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No fim, só resta a verdade!



"Não há nada escondido que não venha a ser revelado, e nem oculto que não venha a ser conhecido". (Lucas 12:3)

Passamos a vida inteira procurando um sentido para a vida, seja através da realização pessoal, na religião, no amor, no trabalho ou até no engajamento político.
Nessa busca, muitos neurônios são usados num objetivo que preencha o vazio existencial e alivie a sensação de estarmos sós no universo, apesar de estarmos rodeados de gente por todos os lados.
Passados os anos, muitos são os que se desesperam por não terem conseguido a satisfação do ego. Algo mais que lhes mostre que a vida valeu a pena, e se submetem à sensação de isolamento existencial.

Frustrados ou decepcionados, outros recorrem aos vícios de corpo e alma, no sentido de amenizar o sofrimento, ou, em atitude defensiva, tornam-se pessoas reclusas e egocêntricas, como se o isolamento social os protegesse daquilo que não querem perceber em si mesmos.
Outros, ainda, se refugiam ou se acomodam nas ilusões que proporciona a riqueza material, e passam a vida desfrutando das benesses do poder sem se importarem com a miséria ou pobreza material que mora ao lado.

Nesse peregrinar individual, rumo ao conhecimento de si mesmo, vários são os que buscam na verdade, uma referência para as suas vidas. Esses são os "honestos" e independem de classe social, pois fazem de suas vidas uma procura em que a verdade seja o instrumento usado para investigar a realidade.

Na minha experiência como psicoterapeuta interdimensional, foram muitas as situações regressivas de memória em que a pessoa passou por experiências em épocas distintas, e após a regressão conseguiu elaborar o quanto a ilusão de poder a havia cegado para os valores humanos inseridos na concepção de uma vida simples e verdadeira.
Outras experiências, no entanto, revelaram à pessoa, o quanto ela foi submissa à sua "redoma de vidro" e deixou, vida após vida, de realizar-se pessoal e profissionalmente pelo fato de estar auto-obsediada pelo sentimento de vitimização.

No educandário da vida, cada ano representa uma vivência no plano material. Cabe a cada um de nós, em conformidade com o desempenho, passarmos de ano. Caso contrário, repetiremos esse ano até nos conscientizarmos de que é necessário seguir adiante na caminhada evolutiva.
Portanto, as ilusões de poder associadas à ostentação material e ao egoísmo, assim como os sentimentos negativos associados à vitimização, não passam de obstruções geradas pelo próprio indivíduo, geralmente dominado por processos obsessivos que turvam a mente e inibem a capacidade de discernimento.

Se resumirmos o sentido da existência, tanto no plano físico quanto espiritual, chegaremos à busca da verdade como compromisso de vida e base para vôos mais altos do espírito. Nesse sentido, os dogmas religiosos não significam garantia de preservação da verdade Crística, pois são muitas as doutrinas, igrejas ou templos que escondem a verdade para a satisfação de interesses escusos.

Contudo, a verdade prevalece acima de tudo, mesmo no predomínio da escuridão, lá está ela como foco de luz, a iluminar a trajetória daquele que deseja percorrer o caminho da justiça, da verdade e da liberdade.

"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", revelou Jesus Cristo a seus discípulos. Ou seja, adote a verdade como instrumento de evolução e libertação, que a visão sobre si mesmo, o outro e a vida, abrirá horizontes a ponto de libertá-lo dos limites impostos por uma consciência atrelada às exigências do ego.

Para finalizar, a seguir reproduzo o texto "Eu, o imperador", escrito durante uma viagem à Roma quando senti uma forte influência para passar essa mensagem em forma de artigo a ser publicado no STUM, e que se encaixa perfeitamente ao tema abordado.

"Durante séculos construi templos e palácios na vã tentativa de perpetuar o meu orgulho e a minha vaidade. A sede de poder que contaminava minha mente e alma nas relações que preponderavam sentimentos de posse, de ódio e de vingança, não permitiam margem para sentimentos que não correspondessem à superficialidade de vidas vazias de verdadeiro conteúdo.
Durante milênios iludi-me ao dar ênfase a um ego que escravizou-me sem clemência! Foram muitas conquistas alicerçadas na sanha assassina que cega. Não via nada além do eu, imperador absoluto e soberano da terra, do céu e dos mares.
Triste ilusão! Perdido na obsessão que durante séculos neutralizou-me sentimentos puros, passei a construir a minha infelicidade materializada em concreto, riqueza e em fúteis realizações que satisfizeram o meu ego, nada mais!
Eu, o imperador, na escuridão em que me encontrava, custei a perceber e humildemente aceitar, o pontinho de luz que sinalizava o caminho de minha libertação.
A partir de então, quantos sentimentos novamente experienciados pelo meu ser real sem as fantasias da ilusão. A simplicidade, a humildade, enfim, o amor e a caridade que havia esquecido em meu coração.
Eu, o imperador, finalmente rendi-me às verdades que esclareceram uma mente confusa e perdida no escuro labirinto que leva à obsessão pelo poder. As mesmas verdades que me mostram que o que construimos e fica para sempre não são os majestosos templos fundamentados na materialidade de nossas ilusões, mas a obra alicerçada nas relações de amor e caridade construída na trajetória de muitas vidas".


Texto Revisado

Publicado dia 10/8/2018
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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com | Mais artigos.

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