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Descobri que sou uma pessoa altamente sensível. E agora?


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Talvez o título lhe pareça engraçado. Talvez simplesmente sem sentido. Como assim e agora? Agora consigo compreender muitas das minhas reações, deixei de me sentir inferior aos demais, sinto-me feliz, sinto-me liberta. Como assim, e agora?

Esta é, sem dúvida, uma das reações mais comuns ao descobrir a característica da alta sensibilidade. De repente, tudo faz sentido e desfrutamos a alegria de, finalmente, conseguirmos compreender a nós mesmos e muitas das nossas atitudes e sentimentos. Entretanto, logo em seguida passamos por uma mudança de perspectiva. Permanece o alívio de se saber “normal”, ainda que um pouco diferente da maioria das pessoas, mas apresenta-se a questão de o que fazer com essa descoberta. Afinal, conhecer a alta sensibilidade, ainda que seja profundamente libertador, não resolve, por si só, os desafios que conviver com esta característica nos apresenta. Também pode ser bastante difícil comunicar o sentido dessa descoberta as pessoas próximas (conjugue, filhos, amigos, colegas de trabalho). Inclusive pode ocorrer que, de tanto sair falando sobre a sua sensibilidade e não encontrar nos demais o mesmo entusiasmo, você volte a ter aquela velha sensação de que “ninguém me compreende”.

A importância do equilíbrio
A dificuldade de saber como lidar com essa nova percepção pode levar a algumas atitudes extremadas. Seja a de considerar-se de algum modo “especial” ou “melhor que os outros”, seja a de usar a sensibilidade como uma desculpa para evitar correr riscos ou impor suas necessidades aos demais. Integrar a sensibilidade à vida cotidiana incrementando as mudanças que se creem necessárias, pode ser (e é na minha opinião) o maior desafio. É necessário todo um aprendizado e um reconhecimento, não apenas da sua característica, mas também do seu entorno, seus projetos e suas relações para conseguir chegar a este ponto de equilíbrio.

A escritora e coach especializada em alta sensibilidade Karina Zegers de Bejil, conta a história de uma cliente que, após descobrir-se altamente sensível, simplesmente comunicou ao marido que passaria a trabalhar apenas dois dias na semana para poder dedicar-se a sua paixão pela pintura (o que satisfazia aos anseios da sua sensibilidade). Pode-se imaginar a reação do marido. Apesar de se sentir feliz pela descoberta da esposa, ele não se sentia do mesmo modo quanto à possibilidade de precisar arcar sozinho com o sustento da família para que ela pudesse dar plena vazão ao seu lado artístico!

Primeiros passos
Então, o que fazer? A resposta mais honesta é não sei. Cada um de nós tem um caminho próprio a seguir e neste caminho a alta sensibilidade pode ser um guia poderoso ou um fardo pesado, a depender das nossas escolhas. Pensando em meu próprio aprendizado me vêm à mente alguns passos.

  1.  Assumir a responsabilidade pela sua sensibilidade: Lembro que responsabilidade diz respeito à “habilidade em responder”. É seu trabalho conhecer mais sobre a sua característica e aprender a lidar com ela.
  2.  Aumentar o seu nível de autoconhecimento: A alta sensibilidade é uma característica genérica. É importante saber como esta característica se expressa em você para poder distinguir em quais aspectos da vida é essencial fazer mudanças e em quais trata-se, simplesmente, de desenvolver estratégias de adaptação a um mundo menos sensível.
  3.  Autoestima: para poder fixar-se mais em si mesmo e buscar o próprio caminho, dependendo menos da aprovação alheia
  4. Confiança em si mesmo: para fazer as mudanças que ao final desse processo se revelarem importantes para você. E confiança na sua intuição para lhe mostrar quais são estas mudanças.
Este é um trabalho para a vida inteira. Mas, para ser honesta, tem mais o caráter de uma aventura do que o de uma tarefa. Uma vez que nos abrimos ao desfrute da nossa sensibilidade, ela se torna, realmente, um presente, para nós mesmos e para as outras pessoas. Se em algum ponto do caminho sentir necessidade de ajuda, me escreva. Seja como coach, seja simplesmente como PAS, estou à sua disposição.

Se você deseja saber se é uma pessoa altamente sensível, ou se você ja se reconhece como tal e quer saber mais sobre a característica e como lidar com ela, visite o meu site https://amesuasensibilidade.com.br/. Lá você poderá responder ao teste de alta sensibilidade elaborado pela dra. Elaine Aron e ler mais artigos sobre o tema. 

Texto revisado

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foto-autor
Conteúdo desenvolvido por: Rosalira dos Santos   
Life Coach, especializada em Pessoas Altamente Sensíveis (PAS). Criadora do "Programa Ame sua Sensibilidade". Apaixonada por mitologia, religiões antigas, gatos, florais e fotografia. Mas, acima de tudo uma PAS, como você. Para saber mais sobre a alta sensibilidade, visite meu site: www.amesuasensibilidade.com.br
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