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DNA Espiritual



Ao longo dos anos tenho me detido a observar os casos que passam pelas minhas mãos e questionar o aprendizado pela dor e pelo sofrimento que é uma constante nas sessões de Vidas Passadas e também nos grupos de meditação e cura espiritual pela expansão da consciência. Isso me tornou uma pesquisadora nesta área. Vamos dizer que minha mente racional observa, faz anotações, compara e a mente espiritual explica, orienta e muitas vezes apresenta aquilo que está por trás das questões aparentemente sem solução ou do sofrimento sem nexo.
Muitas vezes perguntei: Por que sofrer? Por que aprender pelo sofrimento?

Tenho observado que herdamos de pai e mãe não apenas a cor dos olhos e dos cabelos ou a inteligência ou habilidade artística. Adquirimos da nossa família a vibração e as crenças mais profundas nas verdades da vida e as tendências espirituais. Isso tudo não define totalmente nossa história porque temos o livre arbítrio e podemos ter um dom e não utilizá-lo. Mas uma tendência negativa pode comprometer muito a libertação da mente que conseqüentemente liberta o karma.

Sim, amigo leitor, compreendi através dos ensinamentos dos Mestres Ascensionados que nossa mente pode nos libertar do karma. Todo ser humano quando enfrenta a dor deseja dela se libertar. Isso é tão natural quanto afastar a mão de uma brasa acesa. Porém, na prática não temos essa liberdade de ação. Sabemos do sofrimento, mas comprometidos por nossa forma de pensar e enfrentar a vida ficamos aprisionados a ele. Só efetivamente conseguimos nos curar quando deixamos de sofrer, quando aquilo que nos causa sofrimento deixa de vibrar em nosso corpo sutil. Enfim, quando entendemos em todos os níveis do nosso ser o que nos faz sofrer e escolhemos não nos deixar levar pelo sofrimento...

Vejo muitas pessoas reclamando de pai e mãe, da família, das condições sociais e financeiras que tiveram que enfrentar com o nascimento, deixando de ponderar que ali estão por conta de suas tendências de alma se sentindo vítimas de um destino infeliz. Não podemos esquecer que na ascensão espiritual, ou no aperfeiçoamento de nossa alma precisamos crescer sob nossas dificuldades e de forma semelhante a uma semente que debaixo da terra encontra forças para se libertar da casca; precisamos encontrar dentro de nós o broto verde da libertação.

Não há acaso na doença, na pobreza ou no abandono. Nascemos onde nossa energia nos levou. Como um carro que precisa ser consertado, paramos num mecânico onde nos defrontamos com outros em iguais condições e na infelicidade esquecemos que todo o esforço será recompensado e logo mais voltaremos a trilhar nosso caminho com tranqüilidade.
Bem, se nascemos numa família que tem a tendência ao sofrimento o que nos cabe fazer? Continuar iguais aos nossos pais? Ou ainda nos rebelar como adolescentes gritando aos quatro ventos que jamais seremos como eles?

Crianças mimadas agem assim fazendo birra não querendo aceitar as limitações que os pais impõem. Muitas vezes parecemos com elas. Não aceitamos o destino, a ação das pessoas em nossas vidas e ficamos choramingando por conta de tudo que nos acontece. Com isso perdemos a conexão divina, não conseguimos acessar o perdão libertador e culpamos o mundo à nossa volta pelo nosso insucesso.

Cláudio chegou para se consultar comigo apresentando exatamente essa situação. Acompanhado de sua esposa, queria saber se tinha trazido com ele um espírito obsessor. Expliquei que muitas vezes atraímos a energia de espíritos que vibram da mesma forma que nós, que assimilam nossas crenças. Ambos pareceram espantados com as minhas colocações porque se acreditavam importunados por espíritos malignos sem pensar que a negatividade brotava deles mesmos. Desejosos de fazer justiça atiçavam ainda mais a chama da ódio e da raiva.

As reclamações de Cláudio pareciam infindáveis: dores de cabeça constantes, dores nas costas, vida financeira imprestável, desafeto na família; enfim, parecia que nada dava certo para aquelas pessoas. Quando perguntei dos compromissos espirituais como orações, caridade etc. mais uma vez eles me olharam espantados dizendo que pessoas tão sofridas como eles não tinham forças para assumir um compromisso espiritual que na verdade eles queriam apenas receber ajuda.

Expliquei então que os Mestres Ascencionados ensinam que para receber o milagre é preciso estender as mãos e que isso significa participar assiduamente de grupos, estudar, rezar, meditar e abrir a mente para ações mais positivas. Cláudio, neste momento, pareceu totalmente perdido, pois estava ouvindo algo que não queria ouvir.

Percebi isso quando ele disse:

“Minha família é muito perturbada, as pessoas brigam muito, não há amor”.

“Então, está na hora de você mudar isso. Se você compreende que as pessoas são duras, complicadas é o seu momento de abrir o coração e transformar seus comportamentos”.

Quando terminei a frase, a mulher do Cláudio que até então estava observando tudo em silêncio se pronunciou.
“Sabe, Maria Silvia, o Cláudio reclama até hoje do pai e está fazendo a mesma coisa com os meninos. Fico triste só de pensar no mais novo que sempre sai chorando depois das broncas que recebe”.

“Mirtes, não estamos aqui para discutir com a doutora o meu comportamento com os meninos”, disse o marido cortando a conversa.

Aproveitei este momento para explicar que tudo na nossa vida tem ligação. A parte espiritual não é um complemento separado do todo. Ao contrário o espírito tem ligação com a mente, com o comportamento, com a emoção, com o corpo porque somos o todo. Expliquei também que repetindo com os filhos o mesmo tratamento que recebeu da sua família, jamais se libertaria de qualquer tendência kármica ou mesmo de um possível processo obsessivo.

Os Mestres Ascencionados ensinam que nossa tendência espiritual pode ser acelerada para forças positivas através da libertação do processo mental mais amoroso e lúcido. As palavras deles são fluidez, leveza, liberdade. Nos meus grupos onde canalizo essas orientações tenho aprendido que as mudanças no DNA são possíveis através da mudança da vibração e isso acontece quando abrimos a mente e o coração.

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 7/12/2007

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Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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