O Brinquedo que Apontava o Seu Caminho

O Brinquedo que Apontava o Seu Caminho

Autor Sheila Tiemi Sakamoto

Assunto Autoconhecimento
Atualizado em 13/10/2026 13:42:40





O que a sua criança gostava de fazer? Não a criança que te disseram que você deveria ter sido. A que você era de verdade, antes de alguém ensinar que brincar era "perder tempo".

Eu sei, parece simples demais. Mas é exatamente aí que mora uma pista valiosa que você vai encontrar sobre o que alimenta a sua alma. O que fazia a sua alma brilhar quando ninguém estava olhando?

Nos meus atendimentos sobre propósito, para quem está buscando se encontrar, eu sempre faço essa pergunta. E é impressionante como a resposta chega rápida, quase sem esforço. A pessoa lembra do cheiro da terra molhada, do desenho que fazia sem parar, da mania de organizar tudo, do prazer em cuidar de um bicho, de inventar histórias, de dar aula para as bonecas, de arrumar a casa de boneca, de consertar o que aparecia pela frente, de fazer fazer seus próprios brinquedos, de montar sua banca de frutas e vender...

A criança não brincava por dinheiro. Não brincava para impressionar ninguém. Ela brincava porque estava viva, inteira, na própria essência - sem medo do julgamento dos outros, sem precisar provar nada. E é justamente aí que está o tesouro.

A criança é o mapa da sua alma

Na visão sistêmica, a criança que fomos não é uma lembrança distante: ela vive dentro de nós, como uma parte do nosso sistema interno que pede reconhecimento e pertencimento. Quando a gente ignora essa criança, ela continua ali, esperando. Quando a escutamos, ela nos devolve algo precioso: a memória do que nos faz sentir inteiros.

Pense comigo: o que você fazia quando o tempo sumia? Quando você não olhava no relógio e não se perguntava se aquilo "dava dinheiro"? Esse estado de fluxo, essa entrega sem esforço, é um retrato fiel da sua alma. Segundo a Neurociência, quando fazemos algo que nos conecta com o prazer genuíno, o cérebro libera dopamina, ativa as redes do bem-estar e abre espaço para a neuroplasticidade, a criação de novos caminhos neurais. A criança não "perdeu tempo": ela estava treinando o seu cérebro para reconhecer o que é essencial.

E tem mais: a nossa criança também guarda as memórias emocionais - aquelas que ficam gravadas na amígdala, o centro do medo e da emoção. Muitas vezes, o que nos trava na vida adulta é uma ordem antiga, um "não pode", um "isso não é para você", gravado lá atrás. Quando resgatamos o que a criança amava fazer, estamos, na verdade, reprogramando essa memória e devolvendo à nossa história a permissão de ser.

O que o céu e as cartas dizem sobre isso

Na Astrologia, essa criança tem endereço certo no mapa: a Lua, que guarda nossas emoções, nossa memória afetiva e nosso mundo interior - é ela que sabe o que nos nutre de verdade. Já o propósito, a essência que precisamos expressar, aparece no Sol e, de forma ainda mais direta, no Nodo Norte, que aponta a direção de crescimento da nossa alma. Quando a Lua (a criança) e o Sol (o propósito) se manifestam, a vida flui. Quando estão na sombra, sentimos aquela inquietação, aquela sensação de que falta algo - mesmo com tudo "certo" por fora.

No Tarô, essa criança é o Louco - o arcano zero, o começo de tudo. Ele não sabe o caminho, mas confia. Carrega apenas uma pequena trouxa e um passo leve, pronto para a jornada. O Louco nos lembra que todo propósito começa com a coragem de ser quem se é, sem precisar ter todas as respostas. A criança que fomos é o nosso Louco interno: aquele que ainda acredita que é possível e que está doido para dar um salto de fé!

O convite

Eu o convido a se perguntar:

O que a minha criança gostava de fazer? E o que disso eu posso trazer de volta para a minha vida hoje?

Não precisa largar tudo e virar artista, se a sua criança gostava de desenhar, ou achar que sua promessa era ter virado jogador de futebol, mas que o tempo passou. Mas pode ser que aquele desenho vire uma forma de expressar, de ensinar, de criar. Ou que aquela bola chutada era a maneira de se colocar como capitão de um time, por exemplo. A criança não te pede para abandonar o mundo - ela pede para não abandonar você mesmo.

O propósito raramente aparece como um trovão. Ele aparece como um sussurro, quase sempre disfarçado de brincadeira, de alegria genuína. E quando você o reconhece, percebe que ele esteve ali o tempo todo, esperando você ter coragem de olhar para ele com os olhos de quem ainda acredita.

Porque no fundo, a vida não pergunta o que você "deveria" ser. Ela pergunta, com um sorriso no canto da boca: o que a sua criança ainda quer ser quando crescer?

E independentemente da idade ou da fase da vida, nunca é tarde para deixar aquela criança genuína preencher a alma com alegria de viver (de verdade)!


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Autor Sheila Tiemi Sakamoto   
Minha escrita une saberes sistêmicos, astrológicos, numerológicos, tarológicos, da Neurociência, do Feng Shui e da Medicina Germânica. É a sinergia da união dos saberes a seu serviço. Terapeuta Sistêmica & Integrativa - atendimentos com acolhimento, responsabilidade e respeito pela sua história. https://www.instagram.com/sheila_tiemi_sakamoto/
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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