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Espiritualidade – Força Interior agindo conosco (3ª parte)

por Marcos F C Porto

Publicado dia 6/5/2008 em Autoconhecimento

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Nesta terceira parte de nossa reflexão, estaremos progredindo no nosso intento, ou seja, no nosso plano de esclarecer como nossa Força Interior nos auxilia em reforçar nossas condições de nos integrarmos com nosso Ser Interior. Dessa forma, como dissemos na edição anterior, nossa Força Interior nos auxiliará a acreditarmos em nós mesmos, concentrando nossas mentes no ponto de conseguirmos dissolver as experiências densas do medo.

A pergunta permanece: Como criarmos condições para conseguir os benefícios de nossa Força Interior?

Vamos lá refletir sobre o tema?

O que buscamos sempre é, tanto o despertar de nossa consciência, como também reconhecer a consciência desse despertar. Esta relação íntima entre despertar e consciência nos faz indentificar recursos que possam contribuir para essa realização. Assim, é importante saber escolher como manter concentração em nossas vidas. Como resultado, nossas vidas irão seguir o intento criativo dessas escolhas.

Siddhartha Gualtama, o Buda, que viveu aproximadamente entre 543-483 AC nos diz: “Nossa vida é formatada pela nossa mente. Tornamo-nos o que nós pensamos. Alegria segue a pureza do pensamento, assim como a sombra que nunca deixa o corpo.”

Este deverá ser nosso intento, ou seja, criar nossa vida de acordo com nosso aprendizado consciente. Consciência criativa é a arte de criar experiências gratificantes em nossas vidas, concentrando no que queremos ser e desejamos atingir.

Na edição anterior, concentração foi indentificada como sendo nossa Força Criativa #1. Agora, então...

Força Criativa #2: Interpretação: Como a utilizamos diante dos fatos que vivenciamos? Na seqüência de Concentração a opção por Interpretação siginifica o que fazemos com nossas experiências, ou seja, a criação de nossas crenças surgem muito mais da interpretação do que dos acontecimentos dos fatos.

Fato 1. Duas pessoas poderão passar por indêntica experiência e interpretarem-na de forma totalmente diferente em suas respectivas idéias e crenças.
Por exemplo: Esportes radicais – paraquedismo; uma pessoa com medo de altura o abomina, dizendo: “Deus me livre dessa experiência, nunca mais, nem pensar!” Outra pessoa, não sentindo medo das alturas, dirá: “Paraquedismo é uma maravilhosa experiência de liberdade, que faz com que a vida valha a pena ser vivida!” Faz sentido?

Fato 2. Interpretação nos faz chegar a diferentes crenças, em momentos diversos, diante da mesma experiência. Primeiro pensamos de uma forma, chegamos a definir como proceder, então, mudamos de idéia e resolvemos pensar diferente e agir diferente.
Por exemplo: No ambiente de trabalho numa empresa um gerente está inseguro do seu desempenho e resolve reunir informações sobre as ocorrências que estão prejudicando os resultados. Diante das informações recolhidas, esse fato reforça sua insegurança, fazendo com que prenda sua respiração e diga para si mesmo: “Ninguém me respeita nesta empresa!” Mas, em seguida, recebe de forma espontânea testemunhos dos seus auxiliares, de que eles confiam nas orientações dadas, que estão motivados e, com certeza, irão melhorar. Imediatamente o gerente pensa diferente dizendo para si: “O pessoal gosta e confia em mim e está se esforçando para o nosso sucesso!”

Os exemplos relatados nos fatos 1 e 2 nos mostram as amplitudes com as quais devemos interpretar os fatos de nossas experiências. Cada interpretação que escolhemos se torna uma crença que influenciará, a partir de então, mudanças em nossas vidas.

Conclusão: A crença depende muito mais da interpretação do que da experiência. Correto?

Com esse entendimento ganhamos grande poder e controle em relação à qualidade de nossas vidas. Ainda que diante de infortúnios e de acontecimentos infelizes, sempre poderemos ter a escolha da interpretação e assim melhorarmos - e muito - nossa trajetória de vida, caso estejamos nos propondo a assumir o intento de escolhermos com consciência as interpretações, objetivando assim a continuidade de nossa vida saudável. Por exemplo: Duas formas de interpretarmos os acontecimentos de uma experiência difícil: 1. Como sendo uma oportunidade para sermos mais cuidadosos; 2. Como sendo uma razão para desistirmos e nunca mais fazermos igual.

Como percebemos, é clara a ambivalência entre oportunidade de mudança de comportamento e desistência diante da experiência difícil. Aceitando a situação como uma oportunidade estaremos dando espaço para nossa Força Interior nos mostrar o caminho, assim nos tornando fortes e confiantes no nosso intento para conosco, para com os outros e para com o universo.

Por outro lado, embarcando em buscar razões para desistência, estaremos fugindo, nos sentindo envergonhados, enfraquecidos, estabelecendo padrões de renúncia diante das dificuldades. Diferentes resultados diante de duas interpretações. Está claro?

Podemos perceber quão distante os resultados de uma interpretação nos conduzirá. Interpretações têm forte impacto também em como outras pessoas respondem a nós. Ao sermos pessoas que desistem facilmente, nossos familiares, amigos e pessoas do nosso relacionamento não sentirão confiança em nós e não virão a nós quando necessitam de fonte de força e esperança, poque sabem que somos fracos.

De acordo com nossos critérios de interpretações, estará caracterizado o padrão de nossas creanças e valores, os quais manteremos como sendo a base lapidar de nossas vidas.



Voltaremos ao assunto.

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Marcos F C Porto   
Marcos F C Porto – Terapeuta Holístico - Psicoterapia Holística Transpessoal – CRT 44432, Diplomado em ITC - Integrated Therapeutic Counselling, Stonebridge, UK, trabalha auxiliando pessoas na busca da sua essência, editor do OTIMIZE SEU DIA! há 20 anos, autor do livro - Redescobrindo o Eu Verdadeiro, facilitador de Grupos de Reflexão há 17 anos.
E-mail: [email protected]
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