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MATERIALIZAÇÕES ESPIRITUAIS 1

por Christina Nunes

Publicado dia 23/8/2008 em Autoconhecimento

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Nos fenômenos de materialização os fatores morais constituem elemento decisivo de organização. Não estamos diante de mecanismos de menor esforço e, sim, ante manifestações sagradas da vida, em que não se pode prescindir dos elementos superiores e da sintonia vibratória. - André Luiz

Há pouco lia no link jornalístico do G1 duas notícias dizendo da ocorrência de fotografias batidas em situações corriqueiras, em dois países diversos, nas quais, para susto dos fotógrafos, surgiram vultos transparentes embora distintos, numa de uma mulher flutuante, visível do dorso para cima, na outra de um padre do século XVI.

O tema materializações espirituais prossegue sendo como dos mais fascinantes dentre os estudiosos e simpatizantes das revelações espíritas, causador de assombro principalmente nos que ainda principiam seu entrosamento com as realidades deste mundo maior, subjacente ao material, do qual, contudo, ainda não lograram acoplamento de ordem vibratória suficiente para desfrutar com maior amplitude destes fenômenos contundentes e de molde à supressão das dúvidas quanto ao convencimento dos mais céticos no tocante à pujança da vida espiritual que nos cerca.

Os mentores de escol presentes na vasta literatura espírita, quanto no histórico dos trabalhos de ordem mediúnica idôneos levados a cabo durante a trajetória do movimento espírita, desde a sua eclosão a partir da Codificação Kardequiana, são uníssonos no aconselhamento pautado nos termos do excerto acima, observando prioritariamente os requisitos severos de ordem evolutiva e vibratória a fim de que tais tentames se verifiquem de dentro da mais impoluta seriedade de propósitos no estudo e no auxílio aos reencarnados, a fim de que dons preciosos da Vida maior não sejam desperdiçados nem sofram abusos dos inconseqüentes interessados em tornar estas coisas em espetáculos de buena dicha para os imaturos de espírito e curiosos, nem em fenomenologia rasteira e passível de escândalos e polêmicas lastimáveis na área chula do sensacionalismo barato.

Não, caros. Não é, nunca foi, e jamais deveria ser esta a proposta da seara mediúnica neste mundo transitório de aprendizado e crescimento íntimo, muito embora alguns mais desavisados e invigilantes se deixem arrastar pelas tentações de ordem mais baixa, mercantilizando dons que, em última instância, não sobrevivem ao observador mais imparcial e criterioso, devido à mais absoluta ausência de sintonia para com a faixa da espiritualidade compromissada, da vida invisível, apenas com o amparo aos reencarnados bem intencionados que, fazendo bom uso do que não mais se revela do que um mecanismo natural da sensibilidade extrapsíquica, agem em prol de se noticiar sobre as verdades mais amplas da existência, cobrando-nos responsabilidade e maturidade maiores nas nossas iniciativas e atitudes para com o próximo.

Nada obstante, numa ou noutra circunstância, desde os tempos incontáveis, fatos sobre fatos acontecem de dentro da mais espontânea naturalidade, para ainda uma vez confirmar aos céticos renitentes que muito mais existe para além do acanhado alcance perceptivo do nosso arcabouço material corpóreo.

Pessoalmente, já lhes ofereci em textos anteriores testemunhos pessoais de que, à nossa mesma revelia, os habitantes da invisibilidade continuam circulando por aí, no espaço interdimensões, volta e meia se tornando visíveis em decorrência desta ou daquela conjuntura mais propícia. De forma que não será demais mencionar da senhora idosa que me surgiu, e à outra funcionária de um setor de trabalho há muitos anos atrás, entrando pela única porta disponível do toillete no qual nos achávamos, para diluir-se no interior de um dos compartimentos dos sanitários, não tendo, em hipótese nenhuma, deixado o recinto, conforme testemunhamos eu e esta outra senhora presente na ocasião. A velhinha, tão visível e aparentemente palpável quanto eu ou você, passou pela porta, olhou-me, dirigiu-me um sorriso leve... e desapareceu toilette adentro, não tendo saído sob nenhuma hipótese!

Noutra ocasião, alguns anos depois, fui fotografar o meu filho, na época pequeno, num momento de descontração no qual brincava na sala da avó... e, para meu espanto, na revelação me apareceu, ao seu lado, um gato translúcido embora nítido, de olhos arregalados na sua direção, cercado de uma espécie de aura azulada...

Houve outra vez em que um determinado objeto quebrou-se na sala de nossa residência e resolvemos catar os pedaços pensando em restaurá-lo. Achamos todos; faltava apenas um pequeno, a parte de trás daquele elefantinho de marfim... que, após mais de meia hora gasta naquela procura enervante por todos os recantos do cômodo, foi nos aparecer noutro lugar do apartamento: na cozinha, sobre um ângulo de mesa, onde jamais poderia ter chegado "voando", dada a distância inviável entre ambos os ambientes...

Meu mentor desencarnado, Caio Fábio Quinto, de vez em quando me aplica elegantes puxões de orelhas quando, em ocasiões de pane espiritual, e mesmo depois de todos estes anos de vivências, estudos e de trabalho em parceria mediúnica nas obras psicografadas - atividades durante as quais outro tanto de episódios insólitos já me brindaram, favorecendo-me convicção e confiança - ainda me flagro a solicitar deles a graça de uma participação em reunião espírita deste teor, muito embora alegando uma espécie de coroamento dos meus estudos e compromissos com a assistência espiritual da minha tarefa mediúnica particular.

Noutro dia, de fato, quando me entretinha com ele em espécie de conversa mental sobre o assunto após a leitura do clássico espírita Materializações Luminosas, explicou-me uma vez mais acerca dos indicativos de suas presenças, a partir do invisível, funcionando sempre como extraordinário alento a fim de que não esmoreçamos na missão da qual viemos investidos neste mundo:

- "Preste atenção na quantidade de coisas que já lhe aconteceram durante todos estes anos, e que certamente não ocorrem com muitos, pelo estado de inconsciência no qual se encontram mergulhados. Note a duração do alento que lhe proporcionou. É um poço sem fundo; vocês requisitarão sempre mais e mais, apenas por uma razão, minha querida: o alento vem de dentro. Como bem alertaram os nossos Maiores, as materializações e efeitos físicos possuem importância secundária na hora de lhes garantir segurança íntima e confiança. Pois somente as suas condições espirituais lhes poderão assegurar certeza e firmeza no capítulo da percepção da sua convivência antecipada conosco, no universo mais amplo. De nada lhes adiantarão materializações momentâneas no ambiente de confinamento sensório onde se acham se via sintonia e melhoria de si mesmos vocês não captam a nossa presença, que prescindem de efeitos com repercussões meramente visuais em dados momentos. Ou todos os artefatos em parafina: mãos, flores e objetos; o prato que explodiu na sua cozinha; a lata que se pôs a deslizar sozinha sobre aquela mesa, e todo o vasto repertório catalogado pelos seus confrades idôneos seriam de molde a lhe reconfortar por si - nunca em detrimento, contudo, da qualidade irrefutável de tudo que vimos objetivando e realizando"...

Fica a reflexão, por hora, pois voltaremos ao assunto...

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Sobre o Autor: Christina Nunes   
Chris Mohammed (Christina Nunes) é escritora com doze romances espiritualistas publicados. Identificada de longa data com o Sufismo, abraçou o Islam, e hoje escreve em livre criação, sem o que define com humor como as tornozeleiras eletrônicas dos compromissos da carreira de uma escritora profissional. Também é musicista nas horas vagas.
E-mail: [email protected]
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