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Está dando tudo errado na sua vida? Relaxe na postura



Tenho uma técnica que aprendi de ensinamentos de dois mestres diferentes. Um é anjo e outro, um mestre de Kung Fu.

Raziel diz que mesmo que soubermos uma resposta que pode ajudar muito uma pessoa, só podemos dar se a pessoa pedir. “Não fale o que não te foi perguntado”, disse ele.

Muito tempo atrás quando eu praticava Kung Fu, aprendi que de acordo com a cultura chinesa, se o aluno tem dúvida após o professor ter ensinado, ele deve se calar e observar. Perguntar sobre uma coisa que já foi ensinada por um mestre, é sinônimo de desrespeito e desarmonia durante a aula “Se você tem dúvida não pergunte, refaça o exercício, porque o professor vai te corrigir. Preste mais atenção dessa vez”.

A minha técnica para sair de problemas e sanar grandes dúvidas, é silenciar, observar e repetir de forma diferente. Eu levo isso para tudo na vida!

Eu sou arquiteta e gosto muito de estudar novas culturas e me esforço para tentar entender algumas coisas, que para mim parecem muito erradas e muito simples de corrigir, mas as pessoas ignoram ou nem tentam mudar nada. Se você for estudar os povos antigos, vai se deparar exatamente com esse pensamento, de repetir, mesmo quando dá errado, pela tradição.

Para nós ocidentais, isso pode significar pouca inteligência e medo do novo, mas para obter um diagnóstico mais adequado, você precisa parar de julgar e mergulhar nessas culturas antigas. Uma das formas de fazer isso, é estudando, como os antropólogos fazem, sem julgar, apenas fazendo o que eles fazem, sentindo o que eles sentem.

No ano de 2020, a cultura que eu mais estudei, principalmente no primeiro semestre, foi a indiana. Para mim sempre foi um grande paradoxo, a imensa sabedoria contida nos Vedas e Bagavadeguitá (Bhagavad Gita como se diz por aqui), em detrimento dos problemas sociais daquele país.

De vez em quando, espontaneamente, aparece alguma informação interessante sobre a Índia, muito além do que conhecemos. Ontem eu estava estudando uma festa muito popular por lá, que se chama Kumbh-Mela.

Trata-se de um festival que ocorre quatro vezes a cada 12 anos, onde de acordo com o hinduísmo, “deuses e demônios entraram em guerra por causa de um pote que continha o néctar da imortalidade”.

Durante o festival de Kumbh-Mela, vários Sadhus (homens santos) se dirigem para as margens do Ganges, para participar se purificar.

Sadhus são homens renunciantes, que renunciaram a toda materialidade para se purificar. Comem o que lhes oferecem, se vestem com tangas ou vivem nus, cobertos de cinzas das pessoas cremadas e praticam posturas muito avançadas de Yoga e meditação.

Os Sadhus têm uma lição muito importante para você que se sente fraco, pobre e sem amor.

Aqui na nossa cultura, tudo o que traz sofrimento é considerado como obra do diabo e, por esse motivo, precisa ser banida de nossas vidas o quanto antes.

A simples possibilidade de imaginar que nossa vida está péssima por conta da ação nefasta de um ser ou de pessoas muito mais poderosas que nós, já nos causa mais dor ainda e muita culpa, por sermos tão fracos que permitimos que essas violações ocorram.

Muitas vezes já atendi pessoas à beira do suicídio, por imaginarem que estavam carregando uma magia que lhe foi mandada, que acabou com seus casamento, que causou a sua demissão e que poderia lhe matar com uma doença grave e incurável, e que ninguém consegue retirar.

Essa negatividade passiva só ocorre porque você acredita que o mal vem de fora e não de dentro.

Mas olha o que a Bíblia diz sobre isso: “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas. Isaías 45:7”

Os Sadhus e muito outros povos do oriente e África, também pensam muito diferente.

Eles acreditam que todas as dificuldades ocorrem apenas porque você tem o poder de vencê-las ou porque estava escrito por Deus. Então, quando não existe nenhuma grande dificuldade, eles as criam, para se aproximar ainda mais de Deus.

A fé na prosperidade divina é tanta, que os Sadhus se alimentam apenas do que lhes é oferecido, na crença absoluta de que o universo pode lhes suprir.

Me lembro que ano passado tive notícia de um Sadhu que resolveu deixar um braço para cima, como uma forma de meditação, para aprender que o espírito é superior às dores do corpo. Esse homem ficou com o braço para cima durante tantos anos, que nunca mais o braço dele desceu, mas também nunca caiu, nem gangrenou e não dói mais, mas no começo, deve ter doido muito.

Todos esse homens santos praticam posturas muito elevadas de Yoga, que eles aprendem observando. A maioria aprende suas lições de forma solitária e meditativa, porque só se juntam em algumas festas.

Minha mestra de Yoga Maíra Foresti nos pede para respirar, sentir, respeitar o corpo e se manter na postura.

Esse “se manter na postura” eu levo para tudo na vida! Repetindo!

Está sofrendo? Foi magoado? Puxaram seu tapete? Perdeu o emprego e o amor? Respeite seu sofrimento e se mantenha na postura positiva, não na postura de vítima.

Também tive uma mestra de neurolinguística, que nos ensinou que: “todas as emoções e sentimentos, por mais estranhos que pareçam, precisam ser acolhidos”.

Que lição esse sofrimento lhe trouxe?

Na hora em que você descobrir, acaba o sofrimento.

Texto Revisado

Publicado dia 18/1/2021
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Autor: Rosana Ferraz Chaves   
Oraculista, sensitiva e escritora. Se dedica aos estudos de anjos, baralhos e tarots antigos, ministra cursos de oráculos, neurolinguística. Desenha mandalas e cria perfumes mágicos em seu atelier. Autora do livro Magid - O encontro com um anjo.
E-mail: rosanafch@yahoo.com.br | Mais artigos.

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