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De repente, o silêncio

De repente, o silêncio

por Flávio Bastos
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"Seremos capazes de captar o sinal que o coronavírus nos está passando ou continuaremos com o mesmo propósito letal, ferindo a Terra e nos autoferindo para acumular irracionalmente bens materiais"? (Leonardo Boff).

Albert Einstein, em uma de suas geniais frases, referiu-se à ausência de som, ou seja, à introspecção como condição para a verdade ser revelada: "Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela".

Desde épocas imemoriais, o silêncio se apresenta ao homem de duas formas: a ausência de ruídos que emana do ambiente físico, externo, e o silêncio interior, que ocorre quando nos isolamos para orar, meditar, refletir ou simplesmente pensar. Portanto, o significado de silêncio na vida moderna, nos remete ao retiro ou desligamento, geralmente temporário, do ritmo agitado do dia a dia. Ou seja, é uma característica inerente ao ser humano e indispensável em fases de crise existencial ou de relacionamento.

Essa momentânea ruptura de realidade, ligada ao cotidiano, é uma oportunidade para pensarmos sobre o que nos aflige, encontrar soluções apaziguadoras para a alma e nos fortalecermos para dar continuidade à nossa rotina urbana repleta de ruídos e algumas surpresas.

No entanto, o silêncio, que até então era um instante reservado ao recolhimento íntimo, torna-se repentinamente, um silêncio envolvente e duradouro nos pequenos, médios e grandes centros urbanos do mundo contemporâneo. Pressionado pela ameaça da pandemia do coronavírus, o homem se recolhe para a autoproteção através de mecanismos científicos de defesa, estabelecendo nas cidades o vazio e o silêncio, a ponto de animais selvagens notarem a ausência da barulhenta presença humana e adentrarem nos centros urbanos como ocorreu recentemente em São Francisco, nos Estados Unidos, onde lobos foram vistos perambulando pelas ruas centrais daquela cidade.

Pressionado pela ameaça mundial invisível aos olhos, regredimos ao passado quando o ritmo de vida tranquilo ditava as regras de convívio humano, que baseavam-se em valores esquecidos ou perdidos no tempo como a amizade desinteresseira e a solidariedade.

A sensação é a de que o vírus nos deixou de castigo, recolhidos em casa para silenciarmos a mente e refletir sobre o que estamos fazendo com as nossas vidas, com o planeta que é a nossa coletiva morada e com o futuro das próximas gerações.

A seguir, reproduzo uma mensagem supostamente mediúnica, canalizada recentemente em centro espírita da cidade de São Paulo.

"Esse momento que a humanidade está vivendo agora pode ser encarado tanto como um portal quanto como um buraco. A decisão de cair no buraco ou atravessar o portal cabe a vocês. Se ficarem apenas lamentando o problema, consumindo as notícias 24 horas por dia, com a energia baixa, nervosos o tempo todo, irão cair no buraco. Mas se aproveitarem essa oportunidade e olharem pra si, repensarem a vida e a morte, cuidando de si e dos outros, aí estarão atravessando o portal.

Cuidem da casa de vocês, cuidem do corpo de vocês. Se conectem ao corpo mediúnico da casa espiritual de vocês. Corpo, casa, corpo mediúnico, casa espiritual, tudo é sinônimo, quer dizer a mesma coisa.

Não percam a dimensão espiritual dessa crise, tenham o olhar de águia, que lá de cima, vê o todo, enxerga de forma mais ampla. Existe uma demanda social nessa crise, mas existe também a demanda espiritual. As duas andam de mãos dadas. Sem a dimensão social caímos no fanatismo, Mas sem a dimensão espiritual, caímos no pessimismo e na falta de sentido.

Vocês foram preparados para atravessar essa crise, peguem a caixa de ferramenta de vocês e usem todas as ferramentas que vocês tem ao seu dispor. Aprendam resistência com os povos indígenas e africanos: nós sempre fomos e continuamos sendo exterminados. Mas nem por isso paramos de cantar, dançar, fazer fogueira e festa. Não se sintam culpados por estarem alegres durante esse período difícil. Vocês não ajudam em nada ficando tristes e sem energia. Vocês ajudam se emanarem coisas boas para o universo agora. É através da alegria que se resiste. Além disso, quando a tempestade passar, vocês serão muito importantes na reconstrução desse novo mundo. Vocês precisam estar bem e fortes. E, para isso, não há outro jeito senão manter uma vibração bonita, alegre e luminosa.

Isso não tem nada a ver com alienação. Isso é estratégia de resistência. No xamanismo, existe um rito de passagem chamado busca da visão. Você fica alguns dias sozinhos na floresta, sem água, sem comida, sem proteção. Quando você atravessa esse portal, você adquire uma visão nova do mundo, por ter enfrentado seus medos, suas dificuldades. É o que está sendo solicitado a vocês. Que aproveitem esse tempo para realizarem os  seus rituais de busca da visão. Que mundo vocês querem construir?

Por hora, é o que vocês podem fazer: serenidade na tempestade. Se acalmem e rezem. Estabeleçam uma rotina de encontro com o sagrado todos os dias. Emanem coisas boas, o que vocês emanam agora é o mais importante. E cantem, dancem, resistam através da arte, da alegria, da fé e do amor".

Texto Revisado

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Atualizado em 25/03/2020

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