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DISLEXIA: déficit ou superação?


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Muitas pessoas já ouviram falar essa palavra, mas confundem um pouco o seu significado. Dislexia é um transtorno intelectual que dificulta a aprendizagem. Ocorre sob condição hereditária com modificações genéticas, podendo apresentar também alterações no padrão neurológico do indivíduo. Esse contratempo é muito comum na população em geral. Seus sintomas são evidenciados na fase escolar, quando a criança apresenta problemas na assimilação do conteúdo estudado, através dos métodos comuns de ensino.

No entanto, nos primeiros anos de vida a criança já demonstra alguns sintomas, tais como a demora no desenvolvimento da fala, dificuldade de repetir canções de quadra - as conhecidas canções de brincadeiras de roda - confusão freqüente entre direita e esquerda, dentre outras coisas.

Na vida escolar os indícios consistem na falta de concentração; dificuldade de escrever e soletrar palavras; dificuldade em memorizar assuntos através da leitura; uma aparente preguiça em estudar; irritabilidade; sonolência ao fazer os deveres da escola; erros de concordância gramatical; troca de palavras nas frases; confusão na hora da leitura. Também é muito freqüente aquela característica de “sonhar acordada”.

No campo psicológico a criança tende a ser retraída, tímida ao extremo, ter medo de errar e ser repreendida e discriminada, pois seus coleguinhas de classe compreendem bem o assunto e ela não, fatos que a tornam, precocemente, um indivíduo depressivo, ainda na infância.

A criança disléxica expressa essa dificuldade agindo mal em sala de aula. Por isso é importante os pais e educadores ficarem atentos ao comportamento delas. O fato de serem bagunceiras e até um pouco agressivas em certas ocasiões, pode ser indício de outro agravo, além da dislexia. No entanto, são formas da criança mostrar aos adultos que não se sente bem em sala de aula, pois ela não gosta de ir à escola ou fazer tarefas relacionadas ao assunto, devido ao transtorno de aprendizagem.

E o que chama mais a atenção dos pais e educadores é o rendimento escolar não condizente com a capacidade intelectual que a criança demonstra fora das atividades acadêmicas. Suas melhores notas serão sempre nas atividades orais. Avesso ao déficit, a criança revela-se bastante criativa e com um potencial imaginativo incrivelmente coerente, além de um bom raciocínio lógico e abstrato, podendo demonstrar aptidões e predileção, acima da média, em determinadas áreas: música, teatro, desenho, pintura, esporte, etc.

Por esses fatores, a dislexia não deve ser encarada como uma incapacidade ou pouca inteligência. Ao contrário. A grande maioria dessas crianças tem um potencial maravilhoso - maior até do que pessoas ditas “normais” - bastando somente o correto estímulo para se desenvolverem.

O modo de pensar de indivíduos disléxicos é acionado primariamente através de imagens e sentimentos e não com sons e palavras. Portanto, a intuição é bastante acentuada nessas pessoas. Sua carreira acadêmica e profissional não será afetada desde que verificado e solucionado o problema, o quanto antes. E suas aptidões intuitivas podem ser uma excelente arma de trabalho, destacando-os dos demais indivíduos.

Prova maior são os exemplos de pessoas conhecidas do grande público, que mesmo tendo esse pequeno déficit, alcançaram êxito em suas carreiras profissionais. Foi o que aconteceu com o ator norte-americano Tom Cruise; o desenhista Walt Disney; a escritora Agatha Christie; o brilhante cientista Albert Einstein, dentre outros.

O diagnóstico correto e a solução do transtorno virá através de uma Avaliação Multidisciplinar e de Exclusão, ou seja, uma avaliação conjunta entre profissionais da área de psicologia, neurologia, pediatria e professores especializados. Com esse acompanhamento, o indivíduo poderá ser uma pessoa totalmente normal.

E como a sociedade capitalista, por natureza, é competitiva ao extremo, estabelecendo tantas barreiras para serem ultrapassadas por nós, um modo bastante saudável de enfrentarmos a dislexia (após seu diagnóstico e tratamento), é encará-la como um adicional e reconhecermos nela um maravilhoso meio para nos superarmos e moldarmos uma mente cada vez mais brilhante, através de novas formas de pensar.

Hellen Katiuscia de Sá
25 de maio de 2005

Referências:
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Texto revisado por Cris

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