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Coração Valente

por Flávio Bastos

Publicado dia 6/6/2008 em Autoconhecimento

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Nos primórdios do Cristianismo, bastava um belo discurso ao povo para os exércitos irem à luta e matarem em nome de Cristo. Na Idade Média, bastava uma ordem da Igreja para inocentes serem perseguidos e condenados à morte.

Pela ótica do poder, muitos "corações valentes" eram atribuídos a imagens de líderes que perseguiam e cometiam atrocidades em nome de interesses camuflados de "ideal religioso" ou de "verdade incontestável"

Pode ser eu, pode ser você. Podem ser milhares ou milhões que pregam em seus discursos a teoria que não condiz com a prática. "Faça o que digo, mas não faça o que faço" é o dito popular que traduz o universo dos discursos envernizados de pureza ou de boas intenções que não são levados à prática por aquele que discursa, escreve ou palestra.

Os pregadores da verdade, da moral e das promessas de uma vida melhor estão em toda parte iludindo aqueles que acreditam em suas teorias. Muitos são experts da arte do convencimento e hábeis na retórica. Outros usam a imperceptível hipnose para magnetizar e impressionar platéias ou multidões de pessoas.

Muitos deles são espíritos que vêm repetindo vida após vida o que fazem há vários séculos: a arte de iludir! São os "falsos profetas" como referiu-se Jesus Cristo em suas pregações. São os "idealistas" em defesa de causa própria ou os oportunistas de ocasião, cujo inflado ego comunica uma mensagem que esvazia-se na inconsistência da prática. Mas que não percebemos...

"Quem for puro, atire a primeira pedra", disse Jesus diante da multidão ensandecida por "justiça". Porém, ao defender a adúltera do apedrejamento, Cristo não eximiu ninguém de suas responsabilidades perante a própria consciência. Simplesmente chamou-nos a atenção em relação à nossa verdade que tentamos esconder e o verniz das aparências (ou máscaras) que exteriorizamos como verdade.

Sob o ponto de vista espiritual, a teoria não aplicada à prática da vida serve apenas como atraso ou paralisia do processo de crescimento do ser. Engana-se a si mesmo aquele que tenta enganar ao próximo, pois as Leis Naturais que regem o universo e nas quais estamos intrínsecamente inseridos, são transparentes, portanto, perfeitas nas suas interpretações da dimensão humana. Podemos enganar a todos, menos à nossa consciência...

Abdicar do falso eu e tornar-se um novo homem, despojado das inferioridades do ego que nada acrescentam em termos de qualidade vivencial, é o grande desafio dos falsos líderes, dos falsos profetas e do homem comum. A verdadeira riqueza não está no ouro que reluz, mas no brilho da luz interior que transforma consciências. Somos aquilo que reflete o espelho da verdade interior e disso ninguém está livre.

Coração valente é o coração do ser que luta para vencer as suas próprias inferioridades. O homem em paz com o seu verdadeiro eu é um ser livre e transparente, pois o seu interior não tem o que esconder para si próprio ou para os outros, porque com as oportunidades que a vida lhe ofereceu, aprendeu a despojar-se dos pesados fardos que prendem o espírito nas armadilhas do falso eu.

Nos trabalhos mediúnicos, são inúmeros os irmãos que perdidos na inconsciência de si mesmos, são trazidos pelas equipes espirituais para serem esclarecidos sobre a sua real situação. Entre estes, muitos tiveram trajetórias vitais permeadas de ilusões e enganos e, na dimensão espiritual, permanecem cativos da sintonia que construíram em vida.

Na tarefa mediúnica é consenso, tanto para os trabalhadores da dimensão espiritual, quanto para os trabalhadores da dimensão, digamos material, que para ocorrer em sintonia harmoniosa, o trabalho conjunto requer três pré-requisitos individuais, ou seja, o estudo, a dedicação ao trabalho e o principal deles, a energia do amor que emana do chacra cardíaco.

Sem a experiência da energia amorosa que transforma e liberta consciências, seremos individualidades perdidas à procura de algo que faça sentido à nossa existência.

Portanto, na estrada da vida, o mais importante de tudo é o recomeço da caminhada desde o ponto em que paramos ou desviamos do caminho. E na continuidade da jornada, o discurso associado à prática do bem é a melhor forma de cultivarmos um coração valente, forte e amoroso.

"Sempre é tempo de recomeçar. Nunca é tarde para amar".

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
flaviobastos

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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