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Mago Merlin. A Lenda continua viva... (Final)

por João José Baptista Neto

Publicado dia 17/1/2008 em Autoconhecimento

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Se olharmos a obra do cronista Nennius do século IX, da qual é sabido Monmouth sacou inspiração, os textos mencionam um menino chamado ‘Ambrosius’ (que profetizava a derrota dos bretões pelos saxões) em seu livro ‘Historia Britonum’. Esse nome causa alguma confusão uma vez que outros textos indicam que Uther Pendragon lutou ao lado de seu irmão que também tinha o nome de ‘Ambrosius’. Se assim é, significa que Merlin era irmão de Uther? É argumentado pela maioria que Merlin era conhecido como ‘Merlin-Ambrosius’ por ser apadrinhado de ‘Aurelius Ambrosius’ (irmão de Uther Pendragon), e não porque era irmão do Grande Rei da Bretanha.

É-nos dito que ‘Merlin, o Mago’ deu assistência a Uther Pendragon. Quando Uther desejou enganar ‘Igraine’ disfarçando-se pelo uso da magia como seu marido, o trato a que Merlin fez Uther concordar foi o de que o seu primeiro filho deveria ser entregue a ele. Merlin, então, como sabemos, por sua vez o entrega a ‘Ector da Floresta Selvagem’.

De acordo com a lenda, Merlin é reputado ter sido o responsável pelo transporte das pedras de ‘Stonehenge’ da Irlanda para a Inglaterra. Entretanto em outras lendas é Merlin quem aconselha ‘Aurelius, Rei da Bretanha’ a trazer as pedras (referidas como a ‘Dança dos Gigantes’) para a Inglaterra por duas razões; primeira, para atuar como um monumento àqueles que tinham morrido durante as batalhas com os saxões e, segundo, porque as pedras possuíam grandes poderes de cura. No entanto, deve ser ressaltado que acredita-se que Stonehenge deve ter sido construída em 1700-1800 a.C., sendo mais tarde um local ritualístico de devoção dos druidas que são conhecidos por estarem pelas cercanias durante a legendária época de Merlin e Arthur. De acordo com o Dr. Thomas (Pesquisador Geológico de Sua Majestade) algumas das pedras foram erigidas em uma data posterior e não são de origem local, sendo indicadas pelo Dr. Thomas como sendo de Prescelly Range, em Pembrokeshire (UK).

O ‘Ciclo Vulgata’ francês do século XIII e os romances anglo-normandos ingleses mantiveram a importância primordial do personagem chamado ‘Merlin’. ‘Thomas Malory’ em ‘A Morte de Arthur’ (1485) descreve Merlin como um conselheiro e guia de Arthur, o qual orquestrou a retirada da ‘Espada de Branstock’ da pedra por Arthur quando ele tinha a idade de 15 anos, como já nos foi dito: que Merlin tinha a habilidade de lançar as mais poderosas maldições e encantamentos.

A existência de Merlin tem sido sempre objeto de debate, mas podemos ter certeza de que uma pessoa desse nome e por suas muitas derivações aparece nos textos antigos como um profeta, ou bardo, ou príncipe e/ou poeta. Merlin é mesmo descrito em um texto, nas palavras de sua irmã, como o ‘presidente bardo sobre as Águas de Clyde’.

Comte de Villemarque contestou que ‘Myrddin ab Morfryn’ fosse uma pessoa completamente diferente de ‘Merlin-Ambrosius’ ou ‘Merlin Emrys’. Apesar disso é acreditado que ambos parecem ter vivido em ‘Strachclyde’ (Escócia – UK) e ambos predisseram os mesmos eventos. Muitos bardos do século XII davam o crédito de muitas das predições de ‘Merlin-Ambrosius’ a ‘Merlin ab Morfryn’ um século mais tarde do que os escritos de Geoffrey de Monmouth, indicando a aceitação da conclusão de Monmouth de que essas duas pessoas eram uma e a mesma.

Merlin-Ambrosius é tido ter sido um rapaz/homem jovem em Vortigern (ano estimado de 480). Porém, Merlinus ab Morfryn aparece como um velho perante a Corte de Rydderch Hael, aproximadamente no ano de 570. Outra distorção no nome então aparece, que de acordo com a obra, na Corte de Merlin é conhecido como ‘Lalockin, o gêmeo’, sendo gêmea sua irmã ‘Gwenddydd’ a qual descreve seu irmão como ‘meu mundialmente famoso irmão gêmeo’. Tem sido sugerido que Monmouth, ao desenvolver o personagem de Merlinus, sacou a descrição de Lailoken para prover seu personagem com um propósito e herança dramática.

Descrito normalmente como magro, alto, com uma longa barba branca, a essência simbólica do papel de Merlin na lenda Arthuriana hoje aparece em alguns dos mais populares personagens de filmes do século XX tais como em ‘Guerra nas Estrelas’ como ‘Obi Wan Kenobe’, e como ‘Spock’ em ‘Star Trek’. Ele é o arquétipo do mago/feiticeiro/conselheiro, que é de uma nobre raça embora sua descendência não seja clara, que emprega conhecimento arcano e poderes místicos da Terra e dos céus, as duas principais energias da vida, para a vitória do bem sobre o mal, da luz sobre as trevas, da reencarnação sobre a morte.

Uma das mais perseverantes lendas românticas Arthurianas revela o envolvimento de Merlin na ascensão de Arthur à posição de Grande Rei da Bretanha logo após ser criado por Ector da Floresta Selvagem. O que se segue é típico de como Merlin foi visto ter empregado conhecimento arcano para unir o reino e o povo.

Dois anos após o nascimento de Arthur, seu verdadeiro pai, ‘Uther’, morreu. Sub-reis e Lordes mandaram e desmandaram na Ilha da Bretanha. Cada um manifestou seu desejo de ser líder dos Bretões. Quando Arthur alcançou a idade de quinze anos, diz-se que Merlin convocou todos os líderes a Londres para decidir quem seria finalmente coroado o Grande Rei da Bretanha. É descrito que Merlin fez surgir uma pedra com uma espada, no princípio referida como a Espada de Branstock, no adro de uma antiga capela. Numa inscrição sobre a pedra se lia ‘Aquele que tirar a espada desta pedra é por pleno direito de nascença Rei de toda a Inglaterra’. Todos disseram ter tentado tirar a espada da pedra mas falharam. Mais tarde todos iriam questionar o direito de Arthur por ter retirado a espada, mas até então ninguém o conhecia nem sabia da descendência de Arthur.

Enquanto isso, ‘Ector’, ‘Kay’ e Arthur chegaram a Londres. Os dois senhores [quando souberam do fato] pediram evidências quando Kay revelou que ele tinha esquecido sua espada. É dito de Arthur ter ido procurar sua espada e na volta passou pelo mesmo adro da capela, o qual estava agora quieto e vazio. Ele retirou a espada da pedra e a entregou a Kay. Ector pediu uma prova da explicação de Arthur de como ele tinha conseguido a espada, e assim viajaram juntos até o mesmo local e a espada foi recolocada na pedra. Tendo ambos falhado, Ector e Kay, observaram enquanto Arthur a retirava da pedra sem nenhum esforço.


Fraterno abraço.

Cavaleiro Templário

Texto revisado por Cris

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