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DEU UM NÓ? PARE E REFLITA!

por Andréa Oliveira

Publicado dia 16/4/2009 em Autoconhecimento

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Nesta semana fomos surpreendidos com a decisão do jogador Adriano de deixar temporariamente suas funções no mundo do futebol. Sua alegação foi a de que não estava feliz e que precisava “voltar para sua casa, sua gente” e retomar o que tinha deixado para trás.

Tal notícia causou uma grande polêmica entre todos os que a ouviram. Alguns o parabenizaram, considerando-o um “grande herói” por ter tido a coragem de renunciar a tudo pelo seu passado e em prol de sua origem humilde. Outros o condenaram por deixar vários milhões por causa “daquela favela”.

Mas, será que ele não percebeu os sinais enviados pelo seu corpo e pelo seu coração que mostravam que não estava mais feliz e adaptado àquela vida? Será que não havia algo que ele pudesse ter feito antes que tais sentimentos de angústia viessem a público?

Não desejo aqui tecer nenhum julgamento acerca da atitude de Adriano, pois os motivos que o levaram a tomar essa decisão só dizem respeito a ele. Segundo o antigo dito popular “cada um sabe onde o calo aperta”. No caso dele, por se tratar de uma pessoa pública, precisamos apenas refletir um pouco sobre com o que nessa história nos identificamos e o que podemos aprender.

A princípio não conseguimos entender o que há de errado com sua vida já que ele conseguiu realizar o sonho de trabalhar em algo que ele gosta e ainda ganhar um bom dinheiro por isso, ter fama e muito sucesso. Quantas vezes nos deparamos com histórias semelhantes no nosso cotidiano e ouvimos a seguinte frase: “Que mal vai fazer a ele?” ou “Mas ele tinha tudo!”.

Porém, a questão não é “ter”, mas “ser”. Muitas pessoas realizam seus desejos materiais, conseguem o emprego de seus sonhos, têm um casamento digno dos contos de fada, vão morar em um outro país, freqüentam muitas festas, mas mesmo assim sentem solidão, um grande vazio e uma sensação de que tudo o que fizeram não valeu a pena. Isso acontece porque a estrutura psíquica e emocional dessas pessoas não estava preparada para a mudança ou esta ocorreu de modo bastante radical.

Frequentemente vemos pessoas que mesmo alcançando altos níveis de realização pessoal e profissional mostram-se extremamente inseguras quanto ao seu valor e capacidade. Isso acontece porque elas não tiveram certos aspectos de sua personalidade amadurecidos e fortalecidos o suficiente para sustentar as diversas transformações que ocorreram em sua vida. O desenvolvimento da psique humana decorre das inúmeras experiências que acumulamos ao longo do tempo e que nos prepara para penetrar no novo.

Portanto, não nascemos prontos, acabados e plenamente cientes de quem somos e do que podemos fazer. Somos seres em desenvolvimento e não temos a obrigação de saber tudo e superar de forma “heróica” e intempestiva as imensas montanhas que se interpõem entre nós e o nosso Eu Real. Isso é algo que naturalmente vai acontecendo à medida que vivemos e ampliamos nossa consciência.

Alguma vez você se viu com medo, inseguro e hesitou diante de uma situação nova mesmo sabendo que esta lhe traria uma excelente oportunidade de crescimento? Talvez tenha sido um emprego muito rentável, um casamento perfeito, a viagem de seus sonhos, um curso que você tanto esperava ou um momento único que lhe proporcionaria um grande salto qualitativo em sua vida. Já se arrependeu amargamente de ter feito uma opção e depois descobriu que aquilo não era mais tão importante quanto pensava?

Nesses momentos nos sentimos acuados, confusos e sem saber o que fazer. Inicialmente o que se pensa é em largar tudo e voltar ao ponto de partida na esperança de que fazendo tudo diferente as coisas e os sentimentos vão mudar. Contudo, nada poderá ser diferente enquanto internamente não mudamos. É preciso encontrar o fio da meada e desfazer o nó em que nos encontramos. Devemos, então, parar e nos fazer a seguinte pergunta: O que está nos impedindo de prosseguir no caminho?

Não adianta simplesmente desistir de tudo e romper radicalmente com as coisas que construímos até aqui. Muito menos devemos nos resignar a uma vida muito aquém daquela que sonhamos por puro medo, carência ou identificação com o nosso eu ferido e imaturo. É chegada a hora de apenas parar e refletir sobre si mesmo, sobre a vida, seus valores, anseios e desejos. Nesse ponto é preciso questionar o que estamos fazendo e o que nos tornamos, e redefinir estratégias e objetivos para os próximos passos que iremos dar em nossa jornada.

O ser humano precisa desenvolver-se e isso só é possível à medida que ele experiencia diversas situações, tanto agradáveis quanto desagradáveis, e consegue extrair sempre uma lição de cada uma delas. Os relacionamentos que mantemos com o mundo à nossa volta nos proporcionam uma visão de como estamos vivendo nesta corporeidade. Contudo, tal conhecimento só terá importância se nos voltarmos para o nosso interior e resgatarmos o nosso Eu Real dos véus da escuridão, deixando-o expandir e brilhar livremente.

A angústia, a solidão, a depressão, o sentimento de vazio e a sensação de não-pertencimento ao lugar em que nos encontramos revelam o quanto estamos distantes de nós mesmos. O problema não está no dinheiro, na posição social, na casa ou no grupo em que estamos inseridos. O nó consiste na forma com que estamos lidando com o nosso próprio Eu e com o mundo externo, e o quanto nos esquecemos de quem verdadeiramente somos.

Então, assim que você começar a sentir que sua alma está requerendo sua atenção, pare tudo o que estiver fazendo e reflita. Observe os sinais enviados pelo seu corpo e pelo seu coração. Eles poderão vir em forma de tensão, dor, angústia ou qualquer outro tipo de desconforto físico, emocional ou mental. Isso não significa que você chegou ao fim da linha e a única saída é abandonar tudo. Você só precisa agora ouvir a sua voz interior expressando suas necessidades e os seus desejos mais profundos e, depois, seguir em frente.

Só encontraremos o que nos falta dentro de nós mesmos. Só conseguiremos prosseguir no caminho se estivermos conscientes de nossa história. Só nos sentiremos plenos quando nos religarmos diretamente à nossa raiz essencial. E só seremos realmente felizes quando redescobrirmos o objetivo e a bênção que impulsiona nosso Ser a continuar desvendando os mistérios que existem nessa maravilhosa aventura chamada VIDA!

Namastê! (O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em ti)

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Andréa Oliveira   
Sou Pedagoga, Terapeuta Transpessoal e Mestre de Reiki Usui Tibetano. Faço atendimentos em Terapia Transpessoal, Reikiterapia, Tarô Terapêutico, e ministro cursos de iniciação em Reiki.
E-mail: [email protected]
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