auravide auravide

De corpo e alma



A Patagônia é um dos geossistemas mais importantes da América do Sul. Esse ambiente natural repleto de vales encantados, picos nevados e rios e lagos de águas cristalinas, está localizado na Argentina, ao sul de uma linha imaginária que vai de Viedma, no Atlântico, a San Carlos de Bariloche, junto à Cordilheira dos Andes. No Chile, estende-se desde Coihaique até o Estreito de Magalhães, no extremo sul do continente sul americano. A Patagônia é também uma das regiões menos povoadas da América e, talvez por isso, uma das mais preservadas. Nela encontramos sítios arqueológicos de relevância cultural inigualáveis a nível mundial.

A percepção é algo imprescindível, pois acompanha-nos onde estivermos. É através dela e de códigos próprios inerentes a cada pessoa, que captamos as nuances da realidade dita concreta e paupável e também das dimensões imateriais paralelas a essa realidade material.

Para o psicoterapeuta, essas percepções ficam divididas ou unidas conforme a sua área de formação e atuação. Os terapeutas de vidas passadas costumam trabalhar com a conjunção das percepções; os demais, geralmente com a análise baseada na percepção da realidade concreta. Sao escolas com visões diferenciadas sobre o psiquismo humano.

As viagens possuem a magia de aguçar a nossa sensibilidade perceptiva. São as "impressões de viagem" como costumam referir-se os jornalistas e escritores. Para o psicoterapeuta, independentemente de sua área de formação, uma viagem também possui o significado do exercício perceptivo da realidade que está sendo experienciada, pois, queiramos ou não, e seja onde estivermos, considerando-se o hábito do exercício perceptivo que a profissão exige, somos um pouco "reféns" das realidades. Creio ser o ônus da profissão... a tendência de estarmos constantemente analisando.

Por este motivo, ao viajar pelos caminhos da Patagônia, não temos como deixar de lembrar Eduardo Galeano e seu livro "As veias abertas da América Latina", poderoso exercício de percepção das realidades sociais experenciadas com competente conteúdo de pesquisa histórica. Um livro que tornou-se referência no estudo das consequências da colonização européia sobre os povos indígenas (e seus descendentes) das três Américas.

Viver é perceber o momento e perceber o momento é "dissecar" o instante de realidade que se apresenta aos nossos sentidos envolvendo-nos por inteiro. E pelo fato de sermos humanos, aquilo que captamos da realidade analisada passa pela ação de nossas emoções e sentimentos.

Quando saímos de viagem de férias para contatar com culturas distintas da nossa, costumamos carregar conosco as nossas "bagagens extras", ou seja, aquilo que somos por dentro. Se somos orgulhosos e preconceituosos, levamos o orgulho e o preconceito. Se adotamos uma postura simples e acessível às novas aprendizagens que uma viagem costuma oferecer, vamos de mente e coração abertos.

A liberdade de escolha de cada um apontará a postura a seguir. Podemos optar por um sentimento de integração momentânea à cultura a ser percebida e assimilada, ou simplesmente, sermos turistas com programações pré-estabelecidas por agências de viagens e deixarmos de sentir com mais intensidade os aspectos diferenciais desta realidade visitada.

Acredito que, independentemente da idade que tivermos, a riqueza de uma viagem esteja justamente na possibilidade de vivenciarmos a experiência de corpo e alma. Integrar a cultura de um povo significa perceber o "modus vivendi" desta sociedade, captando a riqueza de detalhes que existe nela. Se não nos misturarmos ao público nativo, não sentiremos o contato mais próximo com as pessoas, deixando, dessa forma, de aprender com a percepção de nível mais detalhado da realidade a qual observamos.

E assim é a realidade patagônica, de um lado a imensidão das belezas naturais inconfundíveis, a boa estrutura de atendimento ao turista: restaurantes e hotéis de luxo, comércio, aeroportos, etc. Porém, do outro lado da "moeda", a situação social dos descendentes de vários povos indígenas, entre eles os mapuches e os araucanos, sobrevivendo em pequenos "pueblos" espalhados pela Cordilheira do Andes ou em comunidades nos arredores dos principais centros urbanos.

E como viver também é perceber a magia do momento, é através da percepção de corpo e alma, simbolizada pela imagem de um majestoso condor em pleno vôo, que podemos sentir o espírito de seus ancestrais perpetuar-se na riquíssima cultura patagônica.

"Para poder expandir a consciência, tem que conhecer a si mesmo. Tem que ir até dentro, ao centro do amor e expandi-lo para poder elevar a consciência. Tem que ir para dentro focar o que é real, caso contrário, seguirá usando os mesmos anestésicos para focar um nível superficial, e esses anestésicos, inevitavelmente, nos destroem. Sem ir para dentro não podemos expandir a consciência. Nao há uma varinha mágica, só há um chamado para voltar à casa... o coração!"
ISHA, "La revolución de la consciencia"

Psicanalista Clínico de Orientação Reencarnacionista
flaviobastos

Texto revisado por Cris
Publicado dia 25/1/2007

  estamos online

Gostou?    Sim    Não   

starstarstarstarstar Avaliação: 5 | Votos: 15



foto-autor
Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com | Mais artigos.

Veja também
© Copyright - Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução dos textos aqui contidos sem a prévia autorização dos autores.




publicidade











auravide

 

Voltar ao Topo

Siga-nos


Somos Todos UM no Smartphone
Google Play


© Copyright 2000-2021 SomosTodosUM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Site Parceiro do UOL Universa