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O amor pode (e deve) ser feroz


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A cantora e compositora Suzanne Vega escreveu este poema, um haikai, quando tinha 11 ou 12 anos:

“Haiku A paz faz parte do amor
Mas nem todo amor é pacífico
Pode até ser bem feroz”.


Sem dúvida este poema é maduro para uma pré-adolescente. Ao ler o poema pode ser que a primeira interpretação seja lembrar do amor-paixão, que sem dúvida pode ser feroz. Mas é possível interpretar este poema de uma forma um pouco mais profunda. Amar não é fácil, não é como navegar em um lago de águas plácidas. Bem, às vezes o amor pode ser tranquilo assim. Mas sempre acontecem as tempestades. Amar significa lutar para que o relacionamento dê certo. É claro que amar também implica em ser firme, criticar de maneira construtiva e assim por diante. Neste sentido, o amor pode e deve ser feroz. Este esforço pode levar à evolução psicológica e espiritual de todos os envolvidos.

É claro que quando se trata de um relacionamento abusivo, não saudável, a melhor atitude é afastar-se. No grupo de ajuda mútua MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas) recomenda-se que a mulher que se reconhece como dependente afetiva coloque-se em primeiro lugar na sua lista de prioridades. Com o desenvolvimento da autoestima e as mudanças interiores decorrentes disso o relacionamento muda ou termina. Mas é claro que existem casos em que a melhor, a única alternativa, é afastar-se. No MADA quase sempre se discute os relacionamentos entre homem e mulher. E o que falar de outras espécies de amor, o amor de mãe, de pai, de amigo? É claro que todo amor implica em riscos, em desafios… Mas vale a pena!

Lembrei-me da mais bela história de adoção que já escutei, a história de Sarah*e Cléber*. Ela é portadora da Síndrome de Turner, como eu, e tem um pouco menos de 1,30 m de altura. Mas como descrever a sua grandeza como pessoa? Ela é muito espiritualizada, forte e amorosa. Sarah adotou Cléber, um menino com problemas mentais leves e raquitismo, doença que fez com que ele tivesse pernas tortas. Ela enfrentou vários tipos de dificuldades e ambos venceram. Sarah até conseguiu que seu filho fosse operado e hoje ele não tem mais pernas tortas. Atualmente Cléber é outra criança e certamente terá uma vida normal, graças à sua mãe. Sarah é uma mãe leoa, que lutou por seu filho! Sim, o amor pode e deve ser feroz!

*Estes não são os seus nomes reais.

Texto revisado
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Conteúdo desenvolvido por: Patricia M. Barros   
Sou jornalista e advogada. Atualmente sou funcionária pública e estudante de psicologia e psicanálise. Sempre me interessei por questões que envolvem comportamento e o desenvolvimento pessoal. Espero contribuir um pouco para o bem-estar e felicidade de algumas pessoas!
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