Eu não sou mais uma devota Sai.
Autor Ana Carolina Reis
Assunto AutoconhecimentoAtualizado em 2/14/2026 5:50:59 PM
Por muito anos, frequentei um grupo espiritual, de um líder indiano, que se autoproclamava Avatar...
Na cultura indiana, significa aquele que já nasceu desperto, em unidade com Deus.
Conheci esse grupo por meio do método educacional de Valores Humanos, no qual fiz algumas formações e trabalhei bastante, inclusive na Escola do Rio de Janeiro, que atendia as crianças carentes do Morro dos Macacos.
Aprendi muito, cheguei a pensar em fazer Pedagogia. Mas, meu coração sempre pulsou pelo caminho das terapias, embora ainda houvesse (naquela época) uma atriz dentro de mim.
Conheci meu esposo em 2013, por pertencermos a este grupo, inclusive. Por esse e tantos outros motivos, tenho muita gratidão.
Por muito tempo, meu Espaço Terapêutico abrigou o Centro Sai de Porto Alegre e tanto ali, como no Centro de Copacabana (por onde comecei a frequentar) aprendi muito, mesmo, de todas as formas possíveis (tanto boas quanto ruins).
Em 2018, viajamos para o Ashram dele e ali vivi experiências incríveis. Realmente, cheguei a acreditar que ele seria um Avatar, pois me sentia protegida e cheia de amor e devoção.
Nessa época, contudo, eu ainda estava bastante desconectada do meu pai terreno. Achava que havia "perdido" meu pai, apenas por ele ter partido deste plano. Me sentia, então, "sem pai" e buscava no Baba (que significa Pai, em sânscrito) literalmente essa presença paternal.
Assim, lá pelos idos de 2019, meu esposo e eu recebemos uma confidência de um amigo devoto indiano, que teve experiências terríveis na infância com esse mestre. Achei por bem não comentar aqui... Inclusive, para respeitar a fé de muitos que ainda o seguem.
Vocês não conseguem imaginar o tamanho do meu desgosto... Foi tão grande que meu coração se partiu.
Me senti órfã espiritualmente, mesmo já trabalhando com os Mestres, desde 2012, e sendo devota de Nossa Senhora, desde criança.
Buscando me reconstruir, comecei pelo terço, que sempre foi o meu chão. Então, aos poucos, retomei minhas práticas cristãs e as meditações ascensionais que sempre fizeram parte da minha caminhada espiritual.
Nos afastamos do Centro Sai e toda minha devoção se foi...
Nunca falei sobre isso publicamente, pois ainda não me sentia preparada.
Como muitos que me acompanham, por aqui, são daquela época (e talvez ainda me visualizem desta forma), senti necessidade de fazer esta atualização.
Sai Baba foi um mestre muito importante, em uma etapa difícil da minha vida, mas essa fase se cumpriu.
Não sou mais uma devota Sai.
Não condeno, julgo ou censuro quem ainda o segue. Porém, não me identifico mais.
Precisava fechar essa porta e agradecer, humildemente, tudo que recebi e sou grata.
Agora, posso me despedir e seguir.
Sigo sendo devota de Deus, de Maria e, atualmente, tenho deixado Jesus se aproximar de mim por meio do Terço da Misericórdia, onde cicatrizei e curei essa ferida.
Me sinto, enfim, fortalecida com a presença do meu pai em mim, assim na Terra, como no Céu.
Que assim seja,
Amém!
Ana Carolina Reis
www.espacopachamama.com
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Autor Ana Carolina Reis Responsável pela Escola Ascensional Aurora Pachamama. Terapeuta Integrativa (CRTH-BR 6400 ABRATH), Mestre em Reiki e Seichim, Apometria, Cristaloterapia, Terapia Floral, Constelação Familiar, Psicoterapia Reencarnacionista, Magnified Healing® e Light Healing®. Psicóloga, formada pela UFCSPA. Autora do "A Sabedoria dos Cristais". E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Autoconhecimento clicando aqui. |
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