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Nós planejamos e a vida muda tudo....

por Nathalie Favaron

Publicado dia 27/3/2008 em Autoconhecimento

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Nós já estamos praticamente em abril e eu ainda espero o ano começar.
Olho para meus planos de 2008 e percebo o quanto nosso livre arbítrio é pequeno. Como diria minha querida amiga Maria Emilia, nosso livre arbítrio às vezes é escolher entre pão francês ou rosquinha na padaria pela manhã.

Imagino que a grande maioria de vocês que estão lendo este artigo já passou por situação semelhante: fazer planos e logo em seguida sentir que tudo acontece de maneira completamente diferente do que desejávamos.
Nós não podemos mudar isso, mas podemos decidir como iremos reagir às mudanças e novidades que a vida nos traz.
Podemos reclamar e começar a ladainha do “eu sabia que não ia dar certo” ou “eu planejei tudo e deu tudo errado” e por aí vai.
Ou podemos olhar para o que a vida nos traz e procurar algo de positivo no imprevisto.
E eu não digo com isso que devemos deixar a vida nos levar para onde ela quiser. Definitivamente, não se trata de apenas sermos conduzidos pelos acontecimentos.
Mas sim de escolhermos como vamos enfrentar os desafios.
Isso vale para nossos planos profissionais, familiares, pessoais e amorosos.

No último artigo, falei sobre uma situação profissional que muitos de nós já viveram, que é a perda de um emprego.
Desta vez quero voltar para o núcleo familiar e seus encontros e desencontros. E, especificamente, àquela fase onde já estamos mais maduros, com nossas famílias montadas e seguros de que nossos planos estão sob nosso controle.
Mas à medida que os filhos crescem e vamos ficando mais velhos, nossos pais também envelhecem e muitas vezes começamos a enfrentar uma nova situação: como cuidar de nossos pais se eles enfrentarem problemas de saúde graves?!
Devemos agora inverter a situação e tratá-los como crianças, como filhos?
Esta situação delicada e inexorável traz à tona a chance de agradecermos profundamente por aquilo que recebemos deles, mas também pode trazer desencontros entre irmãos, discussões, desrespeito e desunião.

Já escrevi um pouco sobre a ordem e o funcionamento da relação entre pais e filhos do ponto de vista sistêmico. O princípio desta relação, segundo Bert Hellinger, é que os pais são os grandes, e os filhos os pequenos.
Os pais vieram antes e depois vieram os filhos.
Os pais dão e os filhos recebem.
Os pais cuidam e os filhos recebem os cuidados e tudo o mais que vem dos pais com profunda gratidão.
E as coisas dão errado quando estes princípios se invertem ou acontecem de forma desordenada.
E quando nossos pais começam a dar sinais de fraqueza, talvez uma situação de saúde mais delicada ou mesmo grave, ou envelhecendo e sofrendo as conseqüências pela forma que levaram suas vidas nos últimos 50 anos.
Neste momento cada um de nós volta-se para seu mais secreto e antigo medo, que é o de perder os pais. Ficar só. E não importa quantos anos tenhamos, 60, 40, a possibilidade real de perdermos aqueles que nos deram a vida é profundamente assustadora.
Porém, se tivermos consciência deste movimento interno, poderemos escolher como vamos reagir a este medo, saindo de padrões antigos, velhos conhecidos nossos, as neuroses de estimação, tais como afastamento, agressividade, controle ou descontrole.
E se isso acontecer - e várias vezes acontece - daí sofrem todos os envolvidos: os pais e os filhos. Passamos por cima de tudo e de todos e nem percebemos.
Nesta hora, sorte de quem tem bons amigos, maridos ou esposas compreensivos, um bom terapeuta ou um anjo da guarda de plantão.
Estes são aqueles que nos acordam no meio deste pesadelo e nos oferecem ajuda. Mostram-nos uma luz no meio da escuridão. Permitem-nos perceber que existem outros caminhos e outras saídas.
E com paciência e amor nos ajudam a recuperar o rumo para atitudes mais adequadas e equilibradas.
E, principalmente, a buscar o caminho do amor e do respeito pelas pessoas e suas escolhas. Sem julgar. Apenas apoiando, estando ao lado, com o coração aberto e tranqüilo.
Mesmo que as decisões e escolhas tomadas não sejam aquelas que acreditamos serem as melhores.
Quem somos nós para sabermos o que é melhor para alguém?
O amor incondicional e maior respeita as escolhas e o destino de cada um.
O amor maior busca a união e o respeito entre as pessoas dentro de uma família.
O grande amor compreende o limite entre nossos desejos e o destino maior que nos foi designado ou que escolhemos em algum momento de nossa existência. Consciente ou inconscientemente.
Quem somos nós para mudarmos o destino de alguém?
Nós só podemos amar aquilo que É. Sem mudar nada.
Pois somente através da aceitação maior é possível que algo possa vir a mudar.
E isso nos torna livres e libera nossos medos e ansiedades.
É o SIM como força maior de amor e mudança.

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Nathalie Favaron   
Nathalie Favaron é Coach e Terapeuta Sistêmica especializada em Constelações e Hipnose Ericksoniana. Autora do LIVRO O Reencontro e do CURSO ON LINE - A História da sua Família SAIBA MAIS AQUI www.nathaliefavaron.com.br ou whatsapp 11-950203079
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