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MINHA EDUCAÇÃO DEPENDE DA SUA!



A frase acima é costumeiramente vista em alguns painéis e paredes. Exalta o espírito do toma lá, dá cá, da reciprocidade eventualmente agressiva rebatendo um agravo com uma intensidade igual ou maior que a recebida. Quem se preza não leva desaforo para casa! Não vai dormir com essa! Será? Uma briga ou discussão iniciada na vigília pode continuar no astral, durante o sono comum dos valentes beligerantes.

Não é, entretanto, o que se deseja discutir aqui e sim o sentido da frase que inicia este texto. Ela aponta para a lei de ação e reação, não a que conhecemos na natureza, mas a da natureza humana em sua expressão mais baixa. Na lei natural o universo responde a cada ação minha – física, sentimental ou intelectual – com outra correspondente em gênero e intensidade. É o carma em ação. É a lei natural.

A mente humana, porém, é uma individualidade que cria suas próprias leis e, via de regra, são leis que lhe favorecem e satisfazem individualmente gerando os sentimentos de separação e individualismo. E a atitude sugerida pela frase é a de reação, ou seja, ela implica que minha educação, polidez, cortesia é reativa – instável – e funciona de acordo com o tratamento que recebo. Serei agressivo e rude se for “atacado” por outra pessoa. Serei cortês se o outro for polido e respeitoso para comigo. Assim dita a lógica do raciocínio humano que não consegue ir além do âmbito limitado pelo horizonte material.

Mais um aspecto merece ser estudado: não existe ofensa nem ofensor, mas, somente ofendido. Ofensa é invenção exclusiva do ego que cria no indivíduo a ilusão de estar sendo agredido e, assim sendo, a única reação possível é retaliar a agressão. Ou, recolher-se e sofrer intimamente com a agressão recebida, podendo dar início a um sentimento de humilhação ou ódio.

A mente, porém, que superou o reino de domínio material não reage. A estabilidade (serenidade) de seu caráter benevolente responde fraternalmente com a fleuma ou severidade necessária sem o ranço do rancor.

Ilustrando esse tópico, o Mahatma Gandhi uma vez foi interpelado a respeito das muitas agressões, desacatos, injúrias e outras violências de que foi alvo em sua vida. O interlocutor perguntou-lhe se ele perdoava todos os seus agressores. Gandhi respondeu que não havia nada para perdoar porque “ninguém jamais me ofendeu”.

A crença na ofensa e o sentimento de ter sido ofendido sinalizam desconhecimento da pureza original do espírito e quem assim ainda se comporta não pode perceber que todos os maus tratos infligidos são portas que se abrem para a compreensão e prática da fé absoluta na perfeição da justiça divina, que não dá oportunidade de uma agressão qualquer ser efetuada contra quem não a merece ou necessita.

Seja qual for a atitude tomada frente a um ultraje o equilíbrio e o bom senso prevalecem quando o “agredido” habita a região em que compartilha o amor universal.

Aquela frase então teria que levar uma “mudada”: “Minha educação/gentileza não se abala diante de uma possível insolência”.

Ou melhor: “Minha noção de amor fraterno/universal desconhece agressões”.

Texto revisado por: Cris
Publicado dia 25/5/2007

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