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Desaniversário?!

por Renata Cibele Lima

Publicado dia 4/9/2008 em Autoconhecimento

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Uma sensação estranha. De repente, um “sei lá o que sinto” invade meu ser. Será tristeza ou vazio?

Nas próximas semanas será meu aniversário! Lembrei-me de quando era criança, eu e amigos de minha rua costumávamos gritar um mês antes da data tão esperada: “Daqui um mês, daqui um mês!”, “Oba, está chegando!”. Era só alegria naquela época. Aliás, quando somos crianças queremos fazer aniversário! Não sei se pela expectativa de ganhar presente, pela festa, por ficarmos “menos crianças” aos olhos dos adultos ou por ser uma data tão nossa! Os olhos de uma criança cintilam ao imaginar a chegada do “niver”. É a espera dos presentes, bolo, brigadeiros, bexigas repletas de balas que estouram e animam a criançada!

Agora estou aqui, passados alguns anos, adulta, sentindo meu aniversário chegando e novas emoções tomando conta de mim. Alguns diriam: “Inferno astral!”; outros, que é “inverno astral”! Na verdade sinto como um momento de “parada”, novas reflexões diante de todas as experiências dos últimos meses, somadas aos diversos aprendizados ao longo desta atual jornada.

Pensando melhor, acho que os dias anteriores ao aniversário são um encontro com o vazio. É como abrirmos um armário e percebermos que apesar de possuirmos tantos objetos e roupas que apreciávamos por serem parecidos conosco, hoje não fazem mais sentido. Estamos nos esvaziando do que fomos até então.

Os momentos vividos durante meses tiveram o poder da transformação. Agora, lembrando de tudo e olhando meus pertences, parece que um estranho morou em mim e várias coisas deixaram de ser importantes.

De uma coisa tenho certeza sobre o desaniversário ou outro nome que seja usado: não sou a mesma de meses atrás. Aprendi muito! No próximo “meu ano" não sei se cometerei mais enganos ou se acertarei mais ou menos. Isso não importa agora! Novas experiências virão, com certeza! Mas estou disposta a abraçá-las! Há sempre esperança de novas conquistas e muito agradecimento pelas anteriores. Tudo o que vivi trouxe-me uma maior compreensão da vida. Hoje sei um pouco mais e tenho algumas idéias para ajudar minha própria evolução e, quem sabe, ser mais feliz!

Tempo é só uma passagem para um novo amanhecer. Um portal entre dois mundos, dois momentos, onde a alma gêmea não é outro alguém e, sim, nós mesmos revestidos de novos potenciais trazidos pelas vivências. É um aprendizado constante enquanto estamos por aqui!

Um abraço.

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Renata Cibele Lima   
Renata Cibele Lima é Escritora, Arte-Educadora, Artista Plástica, Pesquisadora e Consultora em Desenvolvimento Humano.
E-mail: [email protected]
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