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Mãos que guiam


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Há algum tempo atrás, quando dei um tempo nos atendimentos para me reciclar, minhas mãos (que tinham parado de massagear) sentiam uma necessidade enorme de fazer algo.
Procurei a cerâmica e, embora adore, não me sinalizou nenhuma conexão. Então, deixei de lado, pelo menos por enquanto. Fui para o tricô, mas não era só isso. Sentia uma vontade de ampliar o horizonte, apesar de estar encontrando o silêncio, a concentração e a criatividade. Sentia que faltava alguma coisa, minha alma e minhas mãos queriam mais.

Num belo dia, vasculhando coisas no armário, fazendo uma organização, encontrei um material que tinha ganho num curso de dream catcher. Bom, como não sou de ignorar os fatos peguei o material e comecei a recordar como foi a experiência. Fiz o curso para levar uma amiga que estava meio perdida, procurando uma atividade, desmotivada com a vida e com os resultados que tinha obtido até então. Não dei a menor bola para o curso; dizia que não tinha nenhuma habilidade manual e que estava apenas me divertindo. Graças a Deus a mestra me deu o material e me disse: "Para um dia, quando você tiver vontade". Muito tempo se passou até encontrar esse material no fundo do armário. E neste momento eu era a minha amiga, desmotivada, procurando um novo mote para continuar a minha caminhada.

Fiz o primeiro dream, presenteei uma amiga, e depois outra e mais outra, e a atividade começou a fazer parte da minha vida. Na verdade, o dream resgatou a minha vida.

Quando encontramos o motor que nos levará adiante, os sinais surgem. Livros, encontros, músicas. Sonhos, conexões, pensamentos, intuições. Tudo começa a fazer sentido. A arte de tecer é resgatar a anciã dentro de nós. A velha sábia, paciente, doadora. Comecei a sentir uma ligação imensa com ancestrais, a natureza, o silêncio, a harmonia. Como é bom encontrar a ação que nos leva e eleva.

Tecer é um presente que Deus nos dá, um resgate de todas as ancestrais que através de sua sabedoria nutriram com amor e compaixão. E não é apenas doação, assim como no hoponopono, quando tecemos a teia para alguém trabalhando seus bloqueios, fazendo orações, estamos fazendo por nós, nos curando, nos nutrindo. Aprendendo com cada alma, cada ser que vem nos visitar e pedir ajuda.

Agradeço a Deus por cada aprendizado que tenho, todos os dias, através de todos os que cruzam o meu caminho. É a nobreza de alma de cada um que refrigera a minha e transborda o meu cálice. A mandala indígena é o círculo sagrado que nos conecta a todas as dimensões, nos cura e nos une. Em nome do amor maior!

Texto revisado por Cris

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Conteúdo desenvolvido por: Patricia Vignoli   
Trabalha com desenvolvimento pessoal holístico e oferece diversas formações como terapeuta floral, cristalogia e arteterapia. Autodidata da psicologia junguiana, participou de grupos de estudos e a partir de então uniu seus conhecimentos e desenvolveu seu próprio método focada nos conceitos, estudos e processos dos arquétipos
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