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Estender as mãos...

por Maria Silvia Orlovas

Publicado dia 5/11/2008 em Autoconhecimento

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Como é bom quando estamos tristes e alguém nos acolhe, oferece apoio ou simplesmente escuta nosso desabafo!
Quem um dia não precisou de um ombro amigo? E quem um dia não teve a oportunidade de servir de apoio a alguém?

Com certeza, oferecer e receber carinho é algo muito bom, mas nas relações íntimas muitas vezes as coisas se perdem e as pessoas acabam esperando uma das outras mais do que deveriam. São muitos os casos de amizades que terminam por conta de um desencontro. Isso para não falar em amor e relacionamentos mais profundos.

Todos nós esperamos coisas das pessoas que estão à nossa volta. Todos temos expectativas quando conversamos, ou oferecemos idéias a aqueles que estão no nosso caminho e é muito fácil se decepcionar com o esquecimento, ou a falta de comprometimento do outro e de lealdade...

Esther me procurou para ajudar a curar uma dor de amor. Homossexual, estava bem resolvida com sua afetividade, porém, sofria absurdamente depois que foi abandonada por sua companheira que nem sequer atendia ao telefone. Mulher madura e inteligente, ela não esperava que a outra mudasse de atitude até porque já havia feito todas as tentativas neste sentido e nada tinha adiantado. Como entendia que esse fato não era uma novidade em sua vida, pois já tinha acontecido algo semelhando num relacionamento anterior, queria ver o que estava preso em Vidas Passadas.

Expliquei que nem sempre podemos direcionar a sessão e que era importante justamente deixar a energia fluir, pois é na fluidez que acontece a cura, quando abrimos mão do nosso jeito de ver a vida para dar espaço a uma nova forma de viver.

A sessão mostrou uma vida como amazonas, na qual minha cliente teve que enfrentar a ausência da companheira que quis ter um filho. Quando a criança nasceu a outra abandonou tudo e foi viver com o pai da criança... Ela se sentiu preterida, diminuída e com muita raiva. Tocou sua vida por que era uma guerreira, mas não limpou este trauma. Sentiu-se traída pela outra porque acreditara que viveriam juntas, companheiras para sempre. Não aceitou que a outra pudesse mudar de idéia e guardou o sentimento de inferioridade frente à escolha da parceira dentro do seu coração.
As vidas que se seguiram mostravam sempre o mesmo padrão, um sentimento de inferioridade, carência afetiva e um imenso desejo de fazer tudo para agradar e seduzir o outro. Essa tendência era tão forte que Esther é hoje uma mulher super organizada, até meio perfeccionista com seus compromissos. Com isso, ela se tornou também bastante exigente no convívio.

Voltando da sessão, ela me disse que tinha feito tudo para a companheira e que não entendia a reação da outra, mas que entendia que tudo tinha um limite e quando a outra pediu para morar junto ela recusou.
“Mas por que você não quis morar com sua namorada?”
“Bom, Maria Silvia, achei que estava me doando demais e fiquei com medo que ela me usasse. Achei que ela queria que eu bancasse coisas demais na vida dela. Fiquei com medo de não receber nada em troca”.
Claro que a atitude da Esther é compreensível porque todos nós esperamos coisas das pessoas. Esperamos reconhecimento, gratidão, entendimento e ajuda, e geralmente esse retorno não vem das pessoas que ajudamos, que amamos. Às vezes, a vida dá uma grande volta até nos oferecer coisas boas, mas a vida espiritual ensina que uma hora os ventos sopram a nosso favor. No caso em questão, Esther fechou o fluxo e depois se ressentiu com o resultado. Mas o que fazer se ela achou que ali estava o seu limite na doação? Cada um sabe das suas possibilidades.

Estender a mão deve ser um ato consciente de oferecer sem esperar a troca porque essa espera pode ser muito frustrante. Então, se damos algo a alguém, que façamos porque podemos, sem doar para seduzir o outro a gostar de nós. Damos porque temos em abundância, porque essa história de ser bonzinho só para ficar bem na foto é uma forma falida de arrumar a felicidade.

Vamos estender a mão quando de fato estivermos conectados com a fonte divina. Vamos ouvir o outro quando tivermos vontade, tempo e disposição. Vamos ajudar o amigo, irmão, namorado quando pudermos e, se não estivermos disponíveis, vamos dizer “não” sem medo de magoar. Porque é melhor a gente ser honesto e conviver com as nossas escolhas do que deixar a vida nos levar e ficar com raiva de ver onde chegamos.

Que estender a mão seja tão fácil quanto acenar com ela uma despedida...
Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos.
Venha participar do seu
Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas-feiras no seu espaço em São Paulo. Venha ouvir pessoalmente as canalizações.

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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