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EGO E ESPÍRITO

por GEOCROM BRASIL

Publicado dia 22/4/2008 em Autoconhecimento

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Se contemplarmos a psicologia humana a partir de uma visão simples, direta, gráfica e didática veremos que o ser humano possui uma alma e um ego composto de três veículos de aprendizagem. A antiga metáfora do cavaleiro e dos cavalos nos ajuda a compreender esses mecanismos sutis que compõem nossa persona, integrada em um só pacote que chamamos existência ou vida humana.

Imaginemos um cavaleiro que conduz o carro (como do filme Ben-Hur...) puxado por dois cavalos. Tanto o carro de madeira como os dois cavalos e suas rédeas são os veículos que este indivíduo emprega para mover-se e para realizar sua viagem ou exploração da vida. O cavaleiro em questão dirige-se a algum lugar, tem um caminho para percorrer, tem um foco, direção ou propósito. Os cavalos e o carro também têm uma função e características diferenciadas. Vamos revisar a simbologia de cada um dos elementos que compõem essa imagem.

O cavalo da direita simboliza a nossa mente, os pensamentos, a lógica, as idéias. O cavalo da esquerda simboliza nosso veículo emocional, nosso corpo de desejos, nossas sensações e instintos. O pequeno carro de madeira é nosso corpo físico. O cavaleiro simboliza nossa essência, nosso ser espiritual. Finalmente, as rédeas que unem os cavalos com o condutor, simbolizam nossa vontade, a Vontade de nosso espírito; e isso será uma grande chave que também explicaremos adiante.

Existe um caminho, um lugar para onde o cavaleiro se dirige. É o próprio programa de nossa essência, sua missão, o terreno que quer percorrer, a paisagem que quer ver nesta vida, o que tem que aprender, aonde quer ir...

Os três veículos de expressão, os dois cavalos e o carro simbolizam nossa personalidade, nosso ego mental, nosso ego emocional e nosso ego corporal, respectivamente. São os três veículos dinâmicos de compreensão, de expressão e de relação do Ser, ou seja, as ferramentas que emprega nossa essência espiritual para realizar o seu caminho, sua viagem, seu desenvolvimento ou processo de aperfeiçoamento.

Não obstante, o que ocorre em nossa vida real? Apesar da complexidade de tudo que ocorre entre nosso ego e nosso espírito, com esta metáfora poderíamos simplificar e dizer que o que nos ocorre simplesmente é que identificamo-nos exclusivamente com a personalidade... mas nem tanto com nosso espírito.

Identificamo-nos com o cavalo da direita, a mente; acreditamos que somos o que pensamos, muitas crenças, idéias, pequenos propósitos da nossa mente intelectual. Também identificamo-nos com nossas emoções, o outro cavalo, vivemos absortos em nossos desejos, no que nos apetece ou não, criando nossas próprias sensações. E então identificamo-nos muito com o corpo (o carro de madeira), nosso veículo físico, nosso peso e nossas rugas, com os músculos e com as dores, com a roupa e os acessórios que colocamos neste carro, etc. Estamos convencidos que somos esses veículos que transportam nosso Ser. Poucas vezes estamos identificados com o Ser em si mesmo, com nossa essência mais sutil, com a voz de quem dirige a viagem, com o que realmente sabe de antemão aonde e porque vai.

Os cavalos em si não sabem aonde vão, somente recebem ordens e instruções de alguém. O carro... nem ao menos sabe o que tem que fazer nem até onde chegar. Nossos veículos não são exatamente nós, não são nossa identidade genuína, são tão somente a expressão, o meio através do qual se realiza a aprendizagem. Porém identificamo-nos uma e outra vez com essas partes de nossa mente, nossas emoções, nossa biologia, nossa energia. Essa falsa identificação é exatamente a raiz do sofrimento humano.

É evidente que esses cavalos devem estar bem alimentados, com o fim de que nossa essência possa realizar seu projeto vital. Quero dizer: não podemos ler qualquer coisa e nem tampouco podemos ver muitas novelas que alterem ou codifiquem o nosso campo emocional. Também com o veículo físico, o carro que nos leva, devemos cuidar de sua saúde (assim como devemos cuidar da saúde mental e emocional) e temos que cuidar das rodas, restaurá-las constantemente, mantendo-as fortes para que não se rompam na metade do trajeto e nos deixem na mão antes de completar a viagem ou exploração.

A personalidade, o ego e os três veículos transitórios são precisamente o meio através do qual nossa Essência genuína realiza seu eterno processo de expansão e autoconhecimento. Portanto, é indiscutível que o ego é importante... é respeitável, é imprescindível. Além do mais o ego é digno de ser bem empregado, é quem nos proporciona definitivamente a "oportunidade" de viver, de conhecermo-nos e transformarmo-nos. Sem o ego nossa Essência não teria este meio vital, seríamos simplesmente uma entidade incorpórea. E não estaríamos realizando esta experiência, esta aprendizagem evolutiva, pelo menos, não neste plano.

Respeitar todos os fatores da nossa personalidade não significa que não devemos identificarmo-nos com ela. Nossa verdadeira identidade não é temporal, mas eterna. Cada um dos indivíduos da Terra é um ser, um ente, uma porção de Deus que emprega temporalmente os meios de expressão. O ego é uma ferramenta empregada pelo nosso espírito temporalmente e é imprescindível para nossa expansão, expressão e aperfeiçoamento. Eu geralmente emprego a palavra Presença para definir a nossa essência espiritual, porque este termo significa nossa Essência Presente, aqui e agora, nosso espírito encarnado, a presença de nosso eu completo, vivo e completamente presente e ativo nesta oportunidade de vida, desenvolvimento e iluminação.

Definitivamente, temos que respeitar e honrar o ego como meio, como uma simples ferramenta útil. Se o carpinteiro depreciasse a serra e o torno, faria pouco trabalho ou seus trabalhos não seriam tão belos. Hoje, por uma questão de deformação cultural e complacência tende-se a pensar que o ego é "o vilão do filme" e que devemos depreciá-lo, ignorá-lo, lutar contra ele.

Essa parece ser hoje uma enfermidade da alma, uma prepotência, uma confusão que definitivamente nos conduz ao estancamento. O grande trabalho é iluminar a sombra, isto é, vê-la, reconhecê-la, observar a escuridão e a confusão que há em nós, para precisamente transformá-la. Ignorando-a, jamais a transcenderemos. Na cômoda complacência e no narcisismo espiritual não se avança nem um passo.

Marta Povo, abril 2007
(www.geocromoterapia.com / link
Tradução de Aparecida Sartori.
Para ler o texto completo deste artigo nas versões em português e espanhol, acesse
www.geocromoterapia.com.br/artigos.htm

Texto revisado por Cris

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