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CRÍTICAS ACABAM MINANDO UMA RELAÇÃO.

por Tania Paupitz

Publicado dia 14/4/2008 em Autoconhecimento

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Normalmente quando iniciamos um relacionamento, tudo é perfeito e praticamente a paixão não nos permite ver ou querer enxergar os defeitos de nosso parceiro. Tudo é maravilhoso e vivemos num mundo repleto de magia e fantasia, onde cada um procura agradar o outro de todas as formas, procurando demonstrar uma coisa que não condiz com sua realidade. Todos têm um ideal romantizado da relação, imaginando um “felizes para sempre”, esquecendo que a verdadeira realidade do outro se conhece após a convivência entre ambos. É quando, literalmente, as máscaras começam a cair e nos mostramos verdadeiramente.

Talvez em função de hoje as pessoas estarem mais individualizadas, ou seja, pensando mais em si próprias, esse sonho do “até que a morte nos separe” está cada vez mais distante e fora da atual realidade. Quando nos unimos a alguém, ambos já trazemos crenças, valores, pensamentos, sonhos, expectativas, tudo completamente diferente um do outro, pois não somos iguais, cada qual já vem com sua bagagem pessoal.

Podemos, muitas vezes, imaginar que encontramos a nossa alma gêmea, aquela pessoa que vai nos preencher e trazer a felicidade, porém, no fundo sabemos que somos nós que montamos expectativas em relação ao outro. Queremos carinho, atenção, afeto, romance, conversas abertas e sinceras, mas, será que temos dentro de nós todo esse potencial para dar o que queremos ao outro? É aí que começam a surgir as pequenas decepções, que levam os parceiros a se distanciarem, principalmente pela falta de diálogo.

Na verdade, tudo o que buscamos no outro não passa de uma carência nossa, que deve ser preenchida primeiramente por nós mesmos, nunca pelo outro. Ninguém é perfeito, por isso se torna uma regra fácil a gente criticar nosso parceiro. É mais fácil apontar o defeito do outro do que olhar para os nossos. Não devemos esquecer que normalmente aquilo que apontamos para o outro, como uma crítica ou defeito, é um traço de nossa personalidade que precisa de uma boa razão para ser modificado.

Às vezes, basta um simples atraso, um som de voz alterado, um olhar atravessado para começar uma discussão ou até mesmo briga que costuma acontecer quando um dos parceiros está emocionalmente abalado ou até mesmo irritado com alguma outra coisa, gerando, dessa forma, um grande distanciamento entre ambos.

Críticas construtivas devem ser ditas ou verbalizadas quando servem para orientar ou até mesmo alertar para algum perigo ou maneira equivocada do parceiro(a) se portar.
Não devemos nos esquecer que as críticas feitas com objetivo e tentativas de mudar o parceiro, têm efeito oposto, ou seja, afastam ao invés de aproximar. Se pararmos para pensar, ninguém muda ninguém, até porque nós somos únicos e as mudanças dependem única e exclusivamente de nossa própria vontade.

Se você não se preocupar com as conseqüências do que fala para seu parceiro, corre o risco de perdê-lo, pois ninguém gosta de ficar ouvindo críticas e mais críticas. O relacionamento saudável é aquele que sobrevive através do cultivo diário de pequenos gestos de carinho, atitudes amorosas, de respeito, afeto, consideração, etc. É como, quando cultivamos uma planta: devemos regá-la, retirando as ervas daninhas e ir adubando para que ela sobreviva às intempéries da vida.

Quando existe parceria há também cooperação, amor, união e vontade de fazer as coisas darem certo para ambos. Do mesmo modo, quando cessam as lutas, brigas, competições e reconhecemos que nossas almas podem criar uma bela parceria no íntimo de nossa consciência, só iremos atrair o que de melhor existe para nossa vida a dois, em todos os aspectos.

Para concluir, não existe uma receita infalível para que uma relação a dois seja infalível, porém, torna-se indispensável a boa comunicação que envolve o diálogo aberto e sincero entre os parceiros; o carinho que tem a ver com a nossa capacidade de dizer “eu te amo” e inclui palavras, gestos de afetos e tudo o que um faz pelo outro; os interesses em comum, ou seja, tudo o que dá qualidade à vida do casal; o companheirismo, a maneira como usamos o nosso tempo e sabemos compartilhar tanto o lado bom, quanto o lado ruim da vida; o sexo que está num olhar, na maneira de tocar o outro, a parte social onde o casal deve ter amigos em comum mais do que um conjunto de amigos cada um; reavaliação, quer dizer, fazer de vez enquanto uma avaliação de como vai a vida do casal, trocando idéias, partilhando a necessidade de alguma correção no meio do caminho, visando manter a chama do amor sempre acesa.

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Tania Paupitz   
Tânia Paupitz é Artista Plástica e Professora de Artes, há 30 anos, sendo sua marca registrada as cores fortes e vibrantes, influência dos estudos de vários artistas Impressionistas como Pissarro e Van Gogh. Cursos de Pintura para Pintura em Óleo ou acrílica sobre tela -iniciantes ou não. www.taniapaupitz.com.br wathsapp - 48 999723446
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