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Livro Redescobrindo o Eu Verdadeiro - Autor: Marcos Porto

por Marcos F C Porto

Publicado dia 27/4/2008 em Espiritualidade

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Por El Morya Luz da Consciência

"Todos nós temos nossos sofrimentos como sendo do tamanho de um copo de sal; caso escolhamos dissolver esse sal em uma jarra contendo água, essa água se tornará sem condições de ser bebida; no entanto, se escolhermos dissolver esse mesmo sal em um lago, a água continuará a manter condições de ser bebida”. Essa analogia nos leva a entender que os limites de nossa mente podem ser comparados à jarra ou ao lago, então, as linhas de demarcação de nossas situações de tristezas dependerão do espaço mental onde iremos dissolver o sofrimento. Está claro?

Como já dissemos anteriormente, as vicissitudes da vida acontecem a todos, sem distinção. Doenças, perda de entes queridos, dificuldades financeiras, traições e decepções com pessoas em quem confiamos e tantas outras acontecem porque são parte da vida. Quando amadurecemos para a vida percebemos que não há antídotos para as vicissitudes, ou mesmo amuletos que as previnam. Coisas ruins acontecem para pessoas boas! Tristezas, assim como alegrias, fazem parte da trajetória de vida.

Nas livrarias, Internet, revistas e programas de tv encontramos grande número de livros, artigos, sites ou entrevistas abordando formas de esperança de como pensar, orar ou se comportar no sentido de prevenir o sofrimento. Na verdade, a única forma adequada será aprendermos como lidar com essas situações adversas.

Sabemos que há duas formas de sofrimento: opcional e compulsória. A própria distinção já revela a participação de nossa mente. As compulsórias, como já dissemos, fazem parte da vida, ou seja, não podemos nos livrar delas. Dessa forma, com critério, quaisquer que sejam as ocorrências de sofrimentos, a maestria será atingida no aprendizado em como lidar com elas. Correto? Esse aprendizado será igualmente percebido também por corpo e espírito junto com a mente de forma continuada, conduzido por nossa intuição. Ganharemos uma espantosa introspecção ao entender que somos Seres Divinos, com identidades individuais e universais."
Trecho do livro "Redescobrindo o Eu Verdadeiro", autor Marcos Porto

Entrei em contato com verdadeiras pérolas de sabedoria lendo este livro e pensei: Acaso alguém pode chegar a ser um verdadeiro espiritualista, ou mesmo, um humanista amador (como é chamado nosso caro amigo e autor) sem perdoar, sem compreender, sem discriminar ou amar incondicionalmente? O homem, cheio de padrões e crenças, de julgamentos e preconceitos, falta de perdão, e até mesmo de amor, confronta-se com seus próprios “atos falhos”, criados por sua mente concreta; e o mundo está repleto daqueles que se intitulam “espiritualistas”, mas, na verdade, possuem “somente a pretensão” de serem um dia. Para chegar nesse nível têm que percorrer um longo caminho onde criar uma ponte entre sua mente concreta e a superior percorrem uma longa estrada.

Refletindo, reconhecemos que um verdadeiro espiritualista para progredir, tem uma vontade única: a de crescer, de expandir sua consciência, compreender verdadeiramente os fatos da vida, como se multiplicam as dificuldades, quando não ouvem seus corações e encarar isso de forma simples e natural.

A ética de um homem deve ser o seu espírito. Trazer essa energia para sua personalidade é o que constitui sua característica mais profunda e distintiva. Seu caráter, sua dignidade, sua ética demonstram o que um homem é verdadeiramente, e não o que deseja ser. O que o move a expandir sua consciência é o tesouro que encontra ao nascer e a herança que deixa depois de sua morte; e esse é o destino ao qual o ser humano não pode escapar.

O homem que manifesta sua consciência divina em todos os seus atos, exerce isso entre os seus semelhantes. É essa atitude que encaminha seus passos de volta à casa do Pai, ou para uma vida melhor aqui na Terra. Os sábios da tradição budista dizem que nossa identidade espiritual, a qual chamam de nirvana-samsara, está acima da ordem de nosso mental inferior; ela encontra-se na nossa divindade, no nosso Santuário Sagrado, no nosso coração. “Divindade" significa "mente sagrada" e é uma manifestação da dimensão pura de um indivíduo, não de algo externo. Descobrir que a mente que percebe a iluminação e a que exerce a divindade não se separam. São unas.

A principal manifestação de um espiritualista verdadeiramente iluminado é perceber o mundo dos fenômenos como uma mistura de bom e ruim, de luz e de sombra. É visualizar-se como uma divindade e todo o mundo como uma terra pura. Ele treina sua mente para uma percepção pura, reconhecendo essa natureza em todos os seres humanos, sem discriminação ou qualquer tipo de preconceito.

Dessa maneira cria PAZ, dando sua contribuição humana para a harmonia e o ritmo do Planeta e do Universo que significa ter a capacidade de confrontar-se com seus irmãos, destituído de inimizade, com o coração aberto e cheio de amor.

A mente daqueles que não possuem iluminação é importunada por pensamentos duais, não aperfeiçoam a sabedoria e a compaixão. Os iluminados, em alto grau de consciência cósmica, são aqueles que possuem a verdadeira energia crística no coração. Dessa maneira passam a ser “Cidadãos da luz” e não mais terrestres apenas presos à superfície planetária e a seus egos. Tornam-se capazes de construir corpos eletrônicos que suportam as vibrações dos planos superiores, dos planos de luz.

Até que nossa mente se torne uma iluminada Mente de Sabedoria não-dualista, sempre haverá conceitos verdadeiros e falsos. Para a mente sublime, a verdade absoluta está além dos seus conceitos. Ela não confia neles para alcançar a iluminação, porque sabe que o Mental Cósmico, não é aquele mental que é usado nas demonstrações de várias capacidades, a utilização da própria intelectualidade comum, ou, até das que apresentem “QI” elevado. O mental que devemos compreender agora é o usado pelo HOMEM REAL, e não aquele em que o homem perdeu todo o domínio natural do pensar e sentir, razão pela qual ele sempre está buscando o equilíbrio perdido, que só retornará quando ele puder manifestar aquele Mental Cósmico, independente do QI que ostente, ou fenômenos que demonstre.

Todos que dificultam essa busca de equilíbrio e suas transformações ainda não "acordaram" da grande Ilusão que é a matéria. O mal e a dualidade com seus preconceitos predominam em nosso psiquismo e conseqüentemente retornam para o ambiente em que vivemos. O círculo é vicioso e a causa principal dessa tendência é a ignorância das leis universais e do materialismo. Somente a maturidade espiritual é que desperta o senso de justiça e da substituição gradual do mal pelo bem, transformando tudo em perdão.

Estamos numa fase de transição para uma dimensão superior, ou seja, o mal (que ainda existirá por algum tempo) não será mais predominante. Temos o dever de acreditar que, no planeta Terra, o Bem não é apenas ficção, ele é uma realidade. Por isso se diz que Deus escreve certo por linhas tortas. Afirmam os sábios que é preciso saber chorar e tirar proveito reflexivo das lágrimas. Assim evoluímos!

Vera Godoy

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Marcos F C Porto   
Marcos F C Porto – Terapeuta Holístico - Psicoterapia Holística Transpessoal – CRT 44432, Diplomado em ITC - Integrated Therapeutic Counselling, Stonebridge, UK, trabalha auxiliando pessoas na busca da sua essência, editor do OTIMIZE SEU DIA! há 20 anos, autor do livro - Redescobrindo o Eu Verdadeiro, facilitador de Grupos de Reflexão há 17 anos.
E-mail: [email protected]
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