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Espelhos distorcidos



Quando se vive em função de uma  busca obsessiva por resultados, um excesso de perfeccionismo, de autocrítica e desconfiança a respeito de nós e das nossas habilidades encontra-se latente, e essa postura acaba por desencadear reações adversas no ambiente que nos cerca, como se ele fosse um grande espelho que só mostrasse nossos próprios medos e conceitos enganosos a respeito de nós, impedindo nossas realizações.

Crenças disfuncionais estarão lá, refletindo o tempo todo no espelho  do entorno, com a tinta escura da rejeição e da excessiva cobrança e julgamento das pessoas. Devemos concordar que  em realidade, a vida sempre nos trata como nos tratamos.

 Desejaríamos o apreço das pessoas e do ambiente que valide nossos esforços, o êxito profissional, e assim por diante. Contudo, notamos que para alcançarmos isso, nunca pode ser a aprovação alheia nosso foco principal, se não quisermos colecionar desgostos e frustrações.

 Parece um grande paradoxo essa forma curiosa de resposta da vida, não raro nos sentimos perseguidos e maltratados pelo universo ou por um suposto carma do passado.

 Porém, se fizermos uma correlação entre a imagem simbólica do espelho e sua característica material, podemos concluir que espelhos só mostram imagens invertidas. Imagem que parecendo real, não é: ela é falsa, enganosa, mentirosa.

Concluímos que se tratando do cenário fabricado a partir de nossa mente criadora de realidades fictícias, esse reflexo distorcido pode ser muito mais assustador, sempre que a crença de não sermos suficientes estiver atuando, quando não somos capazes de ver a nossa imagem real que fica por trás, nos bastidores, no verdadeiro âmago de nosso ser, além do ego, oculta pelo vidro espelhado de nossos conceitos limitantes e perversos a respeito de nós.

 Que fazermos então para escapar desse emaranhado processo da mente?

O primeiro passo é acreditarmos no caminho do amor, da alegria, do autocuidado e respeito próprio. Tendo confiança em nós e em nossas próprias capacidades.

Convertendo nossas ações no mundo em atitudes  prazerosas para nós, sem que exista um esforço excessivo em realizá-las, já que ele só denota uma desconfiança latente pelos resultados, imaginando que os frutos serão proporcionais a maior força despendida, o que não é verdade. Curiosamente, quanto maior ela for, dificilmente seremos premiados com um feliz resultado. Em primeiro lugar, por que raramente a vida premia ações excessivas, a não ser com uma desconfortável dor lombar.

Devemos então não fazer nada? Dedicando-nos a usufruir da sombra e da água fresca da existência?

Não é bem isso, mas, é um pouco isso também.

Sendo menos obcecados pelas conquistas, pelos logros, que afinal de contas sempre são passageiros, como tudo no mundo da forma.

Realizando com alegria, com prazer, sem autocobranças excessivas, nem para recolher aplausos, nem nada que nosso ego achar necessário para sermos felizes.

Fazendo com amor e por amor, não por amor e apego aos resultados, mas ao próprio ato de realizar.

E garanto, sem sequer perceber como isso aconteceu, o mundo à nossa volta haverá de nos mostrar um rostro mais ameno, mais amoroso,  acolhedor, e muito mais abundante.

Texto Revisado


Publicado dia 15/4/2021
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Autor: Adriana Garibaldi   
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