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O AMOR: este desconhecido

por Lucya Vervloet

Publicado dia 12/4/2008 em Autoconhecimento

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Muito, muito se fala nele... Mas ainda continua sendo apenas uma palavra. Pessoas sensíveis podem observar e perceber como é difícil ver nos olhos do outro um “que” de irmandade. Estamos todos ainda tão voltados para nosso “ganha pão” diário, os sonhos, as metas e fantasias, ambições e desejos. Tudo muito sem sabor, colorido e vida. A impressão que tenho é que convivo diariamente com robôs-mortos vivos - por assim dizer. E não pensem que estou me excluindo!

Chegou a hora de ser menos emocional e cuidar mais de mim. Egoísmo não é pecado. Dependem das motivações que circulam nos bastidores de nosso ser. A compaixão de certa forma nos faz sentir um pouco mais vulneráveis que quando simplesmente conseguimos amar ou até mesmo apreciar. Ah! O amor, quem realmente o conhece?

Estou me desprendendo das energias da Era de Peixes, de um emocional profundamente consternado com a condição humana, pleno de dor e sofrimento. Um pouco acanhada, reconheço. Sinto-me aliviada por estar “descendo da cruz”, feliz, motivada e novamente aberta para a vida. Vibrar em um novo padrão depois de tanto tempo de condicionamento em que a sensação de desespero e impotência prevalecia é deveras libertadora! Na mesma medida, assustador. Quem/como será este novo ser? Quais as novas respostas? Mais equilíbrio, mais entrega, menos intelecto, mais humor. Não importa. Não importa mesmo.

Acabo de receber um texto de Krishnamurti(1969) que diz mais ou menos assim: “Não conhecemos o amor. O homem o procura dentro dos limites do pensamento e o pensamento destrói o êxtase desta graça divina”. Portanto, minha conclusão é óbvia: somente seres meditantes, menos pensantes poderão verdadeiramente conhecer o amor em sua essência. Onde encontrá-los?

Sair pelo mundo em busca de amor pode ser ingenuidade ou desespero, ou ambos, pois não somos um grupo humano capaz de tão alta performance. Haja visto o que ainda acontece no seio desta família que recusa-se a assumir deliberadamente sua herança divina. Penso saber que pelo fato de o processo ser inconsciente e estar atrelado ao engano que os sentidos e a mente em conjunto nos “forçam” a ter, surge daí essa visão míope, deturpada de nossa caminhada neste planeta tão belo, tão grátis e ao mesmo tempo tão frágil e forte como a natureza de seus habitantes.

Minha alma insiste em “aterrar-se” através de um corpo que insiste em “soltar-se”. E nesse vai-e-vem, vou levando a vida... a vida vai me levando. Os paradoxos vão se unindo, tudo vai fazendo sentido e meu coração relaxa enfim. Mas, onde está realmente o amor, este desconhecido.

Em tempos passados conseguia vê-lo nos olhos de amigos queridos, na luz das cidades, no sorriso das crianças e no abraço de um “amor”. Flashes, instantâneos destes momentos permanecem em meus circuitos neurais, em minhas lembranças, numa memória distante. Saudosismo? Fuga do “presente”?

Estar vivo é um ato de amor. Viver também deveria ser uma extensão desta oportunidade. Vulgarizamos muito o esforço de nascer, desviamos-nos da rota com muita facilidade. Apegamos-nos a tão rasteiras situações e eventos e esquecemos que na partida nossas mãos vão abertas, soltas, relaxadas, sem nada. Por que não conseguimos nos soltar de verdade? A morte é apenas mais uma ilusão da mente...

Tenho exercitado o amor incondicional e sinto que quando aprecio mais que julgo, minha vida torna-se algo completamente novo e fresco. Novas sensações, mais energia e entusiasmo brotam de meu ser. Cada vez mais consigo perceber como é patética e desastrosa a competição entre os humanos. Onde pretendemos chegar? Não existe para onde ir, já somos, já estamos, já chegamos!

Ah! Nossa velha conhecida adrenalina... Como é bom senti-la em meus anseios de ajudar na construção de um novo mundo de paz e alegria, fraternidade e liberdade! Minha velha conhecida adrenalina que me faz vibrar quando penso que um dia, afinal, me será permitido conhecer realmente o que é o amor. Esse mistério, esse enigma fascinante que a humanidade tarda, mas não falhará em descobrir. Como em algum tempo, um filósofo (Pierre Teilhard de Chardin) anunciou: Depois que o homem já usou tudo o que a natureza lhe ofereceu, haverá um dia em que ele implorará a Deus para utilizar a energia do amor, e a partir de então teremos descoberto o fogo pela segunda vez.

Com amor
Lucya

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Sobre o Autor: Lucya Vervloet   
Astrologia (básico na Regulus/SP) e autodidata. Participei de workshops de Runas, Tarot místico/terapêutico com Veet Pramad. Estudei Numerologia e quirologia. Iniciei-me na energia Reiki. Estudei 12 meses do Curso de Psicanálise/ES. Com uma visão universalista da vida dediquei-me ao aprendizado de idiomas e culturas estrangeiras.
E-mail: [email protected]
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