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Força vinda do oriente - os Mantras



O interesse pela sabedoria do oriente, que milhares de pessoas do ocidente agora demonstram, é genuíno e não desprovido de reverência. Ao contrário de seus antecessores e antepassados, eles não menosprezam o que é misterioso, simplesmente por não estar de acordo com as categorias do pensamento científico ocidental. Esta mudança de atitude merece e recebeu uma calorosa resposta, pois até os mais conservadores guardiões das tradições orientais estão inclinados a abrandar o rigor das antigas salvaguardas, devido à compaixão por aqueles que o desejo de sabedoria é sincero, e que se acham impossibilitados de viajar para longe de seu chão a fim de sentar-se aos pés de sábios durante anos.

Da Índia muitos ensinamentos nos vêm, dentre eles os mantras. Mantra do prefixo Sânscrito "MAN" (mente) e o sufixo "TRA" (ferramenta) é literalmente a ciência de usar as vibrações do som, audíveis e inaudíveis, para promover mudanças físicas e psicológicas.

O mantra é uma invocação, contendo uma sílaba sagrada ou um conjunto delas. É uma combinação de sílabas ou sons divinos que quando cantada com um ritmo específico, com sinceridade de devoção e pureza de pensamento e ação, e preferivelmente com uma acuidade fonética e gramatical, além de fé, devoção e emoção, na maneira prescrita pelas escrituras dos Vedas ou alguma outra, invoca uma divindade específica e a coloca a serviço do invocador para que ele conquiste seus fins desejados.

No hinduismo acredita-se que se um mantra é pronunciado corretamente, a divindade não tem outra escolha senão a de ajudar o invocador.

Quando se inicia na prática de cantar, de maneira regular, um mantra para uma divindade específica, a distância para com a divindade respectiva começa a diminuir criando uma ligação sutil entre os dois (invocador/divindade). Quando num ritual complicado, uma ou mais entidades são convocadas por meio de mantras, seu canto produz vibrações na atmosfera que despertam as divindades e facilitam suas descidas para o local da veneração. O som que é gerado pelo canto do mantra é muito importante, mas normalmente é acompanhado pelos tantras e yantras apropriados.

Acredita-se que está escondido nos mantras a energia, de forma latente, de uma divindade específica, e que se torna ativa no momento em que o mantra é pronunciado de maneira correta como prescrita pelos shastras. A divindade se desperta somente se a vibração gerada pelo mantra estiver em sua freqüência básica.

Nos Vedas fala-se que "a fala é a essência da humanidade". Tudo o que a humanidade pensa e consequentemente se torna, é determinado pela expressão das idéias e ações através da fala e sua derivação, a escrita.

Nas principais práticas védicas assim como na maioria das técnicas budistas e no hinduismo clássico, o mantra é visto como uma necessidade para o avanço espiritual e conquistas mais elevadas. Como o Dalai Lama já afirmou que sem o mantra o Budato não pode ser alcançado.

Bija: forma plural do singular "Bijam" (sânscrito) e significa semente. Estes são sons que não possuem uma tradução direta, mas que contêm um grande poder que brota do "mantra semente".

Por exemplo, o mantra "Shrim" é o som semente para o princípio da abundância (a Divindade Lakshmi, no Panteão Hindu). Se repetirmos "shrim" uma centena de vezes, alcança-se certo aumento de sua potencialidade. Se você o pronuncia mil vezes, certamente seus efeitos serão proporcionalmente maiores.

O mantra mais conhecido do budismo tibetano é Om Mani Padme Hum (os tibetanos pronunciam Om Mani Peme Hum), associado ao bodhisattva da compaixão, Avalokiteshvara. Nesse mantra, a sílaba Om representa a presença física de todos os buddhas. A palavra sânscrita Mani, jóia, simboliza a jóia da compaixão de Avalokiteshvara, capaz de realizar todos os desejos. A palavra Padme significa lótus, a bela flor que nasce no lodo; do mesmo modo, devemos superar o lodo das negatividades e desabrochar as qualidades positivas. A sílaba Hum, representando a mente iluminada, encerra o mantra.

Pode-se recitar mantras nos momentos em que sentimos necessidade de nos conectar com as qualidades das quais eles falam: alívio, calma, alegria, amparo, ânimo. Não custa tentar. Afinal, o mínimo que a prática poderá fazer é deixá-lo mais tranqüilo e concentrado.

SHANTI SHANTI SHANTI

Texto revisado por Cris
Publicado dia 4/3/2007

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Autor: Lucia H. Corá   
Lucia Corá, empresária, terapeuta vibracional há mais de 15 anos. Formada em Reiki, Karuna Reiki, Magnified Healing®, Light Healing®, Theta Healing®, Cura Multidimensional Arcturiana, Aromatologia e TRF. Praticante Certificada de Registros Akáshicos
E-mail: luciahcora@hotmail.com | Mais artigos.

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