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CORPO DE DOR

por Lucya Vervloet

Publicado dia 9/7/2008 em Autoconhecimento

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Muitas vezes as mesmas frases martelam em nossa cabeça: Não me sinto bem neste ambiente, neste lugar e cultura de dor, mesquinhez e ganância... Xô, corpo de dor coletivo! Não vejo a hora de me mudar daqui! Sim, não deixa de ser uma opção, caso o sofrimento seja insuportável. No entanto, como diz Eckhart Tolle, um espiritualista desta Era de Luz: "Precisamos ter a consciência de que para onde formos, levaremos conosco nosso corpo emocional de dor".

É óbvio que quando temos sucesso em remover ou nos afastar do objeto que pensamos ser o “causador” de nosso desconforto no presente, sentimos um profundo alívio e leveza. Mas o que acontece é que nossas reações emocionais não foram curadas em sua origem, ou seja, em nosso corpo individual de dor. Continuamos com a programação anterior e ainda acumulamos mais esta experiência atual. Complexo, não? Muita gente se desespera e acaba cometendo toda esta loucura que assistimos nos noticiários ou pior, vivenciamos em nosso ambiente imediato. Sem mencionar a nossa própria loucura reprimida pela educação, ambiente inicial e algum discernimento.

Então, o que fazer? Como proteger-nos de mais dor e insanidade, se nem bem ainda conseguimos cicatrizar as antigas feridas da infância, dos pais e educadores, aquelas que ainda negamos atualmente? Fico imaginando às vezes, como foi para nossa criança tentar assimilar e lidar com “mundo dos adultos”. Confesso que até hoje não entendo muito bem. Acho uma total perda de tempo e energia! Na verdade, uma tolice, gente pequena brincando de gente grande! Mas, assim caminha a humanidade... Rumo à evolução.

O que me lembram os seres já iluminados é que precisamos desenvolver o bendito estado de Presença. Tornar-se a cada dia, mais um observador dos eventos que propriamente uma vítima destes. Como também nos relembra a Física Quântica, precisamos de atenção e distanciamento para influenciar o rumo das partículas em um novo movimento, ou seja, maestria. Alguns exercícios básicos que tenho promovido em meu dia-a-dia, consistem em “contar feijões”, concentração no momento presente e no que estou fazendo. Procuro concentrar-me em minha respiração enquanto estou agindo e perceber a todo instante para onde meus pensamentos e emoções estão tentando me desviar. Tenho certeza de que quem se dedica a travar esta “batalha” interna, não tem mais tempo para o que não importa. Quero dizer, não sobra muita energia para a falsidade do mundo, suas ilusões e armadilhas. Acho que quando se precisa muito de paz, percebe-se que somos nosso real e único inimigo e que as batalhas externas nem sempre são as mais satisfatórias. Isto não quer dizer que nos tornaremos “capacho dos outros” ou que não poderemos tentar influenciar nas decisões cotidianas, tanto pessoais como coletivas. Sinto que, como nos ensinam os grandes mestres: “Devemos agir a partir de nosso Centro consciente ao invés de reagir a partir de um ego iludido com sua pequenez ou grandeza”.
Em resumo, o estado de Presença, de Ser, precisa de uma mente calma, relaxada e despreocupada. O que decidi fazer? Manter-me o maior tempo possível num estado mental e emocional de desapego. Não é novidade, pois não? O resto é resto, não importa. Temos um longo e árduo caminho, o compromisso com a verdade, mas acho que vale a pena, se a alma não for pequena!

Quero deixar as sábias palavras de um autor cujo nome eu desconheço, pois me foram enviadas por uma amiga da Suíça: “Oramos para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe”. Forte não?

Lucya

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Lucya Vervloet   
Astrologia (básico na Regulus/SP) e autodidata. Participei de workshops de Runas, Tarot místico/terapêutico com Veet Pramad. Estudei Numerologia e quirologia. Iniciei-me na energia Reiki. Estudei 12 meses do Curso de Psicanálise/ES. Com uma visão universalista da vida dediquei-me ao aprendizado de idiomas e culturas estrangeiras.
E-mail: [email protected]
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