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Mantenha o centro!



Querido Amigo,

Sai para a rua nesta tarde de final de outono, já com ares de rigoroso inverno, para resolver alguns assuntos.
Deixei meu carro num estacionamento e caminhei pela calçada da movimentada avenida. As mãos protegidas e aquecidas nos bolsos do casaco pesado, a cabeça envolvida por um macio cachecol, o vento gelado a fustigar meu rosto; senti na pele que os opostos se entrelaçam, que o frio queima, também.

Caminhava, o pensamento viajando longe na observação das pessoas passando apressadas.
Expressões, as mais variadas, esbarravam tensas, introspectivas, contraídas, umas nas outras, sequer levantavam o olhar, quanto mais, desculparem-se. Ensimesmadas.
Nenhum sorriso amistoso no trajeto que fiz.

Deparei-me com um aconchegante Café e entrei. O calor tépido da calefação, a música suave, o cheiro gostoso do pãozinho de queijo recém-assado e o aroma perfumado do café, bailavam no ar... um convite irrecusável.
Encontrei um lugar a um canto resguardado de onde eu podia ver a rua.
Uma sensação muito boa me envolveu. Então, eu me senti, de repente, a pessoa mais feliz e agradecida do mundo por poder estar ali, sentada num lugar quentinho, bonito e... na melhor companhia, eu mesma; depois de ter caminhando sem pesos, sem dores me oprimindo, com o coração leve e a alma serena, mesmo sabendo que tenho problemas como todos, mas que não estavam impedindo minha felicidade simples de caminhar em paz comigo e com o mundo, sorrindo para mim mesma.
E sorri com mais alegria ainda, chamando a atenção da menina do caixa que deve ter achado muito estranho.
Com meu café brindei à vida e disse baixinho:

- Eu estou feliz! Eu sou feliz!

E só precisei, para sentir essa energia pura e saudável, caminhar pela rua liberta de conceitos, preconceitos, medos, culpas, programações, estando no aqui e agora.
Aí, amigo, chegando em casa, vim para o computador procurar um mail que precisava reenviar e encontrei o teu, uma resposta para mim, sintético e direto:
Ok. Mantenha o centro.
Sorri,contente, lendo-o e relendo-o muitas vezes.
Fora isso que eu experimentara na rua. A beleza e a força de manter o centro.
Um beijo, obrigada pela sintonia,

Claudette

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 1/6/2007

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