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O caminho da redução

O caminho da redução

por Paulo Tavarez

Menos é mais, sempre. Se você não compreende isso ainda, não está em sintonia com a dinâmica do planeta nesse início de terceiro milênio. Viver em busca de volume, intensidade, valor, etc., é viver na cegueira, acreditando única e exclusivamente no prazer como solução para as angústias da alma. É preciso livrar-se dessa escravidão e buscar o bem-estar.

O bem-estar não tem nada a ver como o prazer, pois o sentimento de bem-estar resulta do desapego e não da ânsia doentia por sensações, como aquelas que transformam indivíduos em escravos de prazeres sensoriais.

É preciso reduzir as palavras, falar menos e trabalhar a sua capacidade de escutar. Como diria o escritor Rubem Alves, é preciso praticar a arte da escutatória e deixar de lado a oratória.

É preciso reduzir a comida, para que a energia gasta no processo digestivo seja direcionada para outros centros de força e possam despertar suas potencialidades.

É preciso reduzir as idealizações e aceitar a vida, com tudo aquilo que se manifesta, buscando uma reconciliação profunda com a realidade. Sonhar menos.

É preciso reduzir os pensamentos, demonstrando um profundo desinteresse pelas imagens que constelam a sua consciência, pois se você perder o interesse por elas, elas também perderão o interesse por você.

É preciso reduzir o consumo, contentar-se com pouco, pois a verdadeira riqueza não é possuir bens materiais e, sim, não precisar deles, aliás, não precisar de nada além do necessário. Tudo aquilo que você juntar, em um determinado momento, irá perder, portanto, as coisas existem apenas com o propósito de nos entorpecer.

É preciso reduzir a ignorância de si mesmo para poder aprovar-se, sendo quem tu és, amando-se incondicionalmente e não viver mendigando a aprovação do outro.

É preciso reduzir o uso de tecnologias e olhar ao redor. Quem sabe poder andar descalço na grama, abraçar uma árvore ou conversar com pessoas de verdade. Você precisa sair da matrix de um mundo virtual onde está convivendo com amigos virtuais, compartilhando mentiras e forjando impressões de uma falsa felicidade.

É preciso diminuir a sua necessidade de sexo, controlar a sua energia sexual para que ela seja direcionada para o pleno desenvolvimento de outras faculdades e não ficar apenas restrito à satisfação de vícios descontrolados. Isso é Tantra.

É preciso reduzir o tamanho do próprio ego, combatendo o orgulho, a vaidade, a arrogância, enfim, tirar o excesso de importância e significado que sempre foi dado a esse falso eu. “Todo aquele que se elevar será rebaixado”, já dizia o Mestre.

É preciso reduzir a quantidade de remédios, drogas e mecanismos de fuga de si mesmo. A dor, o sofrimento e todas e as angústias, não são nada mais do que mensagens de desespero que surgem de uma alma que quer apenas a chance de dialogar. Enfrentar ou suportar a dor é sinônimo de crescimento, fugir é estacionar.

É preciso reduzir a necessidade de afeto. Afeto é tudo aquilo que te afeta, se você precisa ser afetado é porque não consegue sentir-se vivo. Precisa livrar-se desse útero, aprender a andar e seguir em busca da auto realização.

É preciso reduzir conceitos, normas, regras, valores, enfim, reduzir completamente as crenças. Você não consegue perceber que foi doutrinado, que deixou de ouvir a voz interior e passou a seguir os preceitos de um mundo que sempre teve, apenas, o intuito de te manipular.

É preciso reduzir o peso que existe em seus ombros, procure perdoar-se, procure abrir mão de falsas necessidades, aprenda a fluir com a vida e deixa o Universo tomar conta da sua existência. Deixe que querer resolver os problemas de todo mundo, pois no fundo, você está apenas tentando resolver os seus problemas.

Lembre-se das palavras do Mestre: “Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Esse Mestre existe no interior de cada ser; busque aquilo que existe de eterno, perfeito e indestrutível dentro de si e você estará em boa companhia. Está na hora de esvaziar a nossa mochila para que a viagem da existência seja feita com leveza.

Acredite, você não veio aqui para ganhar, veio para perder, apenas aquilo que você perde é importante. Aquilo que você ganha o escraviza, em contrapartida, aquilo que você perde te liberta.

Para manifestar coragem é preciso perder o medo, para expor alegria é necessário perder a tristeza, para exercer a confiança é preciso perder o controle, para estar sereno é preciso perder a raiva, assim por diante. Tudo é questão de perder, por mais absurda que possa parecer essa afirmação.

"Quem perder a sua vida será salvo, quem quiser salvá-la irá perdê-la".

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Autor: Paulo Tavarez   
Terapeuta Holístico, Palestrante, Psicapômetra, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define. Eu sou o que Eu sou! 
E-mail: [email protected]
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Atualizado em 16/02/2019

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