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Expansão da Consciência e Religião

por Nicolette Lacerda Soares

Publicado dia 15/1/2008 em Autoconhecimento

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A palavra religião vem do Latim “religio” e significa ligar novamente aquilo que foi separado.

Embora se diga comumente que é melhor evitar discussões sobre religião e política, a própria idéia da expansão da consciência humana para um novo nível, a curto prazo, é o que está em discussão no momento.

Podemos considerar quatro níveis de consciência no desenvolvimento humano, para efeito de maior compreensão: a infantil, a adolescente, a madura e a transcendente.

O interessante a respeito desses níveis de consciência é o fato de que não importa quem você seja, não importa que experiências você tenha tido, não importa que temas você observe, sua visão terá a perspectiva do nível de desenvolvimento em que você se encontra.

Cada nível de desenvolvimento verá as coisas de uma maneira diferente e de diferentes perspectivas. Isso inclui a religião.

1. Nível infantil de desenvolvimento: o nível infantil da religiosidade não adota a lógica nem o raciocínio para avaliar idéias, situações, etc. É o nível do pensamento mágico. Um cristão nesse nível, tende a focar e a ser atraído pelo aspecto mágico de Jesus Cristo e da Cristandade – os milagres de Jesus, o nascimento de uma virgem, a ressurreição, o céu e qualquer coisa em conformidade com a visão mágica dessa pessoa sobre a realidade.

O mesmo é verdadeiro também para qualquer outra religião – Budismo, Hinduísmo, Islamismo, Judaísmo. Um pensador infantil interpretará aquela religião de um ponto de vista do pensamento mágico.

O Hinduísmo, por exemplo, é repleto de “histórias de milagres” – sobre coisas não conformes com as leis da física, mas que são vistas como verdadeiras, embora sem nenhuma evidência de que sejam algo além de lendas.

2. Alguém no próximo nível de consciência tenderá a ver as coisas em termos duais: ou isso ou aquilo, ou branco ou preto. Existe uma Verdade, nós a temos e você não. Ou você está conosco, ou não. Somos o grupo de dentro e os do grupo de fora estão mal, pois a Verdade não está com eles. O pensamento nesse nível de consciência é dogmático assim como a religião. Postura excludente, arrogante.

Nesse nível, o pensamento racional começa a surgir, o pensamento mágico começa a esmaecer, mas as escolhas são radicais: ou branco ou preto.Caso você queira escolher uma religião para seguir, nesse nível de percepção, provavelmente você olhará para as crenças – os dogmas – de cada uma e escolherá a que fizer mais sentido para você, ou lhe der grande segurança ou prazer, ou a que lhe oferecer o ambiente social que o fizer sentir mais confortável. É importante perceber que é provável que você simplesmente creia naquilo que sua família ou sua cultura acreditam.

O ponto é que você vai observar a idéia de outra pessoa sobre o que é a Verdade e, então, decidir se você gostou ou quer acreditar nisso.
O pensamento, nesse nível, é muito um pensamento sobre o grupo de dentro e o grupo dos que estão fora. Os que concordam com a sua Verdade estão certos, mas os que acreditam em qualquer outra coisa estão em séria encrenca.
No Cristianismo, por exemplo, quem não aceita a Verdadeira Fé, queimará no inferno por toda a eternidade.
O Islamismo tem umas idéias muito semelhantes a respeito dos “infiéis”.
O Budismo e os Hinduístas acreditam que você ficará sujeito à roda do samsara por milhares de existências. E assim por diante.

Bert Hellinger, criador da Psicologia Sistêmica, diz o seguinte sobre a revelação ( do ponto de vista religioso): "Há, porém pessoas que anunciam ter recebido uma revelação ou possuírem uma experiência religiosa especial, inacessível aos demais, que eles proclamam às pessoas. Assim, os outros precisam crer, em lugar de perceber. Com isso, porém, eles não crêem em Deus, mas no revelador; portanto, num ser humano".

3. Num nível mais maduro de consciência, você ultrapassa o pensamento “ou branco ou preto”. Você percebe o mundo como complexo, multidimensional, paradoxal, e que o pensamento oito/oitenta, tentador na sua simplicidade, nem de longe descreve o que acontece.

Você também percebe que o pensamento racional, embora muito valioso, não é tudo.
Há outras formas de conhecimento – a intuição, por exemplo – e como a vida não decorre toda de uma vez, o pensamento linear que percebe uma coisa de cada vez não capta a realidade muito bem.

Nesse estágio, o pensamento é centrado no mundo, então a idéia de nós contra os outros não funciona mais. Em termos religiosos, você começa a ver os pontos comuns, ao invés das diferenças entre as religiões.

O Conselho Mundial das Igrejas ( The World Council of Churches), sediado em Geneva segue essa idéia.
Agora, não se procura mais um dogma como respostas para saber o que é certo, do que se trata, ou quem você é. Você começa a procurar as respostas dentro de você.

Nos níveis anteriores, a autoridade vinha de fora. Agora a autoridade é você, não mais uma autoridade externa.

Cristãos nesse nível de compreensão vêem Jesus como um exemplo do nível de consciência que todos os humanos podem atingir, enquanto no nível anterior, os Cristãos vêem a Jesus como a grande exceção, ele É e você não é. Ou falando de outra maneira, alguns cristãos vêem os seres humanos como pecadores necessitando salvação, enquanto os outros tendem a acreditar que as pessoas são basicamente boas, com um potencial ilimitado, que Deus as quer felizes, etc. Esses cristãos tendem a dizer coisas do tipo “Deus te deseja próspero”.

4. Finalmente temos a visão religiosa do nível transcendental.
Agora surge algo conhecido como a Iluminação, quando procuramos a realidade além das outras realidades – o Campo das Possibilidades, o Um, a Unidade de Consciência, a Consciência Crística, etc. Nessa perspectiva, o dogma desaparece, pois a idéia nesse nível é a de SER e não a de acreditar em algo a respeito.

No nível da transcendência você faz práticas espirituais e uma procura interna para descobrir por si do que se trata. E, nesse momento, cessa a crítica acerca dos enfoques anteriores.

Embora se percebam claramente as limitações desses enfoques anteriores, não há de errado nisso, pois muitas pessoas não estão ainda capazes de ver o mundo de uma perspectiva adulta.

Devemos nos lembrar de que as igrejas estabelecidas quer sejam Cristãs, Islâmicas ou Judáicas, ou quaisquer outras, tendem a ser convencionais e têm uma doutrina já pronta para os seus fiéis. Elas têm uma opinião sobre quem você é, o que significa ser humano, quais as questões importantes, como você deve se comportar, como você deve se relacionar com Deus, o que é certo e o que é errado, etc.
É perceptível todo um enorme "poder institucional". Essas igrejas devem ser muito competentes nesses assuntos, uma vez que estão aí há séculos e têm milhões de seguidores.

Entretanto, estamos adentrando a era de Aquário, e Plutão adentra em Capricórnio, e todas essas estruturas estabelecidas serão contestadas e reavaliadas.

Agradeço a ajuda de Bill Harris com sua clareza sobre esse e em outros temas relativos à maturidade humana.

Texto revisado por: Cris


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Sobre o Autor: Nicolette Lacerda Soares   
Nicolette Lacerda, Física , Humanista e Astróloga, EFT Practitioner (Emotional Freedom Techniques). Especialista na utilização da “Palavra” como Instrumento de Transformação. Facilitadora de conciliação e de cura interior.
E-mail: [email protected]
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