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ECOLOGIA E SAÚDE MENTAL



Muito se tem escrito e falado sobre os perigos da destruição do ecossistema, sobre as ameaças de esgotamento dos recursos naturais, da poluição do ar que respiramos, da escassez que se prenuncia da água potável. Apesar de tantos avisos e de tantas constatações, parece que uma parcela ainda significativa da população não atentou para os perigos que corremos, não só de imediato, enquanto ainda podemos fazer algo, mas para um futuro próximo, onde já seja tarde demais para uma mudança.
Tão inquietante quanto a deseducação ecológica popular é o egoísmo idiota (porque fere a eles mesmos) com que os Estados Unidos da América insiste em temer perder seu poderio econômico para salvar a vida no planeta. Talvez não tenham percebido com clareza que, daqui a alguns anos, poderá não haver mais ninguém para dominar e ser dominado.
Mas estas questões são somente algumas mais aparentes e amplamente discutidas que envolvem o problema, pois a destruição da vegetação no planeta pode estar acarretando em conseqüências mais graves.
Todos sabemos o quanto os vegetais são importantes para a renovação dos elementos que compõem a atmosfera que respiramos, substituindo elementos nocivos pelo oxigênio que alimenta a vida animal.
Por outro lado, as descobertas no campo da terapia floral, a partir dos estudos de Edward Bach, vieram demonstrar as propriedades curativas das energias de flores e vegetais, com sua capacidade de transformar emoções viciosas e perniciosas em outras mais harmônicas e sublimadas.
Grande parte das essências florais é obtida a partir das energias das flores, captadas sob a projeção dos raios solares que se lançam sobre a água potável, lhes absorvendo as propriedades curativas e transformadoras.
Quem trabalha com esta técnica terapêutica sabe o quanto se pode beneficiar no tratamento de diversos transtornos mentais, bem como de estados emocionais indesejáveis.
Pois, se as energias das flores captadas pela água têm propriedades curativas, certamente, quando estas se encontram em estado natural, no ecossistema planetário, sob o influxo dos raios solares que sobre elas se projetam, também deverão estar liberando energias que exercem ações transformadoras nos fluidos mentais deletérios do ambiente.
Nosso planeta possui ao seu redor uma psicosfera, semelhante à atmosfera, composta pela circulação dos pensamentos em ondas mentais que todos projetamos incessantemente no ambiente. Com isso, tanto respiramos o ar comum que nos envolve, quanto somos influenciados emocionalmente pelos pensamos da psicosfera que nos envolve. Carl Gustav Jung viu um pouco dessa realidade, sob o nome de inconsciente coletivo e Erich Fromm com a terminologia de temperamento adquirido.
Esses dois conceitos, da psicosfera e das propriedades florais, nos levam à conclusão de que a vegetação planetária não somente renova o ar que respiramos como também os pensamentos que absorvemos. Dessa forma, quanto menos vegetação existir na região em que vivemos, mais sujeitos à presença de pensamentos deletérios estaremos, já que eles não serão “tratados” naturalmente pelas energias das flores.
Pensemos bem nas conclusões do que dizemos aqui. Toda essa violência que se exacerba sobre nós e em nós, ameaçando nossa integridade física, nossa qualidade de vida, bem como toda a organização social, além das causas psicológicas e sociais que lhe são próprias, também reside no fato de que a devastação da vegetação está diminuindo a capacidade renovadora dos pensamentos nocivos, deixando-nos expostos à predominância das idéias violentas que subjugam aqueles com tendências que se lhes assemelhem.
Como o ar poluído que traz enfermidades para os mais sensíveis organicamente, a psicosfera poluída impõe comportamentos inconvenientes aos mais frágeis emocionalmente.
Assim também, como o ecossistema devastado trará o esgotamento dos recursos naturais e a extinção da vida, a psicosfera contaminada pela violência acarretará no esgotamento do amor e na extinção da paz entre os homens.

João Carvalho Neto
Psicanalista, autor do livro
“Psicanálise da alma”
www.joaocarvalho.com.br

Texto revisado por Cris
Publicado dia 18/6/2007

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Autor: João Carvalho Neto   
Psicanalista, Psicopedagogo, Terapeuta Floral, Terapeuta Regressivo, Mestre em Psicanálise, autor da tese “Fatores que influenciam a aprendizagem antes da concepção”, autor da tese “Estruturação palingenésica das neuroses”, autor do Modelo Teórico para Psicanálise Transpessoal, autor dos livros “Psicanálise da alma” e “Casos de um divã transpessoal
E-mail: joaoneto@joaocarvalho.com.br | Mais artigos.

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