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DOS MORTOS QUE NOS HABITAM (PARA JUNG)



Por Maria de Fátima Lima Castanheira

Ouçam, filhos das rachaduras do Ovo Cósmico
Que habitam sua clara que se fez Terra:
Não se descuidem em sua tecnocracia globalizada
Da irada vigilância dos olhos de fogo de Ra.

Adoradores do deus-porco,
Encurvados sob o peso do pecado original,
Não se esqueçam em suas explorações comerciais do sistema solar
De que são descendentes dos rastreadores de oráculos proibidos
Que intuíam da mudança do cheiro da terra, o destino de suas tribos.

Herdeiros atormentados de um deus louco
que comia os próprios filhos,
Ajoelhem-se diante do apelo de Tupã que fala através do vento
para que não fechem mais seus olhos e seus corações
A seu passado de incestos e amores proibidos
entre a casa grande e a senzala,
E curvem-se ao mágico sentido da imortalidade,
Impresso no código genético da sua espécie.

Que eu falo em nome daqueles que vivem nos seus sonhos
E lhes levam além, onde não há barreira de tempo e de espaço
- ainda que vocês estejam dormindo.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 6/10/2007

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