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Eu, o anônimo



Eu, o que sou? A coisa mais certa que sei é que sou eterno. Deram-me muitos nomes, mas não sei meu nome de origem, lá na minha criação. Acho que vou escolher me chamar “Anônimo”.

Hoje sou um homem, posso ter sido mulher em outra vida, mas sei também que sou muito mais do que isso. E por ser indefinível, simplesmente vou ser o que sou. Se eu não acertar o que sou, pelo menos não digo o que não sou.

Hoje sou um ser no meio de outros seres interligados. Porém, muitos não me conhecem, mas vejo todos em um. Sinto-me feliz onde não há nada, e vivo intensamente em tudo. Sou um ser nascido da mais pura energia do amor Universal.

Poderia até não existir, porém, existo, e quero viver na minha total plenitude. Contemplo a mim mesmo e, com imensa gratidão, me curvo diante do Universo. Existo por que a todos sinto, mas nem todos querem me sentir. Também me curvo aos animais, aos vegetais e a você.

Morri ontem, nasci hoje, estou vivo no agora, mas amanhã não sei se aqui estarei. Eu, o “Anônimo”, estou feliz por estar entre a vida eterna e a morte da vida. Fui ao espaço, e do Universo vi os bilhões de anônimos na Terra, e cada um tinha um nome, sem saber sua verdadeira origem. Imaginei quantos de nós existem pelo Universo, e tive a certeza do meu anonimato.

O que sei é que existo, e sei desse infinito sentimento de não conhecer o meu Universo interior. Constituído de vários milagres e com a certeza de possuir um poder infinito, bem maior do que qualquer outra coisa, sou uma unidade em tudo, e estou em todos os outros mundos. Sou um mistério, o indiscutível. Quando acerto, sou divino, quando erro, um tolo.

Fui criado da mais pura essência de bondade. Sou o mágico de mim mesmo, me transformando em amor. Sou “Anônimo” até que alguém necessite de minha ajuda, sou “Anônimo” até ser ajudado.

Por mais que quisesse me conceituar aqui, por mais linhas que eu escrevesse, por mais que utilizasse exemplos sobre minha magia, tudo seria vago, inerte, insosso, se não conseguisse atingir você. Convido-o, pois, a sentir o seu anonimato. Sem dúvida você não entenderá nada do que é. Sei que sou filho e espírito, porém, não sei de onde vim ou para onde vou.

Por mim, o seu nada se torna tudo. Por mim, a sua noite se torna dia. Por mim, o seu vazio se faz plenitude. Por mim, a sua morte se torna vida. Por isso, eu, o eterno e indefinível “Anônimo”, sinto-me feliz em diluir sua angústia, sua tristeza e seu sofrimento em alegria e amor. Por mim, faço no meu coração a magia de imaginar você feliz.

Disseram-me que perderia meu anonimato ao possuir a riqueza. Preferi ficar “Anônimo” e ter a riqueza do sentimento de amor pelo ser. Esta é a riqueza do eu “Anônimo”: ver o próximo feliz sem saber quem é.

Quero a alegria, muita alegria, para passar a plenitude do meu anonimato para a central de distribuição da energia Universal, e enxergar o mundo em constante estado de primavera. Quero a mim mesmo, o eu “Anônimo”, com tantos nomes vividos, mas preciso de você, porque sem você seria insuportável viver no anonimato.

BNN

Texto revisado
Publicado dia 13/12/2007
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Autor: Bernardino Nilton Nascimento   
"Não seja um investigador de defeitos, seja um descobridor de virtudes"./ "Quando a ansiedade assume a frente, as soluções vão para o final da fila"./ "Quando os ventos do Universo resolve soprar a favor, até os erros dão certo". BNN
E-mail: bernardinogga@gmail.com | Mais artigos.

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