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DUNA II - AOS FILHOS DE MUHADIB



"O instrumento destas palavras padece do vosso mesmo mal em não entender de pronto o motivo da compulsão de se pretender escrever a respeito de certas coisas, tateando entre textos como alguém que segue, por instinto, em meio a um nevoeiro.

Quanto a este tema, irmãos, a razão vos exponho, e é mais do que óbvia! Sois todos filhos de Muhadib! Ou os mais visionários entre vós ainda não alcançaram o quase sacrilégio que redunda rotular uma obra de arte legendária, e tão meticulosamente inspirada e trabalhada em conjunto entre as várias bandas do espaço-tempo, como produto de um termo tão exíguo quanto o vosso atual sci-fi?

Sois todos filhos de Muhadib, portanto - e, para tanto, entendeis a razão: é porque duplicação de tempo e espaço; confronto bélico mental; previdência; o se saltar para presente-passado-futuro num mesmo lapso; a emissão de formas sonoras letais, e o poderoso controle dos acontecimentos obtido a partir disso; enfim, o desdobramento de mundos, de povos e de galáxias que já se fartam de conviver com estes recursos que constituem nada mais do que a vossa preciosa herança - entendeis da melhor forma que lhes acorre! - isto é o vosso legado, irmãos da Terra!

Que passem os medianeiros destas informações no que por ora compreendeis por presente, na vossa concepção acanhada de tempo-limite, por lunáticos e por visionários! Isto de nada importa! É o quinhão voluntário de todos os que por estas plagas aportam com a ingrata missão de veiculadores e de portadores de uma visão de vanguarda para o enriquecimento do que entendeis como a vossa única e possível realidade condicionada! Mas vede, a vosso turno, por algum modo, que este condicionamento é, de todo, vosso! - porque vós - ah! Vós, seres insuspeitadamente aquinhoados de todas as capacidades e potencialidades adormecidas - vós não sois, sob nenhuma hipótese, seres emparedados; e urge que, pelo menos, principiem o despertamento sobre este pormenor, em meio à neblina densa dos vossos conceitos ultrapassados que vos impede a expansão da vossa consciência para aquilo que de fato sois! Para que possais, enfim, viver a longos haustos! Viver para além da vossa voltagem mínima!

Tão titânico pareceu a obra de arte de Frank Herbert para que, ainda agora, injustamente vós apenas a apreendeis como um primor da dita sci-fi!?

Pois então vos contamos: para a vossa já tardia reflexão, que tudo o que por ora entendeis como um arroubo descomunal da imaginação humana; todas estas viagens fantásticas por mundos e por quadrantes universais supostamente longínquos da vossa pobre, esquálida realidade considerada única... ah, irmãos! Tudo o que cala aos vossos espíritos provocando a comoção das décadas, a hipnose e a reverência misteriosa das gerações de aficcionados, que acertadamente intuem o algo mais por detrás do espetáculo feérico dos efeitos coloridos da vossa cinematografia... nada disso é irreal, na sua melhor essência!

E a Arte - esta verdadeira Arte criativa que se expressa por tais caminhos valiosos no vosso mundo; que inspira e empolga para além do deslumbramento dos sentidos, para falar ao mais recôndito do vosso ser - é esta expressão da Arte a melhor e mais valorizada forma de comunicação entre os seres viventes em qualquer dimensão ou mundo, como tudo o que prescinde das falsidades da materialização verbal e sensorial para articular a linguagem universal comum a todos, aos daí e daqui viventes - a qualquer tempo!

A linguagem legendária e atemporal da chamada Voz; o idioma das Bene Gesserit e dos Atreides!"*

Ekatra
por Lucilla


*A canalização desta mensagem é inusitada até a mim; o leitor que estiver familiarizado com os termos e personagens da obra clássica de Frank Herbert, "DUNA", haverá de melhor apreendê-la e captar em profundidade o seu sentido, de forma que até a mim soa inédita a presença que a expressou - cuja emissão de energias, nada obstante, é profundamente balsâmica e reconfortante. Relato abaixo, todavia, a explicação básica para cada termo utilizado que soe ininteligível ao leitor:

DUNA - é o planeta desértico Arrakis da obra dita de ficção de Frank Herbert, de enorme sucesso de público na década em que veio a público. Nele acontecem guerras de dinastias galácticas em torno da Especiaria, substância produzida pelos vermes gigantes que habitam este mundo, responsável pela própria sobrevivência naquele setor do Universo.

MUHADIB - o governante messiânico de Arrakis, herdeiro de poderes mentais que desenvolve e emprega na guerra desencadeada entre as dinastias rivais, da qual ele pertence à dos Atreides, e o seu oponente à dos Harkonnen, cujo líder reconhece nele (Paul Atreides, o Muhadib) a ameaça maior contra os seus propósitos obscuros, pretendendo destruí-lo para governar Arrakis e, em conseqüência, apoderar-se da Especiaria.

VOZ - Constitui um dos poderes mencionados acima e utilizados e desenvolvidos pelas Bene Gesserit (uma das castas dominantes nos mundos daquele universo) e pelos Atreides, de conjunto com os demais mencionados no texto. Pode ser interpretado pela universal Visão de dentro, ou Voz Interior, manifestada intencionalmente, na sua melhor e eficiente forma.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 4/8/2007

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Autor: Christina Nunes   
Chris Mohammed (Christina Nunes) é escritora com doze romances espiritualistas publicados. Identificada de longa data com o Sufismo, abraçou o Islam, e hoje escreve em livre criação, sem o que define com humor como as tornozeleiras eletrônicas dos compromissos da carreira de uma escritora profissional. Também é musicista nas horas vagas.
E-mail: meridius@superig.com.br | Mais artigos.

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