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Conversando com David Crow (Parte 1)



A coluna “Ações Positivas” vem trazendo ações voltadas para o tema Responsabilidade Social e Terceiro Setor. No entanto, o termo não se refere apenas a atitudes coorporativas. Hoje, ser socialmente responsável é estar atento a cada pedaço do nosso cotidiano, do nosso entorno, pessoas, plantas, animais, enfim, do planeta.

Prepare-se para abrir sua mente, enxergar o quanto estamos entrelaçados em toda uma cadeia de evolução e que nos permite não só curarmos a nós mesmos, mas nos curando estaremos salvando o planeta. Você concorda que é uma ação positiva mais que carregada de responsabilidade social?

David Crow nos concedeu uma entrevista incrível; nos faz parar e pensar em quão lentos estamos em relação a acordarmos para uma realidade que sempre esteve presente. No entanto, o dia-a-dia, as pressões sociais e o poder em ser algo neste planeta nos deixou cegos e totalmente bitolados para sair do círculo vicioso do desrespeito a nós e ao planeta.

Eu, particularmente, estou muito feliz por ter conseguido esta entrevista em uma agenda apertada e que acredito irá nos dar uma nova respiração nesta fase turbulenta em que estamos mergulhados. Afinal, esta é a nossa nave-mãe e não temos outra para fazermos uma mudança de emergência. Quer ser alguém importante para o momento? Então, saiba como sua contribuição é significativa e urgente.

“Se uma comunidade pudesse se unir, a poluição ambiental se depuraria sozinha,
porque toda esta contaminação nada mais é do que nossas toxinas interiores.”
Lama Padma Samten


Conheça um pouco sobre David Crow.

David Crow alimentou por toda a vida um marcado interesse pela medicina natural, que abrange tanto os conhecimentos botânicos indígenas quanto a alquimia botânica. Assim, viajou inúmeras vezes para a Ásia para colher a sabedoria dos sistemas de cura tradicionais. Fundou a Floracopéia, fruto de suas jornadas e investigações, com o fim de incentivar e preservar a flora medicinal. Conduzindo seminários e retiro de meditação levou milhares de pessoas a conhecerem tesouros aromáticos e a longa história que eles contêm. Formou-se pelo American College of Traditional Medicine in 1984, quando iniciou suas práticas na acupuntura e na herbologia. Em 1987, movido pelo seu interesse nas medicinas aiurvédica e tibetana foi para Kathmandu, no Nepal, onde iniciou uma série de residências com médicos tradicionais. O relato dessas jornadas e os ensinamentos que recebeu se encontram compilados no livro “Em Busca do Buda da Medicina”, publicado por Tarcher-Putnam em 2000.

Durante o tempo em que estudou nos Himalaias, David Crow pôde observar a destruição ambiental que ocorria naquela parte do mundo, com a conseqüente perda da flora medicinal. Observou que esta flora é a chave da resolução de inúmeros problemas planetários como a escassez de cuidados médicos, a pobreza, a destruição e perda do conhecimento etnobotânico.

David Crow é um acupunturista e herborista com mais de 20 anos de experiência, que logrou a integração das medicinas chinesa e aiurvédica desenvolvendo tratamentos suaves, mas muito efetivos, que constam da utilização de vários óleos essenciais, attars: massagens com óleos medicamentosos ou aromáticos; vapor de aromaterapia e attars associados à shirodhara e acupuntura.

FOCVM: David, uma frase me chamou a atenção em um artigo seu. Você diz que “somos filhos das plantas”... o que isso quer dizer?
DAVID: Tem relação com a história planetária e a paleobotânica. O estudo das plantas antigas ampliou a visão dos estudiosos sobre um tipo de vida mais elevado, cuja transmutação com o planeta originou as várias formas de vida existentes hoje: as plantas. Foram as primeiras a emergir e através da absorção da luz solar e da inalação de gases tóxicos criaram um mundo novo e habitável. Exalando ozônio protegeram os seres dos raios nocivos do sol e transformando a luz solar em hidratos de carbono criaram a cadeia de alimentos. Por milhões de anos prepararam o planeta para uma vida mais evoluída. Quando tudo estava pronto floresceram.
Por milhões de anos as plantas equilibraram, regeneraram e desintoxicaram a biosfera planetária. Absorveram venenos, purificaram a água e renovaram o oxigênio atmosférico. Elas preservaram e mantiveram seu equilíbrio e integridade desde antes dos seres humanos andarem. Alimentaram e evoluíram o corpo humano e seu cérebro original. O corpo humano evoluiu com a vida botânica; tanto morfológica quanto fisiologicamente as similaridades são comprováveis.
Somente as plantas podem restaurar a ordem ao corpo da Terra. Somente as plantas podem inverter a progressão dos sintomas biosféricos atuais. Somente as plantas podem respirar o oxigênio novo na atmosfera esgotada; podem reduzir elevados níveis de gases tóxicos; podem filtrar os raios solares mortais; podem absorver a quantidade de veneno criado pelo homem. Somente as plantas podem reconstruir o desgaste do solo; podem fazer o doce das águas outra vez; podem fornecer repouso e alimento para as criaturas sensíveis da Terra. Somente as plantas podem domesticar o tempo cada vez mais turbulento; podem trazer a chuva à terra e evitar as inundações. Somente as plantas podem resfriar o planeta.

Continua

Texto revisado por Cris
Publicado dia 2/6/2007

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