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Invisível no amor



Numa tarde quente do outono paulistano recebi Nilma, uma mulher de aproximadamente 35 anos. Sua reclamação não era muito diferente de muitas mulheres jovens que desejam um companheiro e não conseguem. Nilma se sentia invisível no amor.

Achei muito interessantes suas palavras e resolvi escrever um texto sobre o assunto, porque percebi que muitas mulheres passam por essa situação sem saber muito bem como resolver. Algumas investem em roupas, cirurgias plásticas para arrumar aquilo que está comprometendo o visual; outras procuram freqüentar lugares onde poderiam encontrar alguém e algumas poucas tentam mergulhando em si mesmas para entender onde nasceu o problema. Claro que cada caso é um caso e que aquilo que se aplicou na questão de Nilma nem sempre servirá para todas, mas acho que ainda assim vale o esforço de entender o que estava por trás dessa invisibilidade. Nilma dizia claramente que achava que sua vida era ruim porque nasceu num lar desestruturado. Mas seria apenas isso?

Bom, meu caro amigo leitor, sei que não é fácil nascer numa casa sem amor, sem entendimento ou respeito entre as pessoas, mas será que os lares das outras pessoas são estruturados? E, afinal, qual é a estrutura que precisamos ter para fortalecermos o amor? Acho que alguns dentre nós respondem prontamente que a estrutura necessária é o respeito, a amizade, a parceria, o entendimento entre os familiares. Mas como será que nos comportaríamos nesse lar ideal frente às tempestades da vida como doenças, luto, perda de emprego que, infelizmente, são condições absolutamente naturais na vida de todos nós e que enfrentamos de uma hora ou outra?

Pois bem, a primeira parte do meu trabalho com Nilma foi desmistificar a possível causa da sua invisibilidade. “Nilma, minha linda, você não herdou esta invisibilidade dos seus pais!”, disse brincando para aliviar a dor. "Um lar desfeito é algo muito comum e com certeza traz sofrimento, mas não define seus relacionamentos. Seria como perguntar quem nasceu antes o ovo ou a galinha! E, afinal, por que sua alma nasceu num lar desfeito, sem amor? Por que ter como pais pessoas que não se amavam?" Sempre explico que de alguma forma nosso espírito escolheu ou provocou esse nascimento. Assim podemos concluir que essa era uma experiência necessária para Nilma.

Na sessão de vidas passadas que se seguiu a essas colocações apareceu uma existência em que minha cliente tinha vivido no Egito como escrava, cuidava das pessoas, trabalhava muito, mas não recebia nada em troca. Quando um rapaz também escravo mostrou interesse por ela, muito descontente com a vida, ela simplesmente não se deixou envolver pelos encantos da paixão. Não se sentia aberta para isso, assim ele foi embora de sua vida.

Numa outra existência ela se apaixonou por um homem casado e aceitou ser sua amante; no entanto, engravida e ele sugere um aborto e ela acaba morrendo nessa infeliz condição. Sua alma se sentia triste, sem esperança, sem acreditar no amor e na vida e essa visão distorcida do destino estava transbordando na vibração desta moça que hoje se sentia invisível.

Na verdade, ela estava criando este escudo invisível para não se ferir. Acreditando-se pequena, sofrida e triste ela estava materializando essa crença em seu caminho. Mas como fazer com que Nilma acreditasse na felicidade e colocasse essa crença em prática? Como fazer alguém vibrar mais feliz?

Sugeri que Nilma procurasse fazer coisas que ela gostava ou que achava que gostava, porque muitas vezes as pessoas ficam tão tristes que não sabem mais do que gostam. Parece que perdem a conexão com suas vontades perdendo também o brilho pessoal. Talvez, pior do que se sentir vítima de um lar desfeito seja se acreditar frágil e necessitada de cuidados. Quem vai querer namorar alguém baixo-astral necessitando de cuidados?

As pessoas querem se associar, namorar, casar, trabalhar com pessoas positivas, pessoas que levem alegria ou que, no mínimo, tenham alguma luz para oferecer. Ninguém quer se unir a perdedores. Estas observações podem parecer cruéis, mas infelizmente são sentimentos bem reais na maioria das pessoas.

Nilma estava invisível para si mesma e não apenas para o amor. Sei que minha sessão não foi muito leve para ela, mas quando essa moça saiu do meu espaço já estava mais animada para seguir sua caminhada gostando um pouco mais de si mesma e investindo na sua cura, mudando suas crenças e vibração. Ela que queria ser amada não sabia ser amável... Amável no sentido da palavra: digno de ser amado, delicado, agradável.

Maria Sílvia que trabalha com Vidas Passadas há mais de dez anos agora está abrindo um Grupo para vivência de experiências espirituais e de Vidas Passadas. Confira no Espaço Alpha Lux em São Paulo.

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Texto revisado por Cris
Publicado dia 8/11/2007

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Autor: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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