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ENVELHECER: NÃO NECESSARIAMENTE...



Sempre considerei a vida uma escola, com seus graus e degraus. Também Djanira, personagem de nosso saudoso escritor, Dr. João Vale Maurício, já dizia: “É! O mundo é escola. (...) A escola do mundo é de sempre.”

Acredito, porém, que nesta escola Deus nos deu três grandes oportunidades para crescermos e aprendermos. A primeira foi quando nos deu a própria vida. A segunda quando nos fez pai e mãe. E a terceira quando o fogo da mocidade se acaba e a gente começa realmente a aprender de verdade.

Quando nos tornamos pais e temos em nossos braços aquela criaturinha desamparada e inteiramente dependente de nós, aprendemos a mais bela forma de amar: o amor incondicional. Quem não aprendeu, não vai amar mais ninguém. Esses serão sempre secos. Porque, infelizmente, existem mesmo os pais e mães desnaturados... Aí, quando amadurecemos, já tendo percorrido um estradão danado nesta vida, quando perdemos os ardores da juventude, os encantos físicos, nos vestimos de luz.

Ao começar a sentir a falta de crianças em casa, ao olhar com saudade os rostos de nossos filhos e ouvi-los a nos dar lições, a nos considerar ultrapassados, Deus nos presenteia com uma nova versão de nossos garotinhos: os netos.

E, aí, com o coração explodindo de amor, alegria e orgulho, voltamos a ser jovens. Não nos importam mais os cabelos brancos, as carnes flácidas, as formas perdidas, as rugas no rosto. Não! Vamos refletir toda a beleza daquela onda de imenso amor que toma conta de nós.

Existem velhos feios, sim! Aqueles que não vestem esta auréola de luz. Aqueles que se fecharam em seu egoísmo. Que se fecharam para a própria vida. Que carregam uma consciência pesada. Torturados pela culpa. O que faz o velho feio é a amargura, a desconfiança, o desamor. Mas aqueles que seguiram a senda do Amor, que têm a consciência leve, possuem a eterna juventude. Transmitem segurança, paz, amor, ternura e carinho. Têm a pureza e a coragem das crianças. Têm bom humor e seu abraço aquece os corações. Vivem com alegria e prazer.

E no contato com seus netos se tornam eternamente crianças, com um amor inocente, verdadeiro e sem cobranças. Esses velhos iluminam o ambiente em que vivem. Eles zombam das convenções, vivem como desejam, dizem o que pensam e demonstram o que sentem. Têm auto-estima e entusiasmo. Têm brilho nos olhos e trazem sempre um sorriso na face. Parece que deles emana um amor que revigora a vida. E eles possuem todos os mistérios, magias, encantos e encantamentos da vida. Conseguiram descobrir da vida todos os segredos. Atingiram a sabedoria!

Maria Luiza Silveira Teles

Texto revisado por Cris
Publicado dia 17/11/2007

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Autor: Maria Luiza Silveira Teles   
Fui professora de Inglês e, depois, professora universitária de Psicologia e Sociologia. Tenho 29 obras publicadas pelas editoras Vozes, Brasiliense e Parêntese. Hoje, trabalho como professora-visitante por todo o Brasil, sou consultora pedagógica e editorial e faça Reiki nas pessoas necessitadas que me chamam.
E-mail: marialuiza60teles@yahoo.com.br | Mais artigos.

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