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Conversando com os espíritos



Através dos tempos, o imaginário popular, alimentado pelo terror que o poder religioso exercia sobre as massas para melhor manipular e catequisar consciências, fez com que a nossa verdadeira identidade, a espiritual, permanecesse, através da cultura ocidental do homem branco, no âmbito "sobrenatural", ou seja, além (fora...) da linha natural à qual pertence.

A tendência que nos revela uma pessoa com virtudes que superam defeitos de caráter, revela-nos também a situação evolutiva de seu espírito. A mesma transparência ocorre quando os defeitos preponderam às virtudes, pois a tendência de caráter, apesar de possuir uma "maquiagem" corporal, encontra-se registrada em seu espírito como uma característica inata do indivíduo.

O fruto que a natureza tão gentilmente nos oferece apresenta a parte externa visível aos olhos (a casca), mas a parte que geralmente aproveitamos para o nosso deleite é a interna. No entanto, as duas faces deste fruto têm igual importância no seu processo de crescimento e maturação, onde uma depende da outra.

E assim, conforme as Leis Naturais, sutilmente ocorre na relação corpo-espírito, onde matéria é a casca que cobre a essência para mais uma etapa de experiências no laboratório da vida.

O ser, como consequência natural e independentemente da sua condição de encarnado ou não, leva sempre consigo a má ou boa tendência revelada pelos traços de caráter. Portanto, estando entre nós, o espírito de má tendência oferece através da sintonia do pensamento o mesmo nível de periculosidade como se estivesse na condição encarnada. Porém, com um agravante: o encarnado, ao exteriorizar a sua tendência, pode agir físicamente, enquanto na condição anterior não existe tal possibilidade.

Com o passar dos anos o mito do "espírito maléfico" que indistintamente persegue as suas vítimas perde a sua força imaginária à medida que a metodologia espírita estabelece parâmetros em sua abordagem terapêutica e doutrinária através do ingrediente chamado amor. O tabu originado nas brumas da era medieval e passado de geração em geração até antes do surgimento das esclarecedoras obras transmitidas pelos espíritos superiores a Allan Kardec, começa a ser desfeito pela luz do conhecimento e da verdade incontestável.

Por isso hoje, em pleno terceiro milênio, o fato de ver vultos e ouvir vozes ou ruídos estranhos, não pode mais ser confundido ou associado a sintomas esquizofrênicos. A "esquisitice" do caso, estaria, em muitas situações de diagnóstico precipitado associado à falta de conhecimento do paciente sobre sua faculdade mediúnica e, é claro, ao preconceito que normalmente acompanha tal "quadro clínico".

Como já havia mencionado em artigo anterior, além da característica intuitiva para a escrita, possuo também a característica da sensibilidade mediúnica representada pela sensação de arrepio pelo corpo quando sinto a presença ou tentativa de contato de um companheiro desencarnado. Somente em duas situações pude "ver" entidades que manifestaram-se, posteriormente, através de mensagens psicografadas. Apesar do misticismo cultural que alimenta as crendices do "sobrenatural", consegui apurar estas características citadas através do conhecimento (estudo) e da experiência adquirida como psicanalista de orientação reencarnacionista, mas, principalmente, como dirigente de reunião mediúnica de centro espírita, onde a necessidade do diálogo, da palavra esclarecedora e amiga baseada na energia do amor, consegue, com a imprescindível ajuda dos médiuns e da equipe espiritual presente, resgatar consciências adormecidas ou atormentadas pela energia da culpa, do ódio ou da vingança.

Por isso hoje, ao sentir a aproximação de um irmão carente de amor (independentemente da sua intenção), calmamente elevo o pensamento e, ao dirigir-lhe a palavra, procuro orientá-lo no sentido de que de onde me encontro não poderei ajudá-lo, mas que poderemos fazê-lo se ele (ou ela...) comparecer em tal dia e horário no centro espírita onde trabalho, pois a energia negativa do desamor somente prolifera nas consciências desprovidas da experiência dos benefícios do amor. E os irmãos necessitados de orientação, embora possam "assustar com suas máscaras", são carentes do acender dessa centelha divina que encontra-se no âmago de todos os seres dotados de inteligência.

No entanto, "conversar" com os espíritos no sentido do auxílio fraterno exige de nós uma certa paz interior relacionada a um certo nível de autoconhecimento. É a mesma relação estabelecida entre psicoterapeuta e paciente, onde o primeiro, se não tiver os seus problemas mais emergentes resolvidos, corre o risco de identificar-se com as queixas apresentadas pelo outro, ou seja, o risco da contratransferência.

Portanto, nessa tarefa de âmbito espiritual são necessários, como já nos referimos, o estudo (conhecimento) e o autoconhecimento, porque a experiência e a segurança psicológica adquire-se com os pré-requisitos citados associados à determinada vontade de enfrentar tal desafio... e compreender que conversar com os espíritos é um procedimento natural e jamais "coisa de outro mundo".

"O homem desiste facilmente de suas lutas internas, sendo que o imprescindível é gerar força interior, é perseverar no bem... e buscar o conhecimento!"
Big Bear (Grande Urso)

Psicanalista Clínico de Orientação Reencarnacionista.
flaviobastos

Texto revisado por Cris
Publicado dia 2/3/2007

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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com | Mais artigos.

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