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Consciência: cientificista ou mecanicista



Abordamos em artigos anteriores sobre a consciência teológica, somática, social, autoreferencial e neste artigo específico estamos tratando da consciência mecanicista. Observamos que cada ser humano possui um arquétipo de consciência que define sua filosofia, ideologia, política e seu comportamento, em síntese, todos os seus pensamentos e comportamentos.

No viés da consciência mecanicista a natureza é regulada por uma ordem mensurável que se encontra na relação causal entre os fenômenos. Penetrar nos segredos profundos da natureza para ter consciência da estrutura dos fenômenos e da lei que regula o seu processo é somente através de procedimento metodológico. O método é composto de duas partes: a primeira consiste em extrair das experiências laboratoriais os princípios gerais e evidentemente iguais para todos os fenômenos; a segunda parte consiste nas demonstrações comprovando a veracidade das afirmativas.

A conscientização da realidade é fundamentada na pesquisa quantitativa formulando hipóteses e submetendo-as à verificação, sendo que nada que não possa resultar do experimento pode ter qualquer reflexo direto sobre a nossa consciência. Voltar somente para os fatos concretos, fenômenos evidentes que não possam ser negados fazendo prevalecer os resultados das experiências empiristas com evidências estáveis.

A consciência é formada através da descrição verdadeira da realidade através da objetividade. A objetividade é atingida excluindo todas as qualidades subjetivas do homem e se fundamentando no aspecto quantitativamente mensurável. Diante do exposto, os limites intransponíveis da consciência são determinados pelas experiências que fixam as fronteiras do conhecimento. Além do espaço determinado pela experiência empírica reina o mundo do senso comum que são construções desfeitas no ar ou teorias utópicas incontroláveis.

Não existem idéias ou princípios inatos, pois nenhum intelecto humano por mais forte que seja é capaz de forjar ou criar idéias. A lógica também não pode criar nada e nem inventar. A realidade é conscientizada unicamente através da investigação empírica que elabora o conhecimento com base na experiência laboratorial com rígido método quantitativo. Somente a investigação científica fornece a distinção entre o essencial do acidental, aparência da realidade, o passageiro do que é constante. Todos os conceitos são reduzidos aos seus efeitos experimentais. Diante do exposto a conscientização da natureza é feita de leis provadas com base nos fatos concretos.

Observamos que a consciência, no viés mecanicista, é elaborada através do procedimento metodológico de pesquisa quantitativamente mensurável através da verificação, objetividade e evidências estáveis onde todos os conceitos são reduzidos a princípios provados com base nos fatos.

A consciência mecanicista nega qualquer tipo de subjetividade e a própria consciência é formada pelos resultados das pesquisas laboratoriais que são divulgadas como verdades inquestionáveis. A consciência ou percepção do mundo deve ser fundamentada pelo discurso cientificista que elabora o homem materialista.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 1/11/2007

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