativista, a teoria de informação e de sistemas, a biologia, a tanatologia, a neurofisiologia e a pesquisa psicodélica, sugere que a consciência é propriedade inerente à natureza e ao cosmo”. (GROF, 1997, pg. 148)

Goswami (2007) salienta que os fatos concretos são mais propriamente experiências da consciência do que objetos. Nós não vivemos em um universo de objetos, mas num universo de experiências da consciência. Não são os objetos que são concretos, mas as realidades montadas pelas experiências da consciência. O fato é minha experiência que está acontecendo bem aqui, onde eu estou pela minha consciência. Não vemos os fatos, o que vemos é a construção mental dos fatos, uma construção criada pela mente. Estamos conscientes apenas do produto final da construção do sujeito. Não temos consciência do fato, o que temos consciência é da construção mental que o sujeito constrói. Cada pessoa vive em seu mundo particular limitado pela própria consciência. As construções mentais são percebidas como se elas existissem como objetos verdadeiros em vez de meras construções mentais. Levamos um longo tempo para aprender como criar essas construções mentais. A capacidade para ser criativo dessa maneira é uma aquisição difícil. Os bebês trabalham arduamente para adquiri-la. Uma vez conseguida essa capacidade, fazemos uso dela o tempo todo e desconhecemos totalmente que o fazemos. O que chamamos realidade exterior é algo que criamos, objetivamos e, no entanto, cremos que ela está simplesmente aí. Criamos os objetos mentalmente e temos consciência deles ao nosso redor.

A exclusão do sujeito é uma parte integral do processo de objetivação. Quando objetivamos fazemos duas coisas ao mesmo tempo: construímos esse mundo de objetos e excluímos dele o sujeito que conhece. Quando excluímos o sujeito construtor fica somente a construção e passamos a ficar conscientes apenas da construção que passa a ser uma realidade independente do construtor, um mundo de objetos no espaço e tempo. A realidade, ou seja, todos os fatos, inclusive o nosso próprio corpo é uma construção mental e todas as construções possuem domínio de validade. Não existe nenhum fato que não seja construído pelo sujeito. Existe a possibilidade real de que a Natureza que desconhecemos totalmente seja completamente diferente da construção mental. A conclusão a que chegamos é que os objetos ou aquilo que chamamos de realidade são meras construções mentais e o mundo real não é uma acumulação de objetos. (Goswami, 2007)

Goswami diz que “a consciência não é mais vista como um epifenômeno do cérebro, mas como a base da existência, na qual todas as possibilidades materiais estão incrustadas. O mundo da experiência, inclusive a matéria, é a manifestação material de formas transcendentais de consciência.” (2007, pg. 27)

Aprofundando um pouco mais nos ensinamentos de Goswami (2007) ele salienta que: “a consciência é o meio que produz o colapso da onda em um objeto.” (2007, pg.81) As ondas estão no domínio transcendente da consciência e são ondas de possibilidades. No campo das ondas não existe forma inserida no domínio do espaço-tempo. A forma espacial e temporal existe somente quando a onda entra em colapso. O colapso da onda é o deixar de ser onda para ser uma forma espacial e temporal. A lua não está lá quando não a observamos. Quando não estamos olhando a lua existem apenas ondas e quando olhamos as ondas entram em colapso imediato fazendo aparecer a lua. Não há objeto no espaço-tempo e só existe consciência que faz o colapso da onda provocando a forma espacial-temporal. Para ocorrer o colapso da onda em forma de lua, ela deve estar primeiramente na consciência. A idéia de que a consciência provoca o colapso da onda foi originalmente proposta pelo matemático John von Neumann, na década de 1930.

Malin (2003) diz que Einstein acreditava na existência do mundo natural independente dos atos de consciência, mas ele também acreditava que o mundo natural não é o mundo de que temos consciência. O mundo de que temos consciência é amplamente uma criação de nossa própria consciência. O real pode existir, mas não temos consciência dele. Esse era o dilema de Einstein.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 1/12/2007

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